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tsmaia
Esse caso a seguir
era contado a "boca pequena" no tempo em que cursava os
últimos anos escolares
Que Judeu "sui-generis". São todos assim?
Chegou ao Brasil
e passou a vender camisetas de porta em porta. Prosperou muito.
Diversificou produtos adquiriu e ampliou estabelecimento. Casou-se
e teve um casal de filho.
O herdeiro foi
educado, em, escolas razoáveis e doutorou-se. De posse dos
diplomas e de vasto conhecimento, em administração
de empresas, foi ajudar o pai que já sentia o peso da idade.
Um belo dia entregou ao seu progenitor um prêmio pela educação
proporcionada. Um vasto plano que revolucionaria a empresa. Torná-la-ia
ágil dinâmica, progressista e com toda probabilidade
superaria os concorrentes principais da região.
O velho não
se deu ao trabalho de examinar o exaustivo estudo do filho fruto
de um grande esforço de meses de dedicação,
sacrificando repouso, refeições e lazer.
A reação
do comerciante que havia prosperado tanto foi colocar a mão,
em uma caixa de papelão, retirou de lá algumas notas
e com todo cuidado contou e recontou o correspondente a quinhentos
reais.
Pausadamente
relembrou ao filho que ele iniciara a sua obra vendendo camisetas
de malhas que, levava na sua mala surrada, de porta em porta. Seu
capital inicial fora o que correspondia a cinqüenta reais.
Dez vezes menos do que a quantia que acabara de contar. Nunca teve
o menor conhecimento escolar. Nesse ponto em relação
ao filho ele percebia uma incomensurável distância.
Ao terminar,
entregou com firmeza a importância separada, beijou, demoradamente,
a cabeça do rapaz e apontou intangível o "olho
da rua" com o dedo em riste. |