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Pesquisa Industrial Mensal Produção Física


Ricardo Bergamini

- Regional - Fonte IBGE

Base: Março de 2004


A aceleração do ritmo produtivo, observada nos índices nacionais, na passagem do quarto trimestre do ano passado (1,9%), para o primeiro trimestre do corrente ano (5,8%), se refletiu na maioria (12 dos 14) dos locais pesquisados. O destaque, no primeiro trimestre de 2004 foi o avanço registrado na Bahia, onde a taxa salta de -7,9% para 6,9% nesses dois períodos, seguido pelo desempenho de Amazonas (de 6,6% para 16,4%).
Em relação aos resultados de março, frente a março de 2003, o quadro também é de crescimento generalizado, uma vez que todas as regiões registram expansão. Amazonas (33,0%), Pernambuco (18,4%), Paraná (16,2%), Ceará (15,7%), São Paulo (12,7%) e Santa Catarina (12,5%) assinalam acréscimo acima da média nacional (11,9%). Nos demais locais, os aumentos oscilaram entre 11,4% e 1,8%: Bahia (11,4%), região Nordeste (11,2%), Rio Grande do Sul (10,5%), Goiás (7,2%), Espírito Santo (5,7%), Minas Gerais (3,5%), Rio de Janeiro (2,2%) e Pará (1,8%).
No fechamento do primeiro trimestre, com aumentos superiores aos 5,8% registrados no total do país situam-se as indústrias do Amazonas (16,4%), Paraná (9,3%), São Paulo e Bahia, ambos com 6,9% de crescimento, onde destacam-se, respectivamente, os itens televisores e telefones celulares; caminhões; automóveis; e óleo diesel. Apenas Rio de Janeiro (-0,3%) reduz a produção nesse confronto, com as principais pressões negativas concentradas nas atividades de outros produtos químicos (-16,4%) e nas indústrias extrativas (-6,2%).
A indústria do Amazonas, em março, assinalou um crescimento de 33,0% na comparação com igual mês do ano anterior, revertendo a queda apresentada em fevereiro (-0,1%).
Também apresentaram expansão os indicadores para períodos mais abrangentes: 16,4% no acumulado do ano e 7,5% no últimos 12 meses.
A expansão de 33,0% da indústria amazonense, em relação a março de 2003, foi determinada, sobretudo, pelo desempenho de material eletrônico e de comunicações (72,8%), impulsionado por uma maior produção de televisores a cores e telefones celulares. A única contribuição negativa foi dada por máquinas e equipamentos (-9,0%), que apresentou recuo na produção de aparelho de ar condicionado.
No indicador acumulado janeiro-março (16,4%), assim como no indicador que compara com março do ano passado, a indústria de material eletrônico e de comunicações (45,0%) exerceu o principal impacto positivo, devido ao aumento na produção de televisores a cores e telefones celulares. Esse acréscimo (16,4%) da indústria amazonense, no primeiro trimestre do ano, dá prosseguimento à expansão iniciada no terceiro trimestre de 2003 (11,6%). Na passagem do quarto trimestre de 2003 (6,6%) para o primeiro trimestre de 2004, o crescimento alcançou nove atividades industriais, com destaque para o setor de alimentos e bebidas, que passou de uma queda de 17,0% para um acréscimo de 9,5%.
A produção industrial do Pará, em março de 2004, apresentou crescimento de 1,8% na comparação com o mesmo mês do ano passado, reduzindo, desse modo, o forte crescimento verificado em fevereiro de 2004 (16,2%), para este mesmo indicador. Nos indicadores para períodos mais abrangentes, os resultados mantêm-se positivos: 5,6% no acumulado do ano e 6,6% nos últimos 12 meses.
A expansão de 1,8% no confronto março 2004/março 2003 refletiu o crescimento em quatro dos seis setores investigados. As maiores contribuições positivas vieram de metalurgia básica (6,3%), com destaque para o aumento da produção de óxido de alumínio e ferro-gusa e celulose e papel (31,9%), onde é relevante o incremento da produção de papel higiênico e pastas químicas de madeira (celulose).
