

O autor é Professor de Economia.
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Fonte
IBGE
Base: Ano de 2003
|
Ilustre
General Luciano Salgado Campos |
Ricardo
Bergamini
Ao longo dos últimos seis anos, diariamente,
tenho escrito tecnicamente para o "vento" sobre a tragédia
da Nação Brasileira.
O problema do Brasil está no Estado, que adquiriu vida
e regras próprias, independentemente de quem seja o governante.
A divisão política do Brasil, de longa data, não
é mais Executivo, Legislativo e Judiciário, mas
sim Estado, Governos, Meios de Comunicação e Mercado
Financeiro. Tudo gira em torno destes 4 poderes.
Reflexão do Autor: Andrei Pleshu,
filósofo romeno.
“No Brasil, ninguém tem a obrigação
de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é
o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral
ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um
Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que
rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados
capitais. O Brasil onde ser normal não é só
desnecessário: é proibido. O
Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são
cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro,
sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo.
Sobretudo se insiste que pode provar”.
Reflexão Histórica
Trecho extraído do livro intitulado:
“MEMÓRIAS: A VERDADE DE UM REVOLUCIONÁRIO”,
apresentado pelo historiador Hélio Silva, publicado em
1978, pela L&M Editores Ltda, sobre a participação
do General Olympio Mourão Filho na Revolução
de 1964.
“Quem não usar os olhos para ver, terá que
usá-los para chorar!” (Foerster).
Porque a verdade é que alguns demônios
andaram soltos neste país, enquanto a maioria desta Nação
estava entocada, apavorada, os chefes militares prontos a se deixarem
dominar, contanto que continuassem a viver, viver de qualquer
maneira, sem coragem de arriscar as carreiras. Os pobres continuando
pobres. A classe média e os ricos podendo morar e comer
três vezes ou mais por dia. Os políticos em condições
de aderir, permanecendo em sua profissão, maldita profissão.
Os chefes militares, tolhidos por um falso legalismo, esperando
que o Chefe do Executivo lhes dessem maiores motivos para a reação,
imobilizados, atônitos e impermeáveis à compreensão
dos fatos iniciados com o plebiscito e completados com o comício
do dia 13 de março, surdos ao verdadeiro clamor de medo
vindo de toda a Nação. Ainda mesmo depois dos deploráveis
incidentes na Marinha, que estava ameaçada de destruição,
havia chefe militar com a esperança vã de que o
Chefe do Executivo recuasse, quando ele já não mais
podia fazê-lo.
Todos queriam viver, eis o problema. Eis o segredo do aparente
sucesso dos demônios soltos no país. Minoria audaciosa
que sabia usar os meios de que dispunham e que eram os máximos,
oriundos desta maldita forma de governo que é o Presidencialismo.
Ponha-se na Presidência qualquer medíocre, louco
ou semi-analfabeto e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores
estará a sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o
de que é um gênio político e um grande homem,
de que tudo quanto faz está certo.
Em pouco tempo transforma-se um ignorante em sábio, um
louco em gênio equilibrado, um primário em estadista.
E um homem nessa posição, empunhando nas mãos
as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado
pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso.
Enquanto esse monstro é dirigido e explorado apenas pela
lisonja, bajulado pela corte, a Nação sofre prejuízos
de monta, é verdade, mas, apenas danos materiais em sua
maioria e morais alguns.
Quando, porém, sua roda é formada ou dominada por
um bando refece de demônios, nesse momento a Nação
corre os mais sérios perigos.
Esta era a conjuntura do perigo e do terror na qual viveu o Brasil
de 1962 a 1964.
General Olympio Mourão Filho
Um forte abraço do amigo,
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"No
Estado Brasileiro não existem inocentes. São todos cúmplices
por omissão, covardia ou conivência" (Ricardo Bergamini).
"No Brasil todos metem para todos, o tempo todo. Quem tentar fugir
desta regra será odiado, humilhado e desprezado por todos"
(Ricardo Bergamini)
"O maior inimigo da Nação Brasileira é o Estado
Brasileiro" (Ricardo Bergamini).
"No Brasil todas as ideologias existentes são aliadas históricas
na manutenção de seus imorais privilégios públicos"
(Ricardo Bergamini).
"O Brasil é uma Nação órfã"
(Ricardo Bergamini)
"O Brasil é um Estado sem Nação" (Ricardo
Bergamini).
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