Assunto |
Grupo Egregora
A maçonaria sempre em ritmo de fuga |
De |
Pedro Moacyr Campos |
Para |
Samaúma |
Enviados |
26 de junho de 2011 |
Pedro Moacyr Mendes de Campos
pedrommcampos@gmail.com
Florianópolis, SC
A geração de pós guerra está em permanente conflito com a geração atual. O jovem, hoje, é educado por ele mesmo e satisfaz-se com o paradigma de que tudo é "fast", isto é, rápido, imediato. O jovem se orgulha em dizer que em sua cidade existe um "fast-food" quando sequer lembra que existe também um teatro, uma biblioteca ou, até mesmo, um bom cinema. Valoriza ao máximo um celular quando chama uma flor de "esse troço".
Para nós, maçons, convenhamos, a maçonaria acomodou-se graças ao permanente dogma da vaidade eletrocutada pela tolerância, mão cruel da hipocrisia, idolatrada manifestação. Quando alguem visita a loja, o templo é o que menos importa, mas o salão de festa fica em destaque e evidência.
O fato é que não temos mais tempo a perder, quem sabe até, a ganhar. Temos tempo apenas para uma possível estabilização da mente a fim de uma preparação, imediata, pois é necessário crer, basta ser o que se é, e pensarmos um pouco o quanto nos iludimos com as vaidades, as mais diversas para não cairmos no desespero quando, ao abrir o palco das ilusões, alguem disser que o mundo é como uma colheita que depende de como preparamos a terra, hoje. Sabemos, ainda, plantar ? ? ? Se queremos um mundo melhor para os nossos filhos, isso depende dos filhos que preparamos para esse mundo.
Não quero ser moralista, nem pretendo sê-lo, mas a maçonaria não mais procura ser uma instituição de formação de caráter através da moral, disso todos sabemos e fazemos questão de preservar, uma vez que nos é próprio manter a lei da conveniência. Lei maçônica por todos instituída e quem disser o contrário, prove-o !
É necessário, em caráter de urgência urgentíssima, que as lojas desenvolvam um trabalho de sessões conjuntas a fim de estabelecerem metas rígidas, doe a quem doer, na busca de um objetivo solidário, comunitário e fraterno.
Não podemos permitir a maçonaria sempre em ritmo de fuga aos verdadeiros princípios, na mesma intensidade daquele que combate a vida de Jesus, mas não tem coragem de estabelecer o contraditório de sua doutrina. |