No indicador acumulado do ano, apesar da desaceleração no ritmo de crescimento, os resultados continuam favoráveis para a indústria paraense (5,6%), evidenciando sustentação no ritmo de crescimento, com incremento em quatro dos seis segmentos pesquisados. Este desempenho deve-se, basicamente, à indústria extrativa (9,9%), em decorrência da boa performance da extração de minérios de alumínio e manganês. Do lado negativo, ocorreu retração em alimentos e bebidas (-24,7%), devido à diminuição da produção de palmitos preparados ou conservados e em madeira (-2,0%), onde registra-se queda da produção de madeira serrada.
Em março, a indústria do Nordeste registrou um crescimento de 11,2% ante igual mês do ano anterior, resultado bem mais favorável que o de fevereiro (1,6%). O indicador acumulado no ano também mostrou aumento (1,9%), já o acumulado dos últimos 12 meses permaneceu em queda (-1,3%).
Na comparação março 04/março 03, contribuíram positivamente dez dos 11 segmentos pesquisados, sendo que os mais expressivos, em termos de impacto sobre a taxa global, foram: alimentos e bebidas (22,3%), produtos químicos (16,2%) e refino de petróleo e álcool (9,6%). Estas indústrias registraram, respectivamente, aumentos na produção dos itens: açúcar cristal, etileno e álcool. Em contrapartida, o único impacto negativo ficou por conta da indústria de metalurgia básica (-21,4%), que apresentou recuo na produção de alumínio em formas brutas.
O acumulado do ano apresentou crescimento de 1,9% - o melhor resultado trimestral da região desde o início de 2003 - refletindo acréscimos em sete dos 11 ramos pesquisados. As principais contribuições positivas foram dadas por refino de petróleo e álcool (15,5%), em conseqüência da maior produção de óleo diesel; e alimentos e bebidas (3,4%), com destaque para o item amendoim, castanha de caju torrado. Já a maior contribuição negativa veio de metalurgia básica (-14,6%), que registrou queda na produção de alumínio em formas brutas.
A indústria do Ceará, em março, obteve um crescimento de 15,7% ante o mesmo mês do ano anterior, resultado bem mais favorável que o de fevereiro (-4,6%). O indicador acumulado do ano também mostrou expansão (2,1%), já no acumulado dos últimos 12 meses a taxa permaneceu negativa (-1,9%).
A expansão de 15,7%, no confronto março 04/ março 03, foi determinada, sobretudo, pelos desempenhos das indústrias de alimentos e bebidas (30,5%) e calçados e artigos de couro (46,2%).
Em contraposição, as maiores influências negativas para o cômputo geral foram dadas por máquinas e aparelhos elétricos (-36,8%) e produtos químicos (-11,8%), que assinalaram, respectivamente, recuos na fabricação dos itens: transformadores e carbonato de cálcio.
O acumulado do ano registrou um crescimento de 2,1%, resultado sustentado por apenas três contribuições positivas entre os dez setores pesquisados, sendo os mais expressivos: alimentos e bebidas (15,8%) e calçados e couros (19,3%). A expansão de 2,1% no primeiro trimestre de 2004 ocorre após três trimestres consecutivos de queda, com alimentos e bebidas sendo o segmento que mais contribui com essa reação.
Os principais indicadores da produção industrial de Pernambuco, em março de 2004, apresentaram taxas positivas: 18,4% contra igual mês do ano anterior, 4;1% no acumulado do ano e 1,1% nos últimos 12 meses.
