sama Samaúma
 

sama






sama

 





PAC (Programa de Aceleração do Crescimento)

 

 

 

 

Ricardo Bergamini

 

 

 

 

Amigo Otacílio,

Sobre o texto abaixo gostaria de fazer algumas considerações

1 - PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) nada mais é do que um novo nome dado ao "Orçamento Geral da União", transmitindo a falsa impressão de ser um programa elaborado pelo governo atual, quando na verdade, nesse programa, estão projetos de 40 anos de existência, como é o caso da duplicação da BR - 101 (Curitiba/Porto Alegre).

2 - Reconheço ter sido uma grande jogada publicitária do governo, já que, para os incautos e ingênuos, vinculou a palavra "PAC" ao governo Lula, haja vista que as placas das obras que eram: "Obras do Governo Federal", foram trocadas por "Obras do PAC" (Governo Lula).

3 - Como morador de Florianópolis aproveito a oportunidade para externar a minha indignação a todos os governantes, desde a década de 1970 até ao atual, por suas incapacidades em concluírem as obras de uma rodovia de grande valor econômico e que causa mais mortes no Brasil.

4 - Como dizia o mestre Nelson Rodrigues, "Somente os sábios enxergam o óbvio” é óbvio e ululante que PAC é apenas uma farsa, tanto pelos exemplos acima mencionados, bem como pela afirmação econômica abaixo:

De janeiro de 2003 até dezembro de 2009, apenas com Serviço da Dívida (R$ 1.596,5 bilhões); Transferências Constitucionais e Voluntárias para Estados e Municípios (R$ 917,4 bilhões); Previdência INSS (R$ 1.131,7 bilhões - com 23,2 milhões de beneficiários) e Custo Total com Pessoal da União - Civis e Militares - Ativos, Inativos e Pensionistas (R$ 816,0 bilhões - com 2.282.511 beneficiários) totalizando R$ 4.461,6 bilhões, comprometeram-se 94,46% das Receitas Totais (Correntes e de Capitais) no período, no valor de R$ 4.723,3 bilhões.

5 - No orçamento da União, após os pagamentos acima mencionados (94,46% das receitas totais), restam apenas 5,54% para gastos com os demais ministério e investimentos. O resto é debate de bêbados.

From: Otacilio Guimarães
To: Delmar Philippsen
Sent: February 13, 2010
A farsa do PAC- Dados fulminantes.

"No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar".
Andrei Pleshu, filósofo romeno.

_____

Somente 5% da população brasileira acima de 15 anos de idade possui mais de 15 anos de estudos (IBGE).

Em vista do acima exposto podemos afirmar, sem medo de errar, que a população brasileira é formada de estúpidos, imbecis, retardados mentais, ignorantes, haja vista a admiração que o povo brasileiro tem pelo primata Lula. A identificação é ampla, geral e irrestrita.

Ricardo Bargamini

-----------

Deu em O Estado de S. Paulo

O falso êxito do PAC (Editorial)
Por qualquer critério isento que se examinem os números da execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) apresentados na quinta-feira pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff - sua principal gestora, batizada pelo presidente Lula como "mãe do PAC" -, a conclusão é decepcionante.

Sua execução é lenta, o que torna muito duvidoso que seja concluído no prazo previsto. A utilização de certos indicadores mascara seu baixo nível de execução. Seus principais resultados são frutos de programas e projetos de empresas estatais e privadas que seriam executados com ou sem ele.

A necessária melhora na qualidade do gastos do governo, que deveria ser um de seus principais efeitos sobre a gestão financeira do setor público, não ocorreu até agora e não deverá ocorrer no último ano de sua vigência.

O PAC é um fracasso que, mesmo assim, a ministra-candidata transformou, com o entusiasmado apoio de seu mentor político, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na principal peça de propaganda de sua campanha eleitoral lançada antes do prazo previsto pela legislação.

Ao longo deste ano, seguramente muito será dito pelo governo sobre esse programa, mas o eleitor precisará estar atento para não ser enganado.

A ministra anunciou que, do total de R$ 638 bilhões em investimentos no período 2007-2010 previstos no PAC, R$ 403,8 bilhões, ou 63,3%, tinham sido aplicados até o fim do ano passado. É um dado enganoso.

Se se considerar apenas as ações efetivamente concluídas, o resultado é bem menos animador. Em 36 meses de execução do PAC, nas obras encerradas foram aplicados R$ 256,9 bilhões, ou seja, 40,3% do total.

Isso significa que, por ano, o governo executou, em média, 13,4% do total. Para concluir o PAC no prazo, teria de executar 60% neste ano de 2010, ou seja, teria de multiplicar por 4,5 o ritmo da execução do programa.

