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Ricardo
Bergamini
A Reforma foi um movimento revolucionário
– religiosos e político – da primeira metade
do século XVI, que quebrou a secular unidade católica
da Europa Ocidental e subtraiu à Igreja, e portanto à
autoridade do Papa, a maior parte dos países setentrionais
da Europa.
A Reforma – denominada, em geral, Protestante – tem
como personagem central o monge alemão Lutero. Imitadores
destes surgiram na Suíça, França, Escandinávia
e Grã-Bretanha. Nos primeiros tempos do movimento foram criadas,
sucessivamente, três novas igrejas cristãs principais:
a luterana, a calvinista e a anglicana.
Antecedentes da Reforma
Os antecedentes da Reforma encontram-se nos movimentos de Wiclif
e de Huss.
João Wiclif (ou Wiclef) – (1324-1384), professor de
teologia em Oxford, censurou os tributos cobrados pela Igreja, assim
como a posse de bens e do poder temporal por parte do clero. Criticou,
depois, muitas doutrinas da Igreja, combateu as indulgências,
o culto dos santos e das relíquias, e negou a transubstanciação
(transformação do pão e do vinho no corpo e
sangue de Cristo). Recomendou o casamento para o clero. Finalmente,
apontou a Bíblia como a suprema autoridade e a única
regra de fé; e traduziu-a (ou fez que a traduzissem) ao inglês.
O movimento de Weclif coincidiu com o “Cativeiro de Babilônia”
Isto lhe permitiu realizar propaganda das suas idéias, sem
maiores empecilhos. Mas, após a sua morte, seus adeptos (os
“lollards”) deram ao movimento um caráter social,
de crítica aos privilégios da nobreza. Foram, então,
cruelmente combatidos pelos reis da Inglaterra. Os chefes do movimento
acabaram sendo decapitados.
João Huss (1369-1415), tcheco, professor da Universidade
de Praga, abraçou as doutrinas de Wiclif e traduziu a Bíblia
ao idioma tcheco. Excomungado pelo papa Alexandre V, compareceu
ao Concílio de Constança (1414), a fim de defender
pessoalmente seus pontos de vista. Declarado herético, foi
condenado à morte e queimado vivo, apesar de possuir um salvo-conduto
do imperador germânico Sigismundo. Sua execução
provocou a revolta dos “hussitas” e originou sangrentas
guerras religiosas contra os imperiais, que se prolongaram até
1471.
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