O bom desempenho em março (18,4%) é fruto da expansão em oito dos 11 ramos industriais pesquisados e deve-se, principalmente, ao crescimento em alimentos e bebidas (40,2%), que teve seu aumento relacionado a fatores climáticos (chuva), que adiaram para março parte da colheita, normalmente realizada até fevereiro. Também vale destacar o resultado positivo em produtos químicos (23,6%) e em máquinas, aparelhos e materiais elétricos (39,3%), explicados respectivamente pelo aumento da produção de tintas e vernizes e pilhas e baterias elétricas. Em sentido inverso, decresceram minerais não metálicos (-8,0%), explicado pela queda em garrafas, garrafões e frascos de vidro para embalagem e celulose e papel (-17,9%), devido à menor produção de sacos e bolsas de papel.
Em relação ao indicador acumulado do ano, a indústria pernambucana cresceu 4,1%, recuperando-se da queda de 1,8% no primeiro bimestre do ano.
A indústria baiana registrou, em março de 2004, uma expansão de 11,4% ante março do ano anterior, resultado muito próximo ao de fevereiro (12,0%). Também assinalaram crescimento os indicadores para os períodos mais abrangentes: 6,9% no acumulado do ano e 0,7% dos últimos 12 meses.
No confronto março 04/ março 03, o desempenho de produtos químicos (22,7%) foi o principal determinante na formação da taxa global de 11,4%. Outras contribuições positivas relevantes foram dadas por celulose e papel (43,3%) e veículos automotores (179,5%), que registraram aumentos, respectivamente, nos itens celulose e automóveis. Em contraposição, três das nove atividades pesquisadas influenciaram negativamente, com destaque para a metalurgia básica (-10,8%), que teve esse resultado influenciado por uma base alta de comparação, devido a uma paralisação técnica ocorrida em janeiro e fevereiro de 2003, que fez concentrar, em março de 2003, um maior volume de produção.
O acumulado do ano apresentou um crescimento de 6,9%, com seis dos nove ramos pesquisados alcançando desempenhos positivos, revertendo a queda de 7,9% registrada no último trimestre de 2003. Esse movimento de reversão foi acompanhado pelas atividades de refino de petróleo e álcool (de -35,9% para 14,0%) e de produtos químicos (de -1,0% para 3,6%).
Em março de 2004, a indústria de Minas Gerais cresceu 3,5% frente ao mesmo mês do ano anterior, revertendo o resultado negativo registrado em fevereiro (-1,9%). Os demais indicadores apresentaram ligeira expansão: 0,7% no acumulado do ano e 0,8% nos últimos 12 meses.
Em relação a março do ano passado, a indústria mineira apresentou expansão de 3,5%, com crescimento em sete dos 13 setores industriais pesquisados. O forte crescimento de veículos automotores (40,3%) foi o maior responsável pela recuperação industrial mineira, refletindo o aumento da produção de automóveis e de peças e acessórios para o sistema de motor. Vale citar ainda o resultado favorável de alimentos (5,5%) e produtos químicos (11,0%), respectivamente com os aumentos na produção de carnes e miudezas de aves e inseticidas. Do lado negativo, houve retração da produção de refino de petróleo e álcool (-18,4%).
O ligeiro crescimento de 0,7%, no acumulado do ano, reverteu a queda de 0,8% registrada no acumulado do primeiro bimestre, refletindo a expansão em oito das 13 atividades industriais investigadas. Apesar da recuperação da produção industrial mineira em março, o acumulado do primeiro trimestre de 2004, manteve ritmo abaixo do alcançado no último trimestre de 2003. Esta perda de dinamismo pode ser explicada pelo comportamento da indústria extrativa, que cresceu 10,0% no último trimestre de 2003 e apenas 1,5% no trimestre seguinte e por veículos automotores, cujo crescimento, passou de 13,2% para 7,2% no mesmo período.
Bom desempenho de alimentos e bebidas impulsiona indústria do Espírito Santo
A produção industrial do Espírito Santo cresceu 5,7% em março de 2004, na comparação com mesmo mês do ano passado, revertendo a queda de 0,5% apontada em fevereiro. Nas demais comparações, para períodos mais abrangentes, as taxas também foram positivas: 2,4% no acumulado do ano e 3,4% nos últimos 12 meses.