Mesmo que, como assegura a ministra, o governo tenha aprendido a gerir melhor o programa, não parece crível que consiga elevar tanto assim o ritmo, pois isso exigiria da atual gestão uma competência que ela nunca mostrou ter.

Do valor de R$ 403,8 bilhões anunciado pela ministra como realizado, é preciso destacar uma gorda parcela, de R$ 137,5 bilhões (34% do total), que nada tem a ver com obras, pois é formada por empréstimos habitacionais a pessoas físicas. São recursos oriundos do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, do FGTS, do FAT e de outras fontes públicas.

Esses recursos são utilizados, em geral, na compra de imóveis usados, pois as políticas do governo para esses fundos privilegiam esse tipo de negócio.

Economistas do setor privado observam que, ao contrário das vendas de imóveis novos, as de imóveis usados não resultam necessariamente na geração de emprego ou renda, como é o objetivo do PAC. Daí a estranheza com relação ao uso desses dados, o que pode ter sido feito apenas para inflar os resultados.

Outra parcela importante refere-se aos investimentos das estatais, de R$ 126,3 bilhões (31%). A Petrobrás responde pela maior fatia desses investimentos, que seriam feitos pelas estatais com ou sem o PAC, pois eles são elementos essenciais do planejamento estratégico dessas empresas.

A terceira fatia mais importante corresponde aos investimentos das empresas privadas, de R$ 88,8 bilhões (ou 22% do total), e sobre eles o governo nada pode decidir. Há, ainda, as contrapartidas dos Estados e municípios (R$ 11,1 bilhões, ou 3%) e os financiamentos (R$ 5,1 bilhões, ou 1%).

A fatia do PAC que cabe exclusivamente ao governo do PT, originária do Orçamento-Geral da União, totalizou apenas R$ 35 bilhões, 9% do que a ministra anunciou ter sido executado.

Esses números mostram que, apesar de tudo que tem anunciado e apesar do PAC, o governo continua a investir pouco, bem menos do que as necessidades do País.

O padrão do gasto oficial, dominado pelas despesas de custeio, continua ruim para a economia brasileira e para os cidadãos. Melhorá-lo exige a redução dos gastos correntes, mas as despesas que mais crescem no governo Lula são com o funcionalismo, razão pela qual, tirante o PAC, é pequena a fatia que sobra para investir.

Em resumo, o PAC, mal gerido, está longe de suas metas.

Siga o Blog do Noblat no twitter

FOI DILMA QUE FEZ? NÃO FOI! FOI UM LEITOR DO BLOG!!!
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010 | 6:31 - Por Reinaldo Azevedo

Escrevi ontem que, entre as mistificações do PAC, estavam obras tocadas e pagas pelo setor privado. Leiam o relato que me chega de um leitor chamado Alexandre, devidamente identificado (não vou publicar o e-mail, claro):

*
Reinaldo,
a apropriação de empreendimentos totalmente privados pelo PAC é um fato, e sou prova disso. Em 2008, concluí uma PCH (Pequena Central Hidrelétrica), com recursos totalmente próprios.

Por estar em um Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia (Proinfa) — em que vendi (disse: “vendi”) a energia à Eletrobrás (então ela é simplesmente minha cliente) — e possuir financiamento BNDES (não, eles não me DERAM dinheiro, mas me emprestaram, a juros normais), era obrigado, todos os meses, a enviar um Relatório de andamento das obras para que Dona Dilma mostrasse isso como obra dela.

Interessante nisso é que o Proinfa é uma lei do governo FHC, contra a qual a própria Dilma lutou o quanto pôde, demorando dois anos para implementá-la, tentando bombardeá-la. Ela era ministra de Minas e Energia.

O Proinfa deu 3.300 Mw de energia renovável ao país, movimentando mais de R$ 10 bilhões em investimentos privados. Financiamento do BNDES não é dinheiro público repassado; é empréstimo, sendo pago pelo empreendedor a juros internacionalmente compatíveis. Tudo isso vinha de uma lei de FHC, que Dona Dilma odiava, pois, segundo a própria, colocava um setor estratégico em mãos privadas — ouvi isso da própria em um evento, antes da implementação do programa.

O fato é que tudo isso é apresentado ao Brasil como parte do PAC. Ou seja: eu investi e trabalhei para que ela mostrasse ao país que foi ela que fez…

deu em o globo
Ou,o governo petralhaMENTE descaradaMENTE,
constanteMENTE,
reiteradaMENTE,
insistenteMENTE,
permanenteMENTE.