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Fonte
IBGE
Base: Ano de 2000
|
Governo
Lula - Ano de 2003 |
Ricardo
Bergamini
Em 2003 o governo Lula obteve uma receita total de 30,42% do PIB
(tributárias, contribuições e capitais),
tendo aplicado 33,54% do PIB como segue: 14,89% (Administração
Financeira); 9,89% (Previdência Social - União e
INSS); 2,00% (Saúde); 1,76% (Defesa); 1,45% (Educação);
e 3,55% com as demais atividades da União, gerando déficit
fiscal nominal de 3,12% do PIB.
Apenas com Administração Financeira (R$ 219,1 bilhões,
sendo R$ 80,2 bilhões relativos às Transferências
Constitucionais e Voluntárias para Estados e Municípios);
Previdência INSS (R$ 108,5 bilhões - com 21,5 milhões
de beneficiários) e Custo Total com Pessoal da União
- Civis e Militares - Ativos, Inativos e Pensionistas (R$ 79,0
bilhões - com 2.022.327 beneficiários), totalizando
R$ 406,6 bilhões, comprometeu-se 90,84% das Receitas Totais
(Correntes e de Capitais) do ano de 2003, no valor de R$ 447,6
bilhões.
Em 2003 houve aumento das despesas totais (correntes e de capitais)
de 0,92% do PIB em relação ao ano de 2002. Aumento
real em relação ao PIB de 2,82%, bem como redução
das receitas totais (correntes e de capitais) de 1,99% do PIB
em relação ao ano de 2002. Redução
real em relação ao PIB de 6,54%.
Em 2003 a União gerou déficit fiscal nominal de
R$ 45,8 bilhões (3,12% do PIB), que acrescido do aumento
da dívida da União, no ano de 2003, de R$ 100,3
bilhões (que nada mais é do que déficit diferido):
o déficit real de 2003 foi de R$ 146,1 bilhões (9,93%
do PIB).
Em dezembro de 1994 o estoque total da dívida externa líquida,
pública e privada, era de US$ 107,4 bilhões (19,78%
do PIB) migrando para US$ 195,7 bilhões (42,60% do PIB)
em dezembro de 2002. Crescimento real de 115,37% em relação
ao PIB comparado com o ano de 1994. Em dezembro de 2003 cai para
US$ 184,4 bilhões (38,48% do PIB). Queda real em relação
ao PIB de 10,31% comparado com dezembro de 2002.
No conceito de liquidez internacional (inclui empréstimos
ponte com FMI) as reservas em dezembro de 1996 eram de US$ 60,1
bilhões (não havia dívidas com FMI). Em dezembro
de 2003 estavam em US$ 49,3 bilhões (com US$ 31,9 bilhões
em dívidas com o FMI), ou seja: as reservas ajustadas eram
de apenas US$ 17,4 bilhões. Redução de 245,40%
em relação ao ano de 1996.
A dívida total líquida saltou de R$ 87,8 bilhões
em dezembro/94 (25,13% do PIB) para R$ 1.103,9 bilhões
em dezembro de 2002 (82,01% do PIB). Crescimento real em relação
ao PIB de 226,34%. Em dezembro de 2003 migra para R$ 1.204,2 bilhões
(81,85% do PIB). Redução real em relação
ao PIB de 0,19% comparando com dezembro de 2002.
Considerando também a dívida externa do setor privado
de US$ 108,7 bilhões, ou R$ 333,7 bilhões (22,68%
do PIB), a dívida total: interna, externa, pública
e privada é da ordem de R$ 1.537,9 bilhões (104,53%
do PIB).
Do total da dívida da União existe um montante de
R$ 277,0 bilhões sendo carregada pelo Banco Central do
Brasil, por falta de tomadores em mercado. A dívida é
maior do que o mercado.
Do quadro da dívida líquida cabe destacar ter o
Tesouro Nacional haveres de R$ 404,3 bilhões junto aos
Estados e Municípios e de R$ 129,9 bilhões junto
às Autarquias, Fundos e Fundações.
O custo médio de carregamento da dívida pública
total da União, considerando inclusive os títulos
indexados ao câmbio, em 2003, ficou em 1,43% ao mês,
ou 18,55% ao ano, com ganho real para os investidores de 0,73%
ao mês, ou 9,12% ao ano, depois de excluída a inflação
do IGPM de 8,70% no ano de 2003. Excluindo os títulos indexados
ao câmbio o custo médio foi de 23,07% ao ano, ou
1,74% ao mês.
A dívida total da União em dezembro de 2003 apurou
um PMP (Prazo Médio de Pagamento) de 32,04 meses. A dívida
em mercado de 24,50 meses.
Séria histórica da balança comercial com
base na média/ano foi como segue: 85/89 (Superávit
de US$ 13,5 bilhões - 4,58% do PIB); 90/94 (Superávit
de US$ 12,1 bilhões - 2,70% do PIB); 95/02 (Déficit
de US$ 1,1 bilhões - 0,16% do PIB). Em 2003 (superávit
US$ 24,8 bilhões - 5,17% do PIB).