O crescimento de 5,7% em relação a março de 2003 é fruto, principalmente, do bom desempenho de alimentos e bebidas (60,5%), que se explica pelo aumento da produção de bombons e chocolate em barras. Também houve expansão em minerais não-metálicos (10,7%) e em celulose e papel (3,5%). Em contrapartida, apresentaram retração as indústrias extrativas (-4,6%) e de metalurgia básica (-1,5%).
No acumulado do ano, a indústria capixaba expandiu-se 2,4% no primeiro trimestre, após apresentar queda no último trimestre de 2003, devendo-se o bom desempenho à recuperação de metalurgia básica, que passou de uma queda de 13,6% no último trimestre do ano passado, para um aumento de 2,3% no primeiro trimestre de 2004. Neste mesmo período também foi importante o desempenho de alimentos e bebidas, que passou de uma queda de 5,1% para uma expansão de 9,3%, com destaque novamente para bombons e chocolates em barra.
A indústria do Rio de Janeiro volta, em março, a registrar aumento na produção no confronto com igual mês do ano passado (2,2%), após recuo de 4,1% assinalado em fevereiro. Nos indicadores para períodos mais amplos os resultados ainda permanecem negativos: -0,3% no acumulado no ano e -1,2% nos últimos 12 meses.
No confronto com igual mês do ano anterior, a produção industrial fluminense se ampliou com base no crescimento registrado na indústria de transformação (4,2%), após queda de 3,6% no mês anterior. A indústria extrativa mineral, por sua vez, revela, pelo terceiro mês consecutivo, recuo na produção (-6,0%), sendo, desta forma, o principal impacto negativo sobre a indústria geral, sobretudo em função do desempenho adverso da área de petróleo e gás natural. Entre as sete atividades da indústria de transformação que apresentaram expansão, destacam-se veículos automotores (36,7%), refino de petróleo e produção de álcool (11,0%) e metalurgia básica (11,5%).
Por outro lado, sobressai a influência negativa de outros produtos químicos (-12,0%), em função dos decréscimos observados em oxigênio e hidróxido de sódio.
Entre o último trimestre do ano passado e o primeiro deste ano, a atividade industrial do Rio de Janeiro exibe uma suave desaceleração no ritmo de queda, ao passar de -0,8% para -0,3%. Este movimento reflete o ganho de dinamismo na indústria de transformação, que passa de -1,3% no período outubro-dezembro para 1,1% no primeiro trimestre de 2004, com destaque para refino de petróleo e produção de álcool (de -8,5% para 5,5%). Por outro lado, as indústrias extrativas, que passam de 2,1% para -6,2%, se destacam como a maior pressão negativa.
Indústria Geral Indústrias Extrativas Ind. Transformação
Indústria paulista aumenta pelo 5º mês consecutivo na comparação mensal Em março, o setor industrial de São Paulo, com uma expansão de 12,7% em relação ao igual mês do ano anterior, apresentou o quinto índice positivo consecutivo neste tipo de comparação. Esse resultado mostra desempenho superior ao observado no total do país (11,9%).
Nos indicadores para períodos mais abrangentes a indústria paulista também obteve resultados positivos: 6,9% no acumulado do ano e 0,6% nos últimos 12 meses.
O crescimento de 12,7% obtido na comparação com março de 2003 refletiu o comportamento positivo de 17 das 20 atividades pesquisadas. Os setores que mais influenciaram o desempenho global foram: veículos automotores (45,4%), máquinas e equipamentos (28,2%) e máquinas e aparelhos elétricos (21,8%) impulsionados, principalmente, pelo aumento na produção de automóveis, motoniveladores e transformadores. Os três ramos ainda em queda são relativamente mais dependentes da evolução da massa salarial: edição e impressão (-12,2%), farmacêutica (-5,6%) e bebidas (-3,8%).
