Samaúma

 

 

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Simbad

 

tibério sá maia

 

Quando perguntaram a Simbad, o marujo, aonde se encontravam os tesouros e bens incalculáveis sobre os quais discorria, com tanta ênfase e alegria?

Aonde ele teve chance de sentir incontáveis e tão boas venturas e a oportunidade de conviver com a felicidade, no mais elevado grau?

Ele, simplesmente, de olhos fechados apontou para a própria cabeça, para o seu coração e para a mulher amada. Repetindo a cada gesto o vocábulo evocado do mais reservado do seu ente: aqui, aqui e aqui

Deu a entender que subsistia dentro dele, e no que convivia com ele. assim como em cada um de nós, um manancial de onde se pode se tirar o que aspiramos, pensamos e concebemos por mais suntuoso que se possa afigurar.

Ele estava ali, simplesmente, expressando suas possibilidades interiores que as experimentava, pois eram concretas.

Capaz de experimentar aquela sensação física, como devemos nos sentir num corpo jovem e ativo, adequada para as experiências arriscadas, insonháveis neste pequeno mundo , para o qual viemos com o fim de sujeitar, conquistar e sentir a felicidade máxima e a alegria.

Em tudo, inspirado na alma pelo poder íntimo que se tem.

Via-o da platéia, humilde e maravilhado, no meu sonho ingênuo de uma criança, aquele que tinha o dom da entrega e a capacidade de ver, de ouvir, de servir, de se superar e principalmente de sentir, empregando as energias de suas próprias fontes.

Era notável que todas as forças empregadas que todas as ações eram direcionadas para o que era bom, o que era belo e ideal.