Séria histórica de necessidade de financiamento
com base na média/ano foi como segue: 85/89 (US$ 13,4 bilhões
- 4,56% do PIB); 90/94 (US$ 17,4 bilhões - 3,89% do PIB);
95/02 (US$ 50,9 bilhões - 7,86% do PIB). Em 2003 (US$ 23,1
bilhões - 4,82% do PIB).
Série histórica dos investimentos externos líquidos
(diretos e indiretos) com base na média/ano foi como segue:
85/89 (negativo de US$ 6,3 bilhões - 2,14% do PIB); 90/94
(positivo de US$ 7,0 bilhões - 1,57% do PIB); 95/02 (positivo
de US$ 23,9 bilhões - 3,69% do PIB). Em 2003 (positivo
de US$ 5,5 bilhões - 1,14% do PIB).
O custo total de pessoal migrou de R$ 35,8 bilhões em 1994
para R$ 75,0 bilhões em 2002. Incremento de 109,50% em
relação ao ano de 1994. Em 2003 migrou para R$ 79,0
bilhões, ou seja: acréscimo de 5,33% em comparação
com o ano de 2002.
Em 2003 o rendimento médio mês per capita com pessoal
ativo (694.724 civis e 321.844 militares) foi R$ 3.400,52, enquanto
a média mês per capita nacional dos trabalhadores
formais nas atividades privadas foi de R$ 830,10, ou seja: 309,65%
menor.
Em 2003 o rendimento médio mês per capita com pessoal
inativo e pensionista (698.222 civis e 307.537 militares) foi
de R$ 3.108,52, enquanto a média mês per capita dos
inativos e pensionistas das atividades privadas - INSS (21,5 milhões
de beneficiários) foi de R$ 420,45, ou seja: 639,33% menor.
Em 2003, não considerando receita da Cofins de R$ 57,5
bilhões desviada para atender o serviço da dívida,
o déficit do setor privado (INSS) foi de R$ 21,9 bilhões,
e o público federal de R$ 31,7 bilhões, totalizando
no ano de 2003 um déficit de R$ 53,6 bilhões.
Em 2003 o sistema de previdência geral (INSS) arrecadou
um montante R$ 86,6 bilhões (sendo R$ 6,1 bilhões
via CPMF) em contribuições de patrões, empregados
e autônomos ativos da iniciativa privada, contingente em
torno de 28,2 milhões, pagando benefícios da ordem
de R$ 108,5 bilhões para um contingente em torno de 21,5
milhões de aposentados e pensionistas, com salário
médio mensal de R$ 420,45, gerando déficit de apenas
R$ 21,9 bilhões.
Em 2003 o governo federal arrecadou um montante de R$ 5,3 bilhões
(Militares - R$ 1,0 bilhões; Parte Patronal da União
- R$ 2,2 bilhões e Parte dos Funcionários Civis
- R$ 2,1 bilhões) de um contingente de pessoal ativo da
ordem de 1.016.568 servidores (694.724 civis e 321.844 militares),
pagando benefícios de R$ 37,0 bilhões para um contingente
de 1.005.759 servidores aposentados e pensionistas (698.222 civis
e 307.537 militares), com salário médio mensal de
R$ 3.108,52, gerando um déficit de R$ 31,7 bilhões.
O PIB per capita apurado no ano de 1994 foi de US$ 3.464,00. Em
2002 fechou em US$ 2.630,00, ou seja: 31,71% menor do que o apurado
em 1994. Com base nos números conhecidos até dezembro
de 2003 podemos projetar um PIB per capita de US$ 2.692,00 para
o ano de 2003, ou seja: 2,36% maior do que o apurado no ano de
2002, e 28,68% menor do que o apurado em 1994.
O PIB apurado no ano de 1994 foi de US$ 543,1. Em 2002 fechou
em US$ 459,3 bilhões, ou seja: 18,24% menor do que o apurado
no ano de 1994. Com base nos números conhecidos até
dezembro de 2003 podemos projetar um PIB de US$ 479,2 bilhões
para o ano de 2003, ou seja: 4,33% maior do que o apurado em 2002,
e 13,33% menor do que o apurado em 1994.
Em 2002 foi apurada uma taxa média de desemprego aberto,
medida pelo IBGE, de 11,7%. No ano de 2003 foi apurada uma taxa
média de 12,3%, ou seja: 5,13% maior.
Nota: Estudo completo ler: “Prestação de Contas
do Governo Lula” disponível em nosso sítio
abaixo mencionado.
O autor é Professor de Economia. rberga@tutopia.com.br
http://members.tripod.com.br/rberga
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“No
Brasil todas as ideologias existentes são aliadas histórica
na manutenção de seus imorais privilégios públicos
”
(Ricardo Bergamini).
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