Pela terceira vez consecutiva registrando taxa positiva, o indicador acumulado do ano (6,9%) confirmou, em março, a recuperação iniciada em novembro. Quinze ramos pesquisados apresentaram crescimento nessa comparação, com destaque para o desempenho de veículos automotores (24,1%). Em contrapartida, a farmacêutica, com taxa de -24,4%, foi a atividade que mais pressionou o índice geral.
Acompanhando a trajetória nacional, entre o quarto trimestre do ano passado (1,9%) e o primeiro trimestre deste ano (6,9%) há um ganho de dinamismo na atividade industrial paulista.
Este movimento é explicado, principalmente, pela forte presença dos segmentos de bens duráveis na estrutura fabril do estado, setor que teve papel significativo na recuperação observada na indústria nacional. Na indústria paulista esse setor está representado, principalmente, pelo desempenho de veículos automotores, que passa de 9,1% no último trimestre de 2003 para 24,1% no primeiro trimestre de 2004, onde destaca-se o aumento na produção de automóveis, seguido pelo setor de material elétrico e de comunicações (de -8,6% para 19,0%), onde o principal produto foi telefones celulares.
Paraná registra expansão generalizada da indústria
Os índices da produção industrial para o estado do Paraná mostram, em março, um quadro de expansão generalizada: 16,2% no confronto com igual mês do ano passado, 9,3% no acumulado no ano e 6,6% nos últimos 12 meses. Vale mencionar que, em todos os confrontos, a indústria paranaense revela números superiores aos registrados pelo total do país: 11,9%, 5,8% e 1,1%, respectivamente.
No confronto com igual mês do ano anterior, a indústria paranaense, ao se expandir 16,2%, registra crescimento em dez das 14 atividades investigadas. Os desempenhos de edição e impressão (168,1%), por conta não só de uma reduzida base comparação, mas também do aumento na fabricação de livros didáticos em março de 2004, seguido por veículos automotores (36,8%) respondem pelas maiores contribuições positivas. Entre as quatro atividades que apresentaram redução, a performance adversa de outros produtos químicos (-35,8%) figura como a de maior influência negativa sobre o índice geral, influenciada, em grande parte, pelo recuo na produção de adubos e fertilizantes.
A produção acumulada da indústria paranaense no primeiro trimestre deste ano se expande 9,3% frente a igual período do ano passado, expressando, assim, um significativo ganho de dinamismo em relação ao último trimestre de 2003 (5,8%). Nove atividades contribuíram para esse movimento, com destaque para os avanços assinalados em edição e impressão, que passou de 20,6% no período outubro-dezembro para 60,2% no período janeiro-março e máquinas e aparelhos elétricos (de -34,2% para -3,2%). Já as pressões negativas de maior impacto são exercidas por outros produtos químicos (-6,5%) e refino de petróleo e produção de álcool (-3,2%).
O setor industrial de Santa Catarina, em março de 2004, apresentou expansão de 12,5% na produção, a segunda consecutiva no confronto com igual mês do ano anterior. Nas demais comparações, o indicador acumulado do primeiro trimestre também foi positivo (3,2%) e o acumulado nos últimos 12 meses registrou recuo de 4,2%.
Para a formação do resultado de 12,5%, obtido na comparação com igual mês do ano anterior, contribuíram positivamente nove das 11 atividades pesquisadas, com destaque para a influência positiva de alimentos (15,4%) e máquinas e equipamentos (21,6%), em virtude, sobretudo, do aumento na produção dos itens produtos de salamaria e refrigeradores e congeladores, respectivamente. Vale citar também os acréscimos em têxtil (9,9%), vestuário (12,5%) e madeira (16,5%), que registraram, respectivamente, incrementos na produção dos itens: toalha de banho, rosto e mãos; conjuntos de malha; e folhas para folheados, laminas e folhas para compensados. Em contraposição, somente veículos automotores (-13,2%) e minerais não-metálicos (-3,8%) assinalaram resultados negativos.
Na análise trimestral, verifica-se um ganho de dinamismo entre o último trimestre do ano passado (-5,3%) e o primeiro trimestre deste ano (3,2%). Este comportamento é explicado, principalmente, por alimentos, que passa de -5,6% no período outubro-dezembro para 8,6% no período janeiro-março Além de alimentos, contribuíram para o resultado geral no trimestre, máquinas e equipamentos (14,3%) impulsionados, sobretudo, pelo incremento na produção de refrigeradores e congeladores, respectivamente. Do lado negativo, veículos automotores, com recuo de 28,4%, responde pela principal contribuição.
Em março de 2004, a indústria do Rio Grande do Sul teve expansão de 10,5%, quando comparada com mesmo mês do ano passado. O acumulado do ano também registrou crescimento (4,5%), entretanto, no indicador para os últimos 12 meses há ligeira queda de 0,2%.
Em relação a março de 2003, a indústria gaúcha apresenta, em março deste ano, crescimento de 10,5%, num desempenho bem superior ao obtido em fevereiro (2,2%). Para este resultado, contribuíram, principalmente, máquinas e equipamentos (39,7%), devido ao aumento da produção de máquinas para colheita e de aparelhos de ar condicionado. Dentre os 11 setores que cresceram, também merecem destaque: veículos automotores (30,7%), refino de petróleo e álcool (16,7%) e alimentos (11,1%), apoiados, principalmente, no aumento da produção de automóveis, óleo diesel e arroz, respectivamente. Em oposição, perderam dinamismo fumo (-4,6%) e calçados e artigos de couro (-0,9%), devido à diminuição na produção de tênis de couro.
No indicador acumulado, houve expansão em nove dos 14 setores pesquisados. Este crescimento está relacionado à boa performance em máquinas e equipamentos (23,9%), novamente sustentada pelo aumento da produção de máquinas para colheita e aparelhos de ar condicionado.
Vale lembrar também a expansão em refino de petróleo e álcool (12,8%) e em veículos automotores (17,5%). Por outro lado, pressionando negativamente, destacam-se os setores de fumo (-13,0%) e produtos químicos (-3,8%). Este é o segundo trimestre seguido de crescimento da indústria gaúcha, consolidando, desse modo, uma fase de recuperação.
A indústria de Goiás, em março, apresentou uma expansão de 7,2% em relação a igual mês do ano anterior, performance mais favorável que a registrada em fevereiro (1,6%). Também exibiram taxas positivas os indicadores para períodos mais abrangentes: 4,4% no acumulado do ano e 2,9% no acumulado dos últimos 12 meses.
O crescimento de 7,2% em relação a março de 2003 foi determinado, sobretudo, pelo desempenho da indústria de produtos químicos (77,4%), que registrou aumento na produção de medicamentos e adubos ou fertilizantes. Outra contribuição positiva relevante foi dada por alimentos e bebidas (2,1%), que assinalou aumento na produção de leite esterilizado. Por outro lado, os maiores impactos negativos no cômputo geral foram dados pela indústria extrativa (-2,6%), devido ao recuo na produção de amianto, e na metalurgia básica (-3,3%), pela redução na produção de ouro em barras.
O acumulado do ano teve expansão de 4,4%, refletindo, sobretudo, o desempenho das indústrias de alimentos e bebidas (5,6%) e produtos químicos (21,1%). Em contraposição, a maior contribuição negativa ficou por conta das indústrias extrativas (-9,4%), em decorrência da queda na produção de amianto e pedras britadas. Com uma expansão de 4,4% no primeiro trimestre de 2004, a indústria goiana dá sinais de interrupção da trajetória de declínio iniciada no segundo trimestre de 2003.

 

 

 

 

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"Os sábios ensinam, os ignorantes têm opinião formada sobre tudo, os estúpidos governam, e Deus pune os estúpidos atendendo as suas preces" (Ricardo Bergamini).