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O PALADINO DOS HOPLÓFOBOS
Irm Marcos Coimbra *
mcoimbra@antares.com.br
www.brasilsoberano.com.br
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O senador José Roberto Arruda, ex-líder do governo FHC no Senado pode ser considerado como o paladino dos hoplófobos no Brasil. Hoplos em grego significa arma. Hoplofobia é a aversão às armas. Ele foi o responsável pela apresentação do anteprojeto de proibição ao comércio e posse de armas de fogo pelos cidadãos do país. Antes, era conhecido por ser marido de uma atriz que interpreta nos palcos o papel da personagem Hilda Furacão. Agora, pela denúncia de ter violado o sigilo do voto eletrônico no Senado, correndo o sério risco de ser cassado. Tem algo em comum com Hitler e Lenin. Todos possuíam a idéia fixa de desarmar a população digna e de bons costumes. Os marginais, não. Segundo um dirigente do Viva Rio a solução é não reagir e deixar o bandido fazer o que desejar. Qual o objetivo de tal decisão? Na Alemanha e na Rússia, duas ditaduras cruentas que mataram milhões de pessoas, foi o de retirar a capacidade de defesa dos cidadãos. E o primeiro passo foi justamente este. Apenas seus adeptos puderam manter-se armados.
Fica claro que a campanha antiarmas é fruto de uma orquestração internacional. Observando a campanha da Hungria para introduzir a legislação mais dura de controle de armas na Europa, verifica-se que é bastante semelhante ao modelo proposto no Brasil. Fica comprovada a denúncia, feita neste jornal por nós, que a ordem do desarmamento da população honesta é proveniente do exterior. Em DEZ/95, durante um seminário internacional promovido no RJ pelo ministério da Justiça, o Viva Rio e a Police Foundation dos EUA, o então secretário-geral do ministério, Sr. José Gregori, atual ministro, anunciou que o Viva Rio seria encarregado da elaboração de um projeto para orientar a nova política de segurança pública do governo federal, "uma doutrina de segurança cidadã, para ocupar o vazio que existe desde a doutrina de segurança nacional do governo militar". O Sr. Gregori notabilizou-se quando conseguiu a libertação dos seqüestradores do empresário Abílio Diniz, autores de um crime hediondo.
O propósito real do desarmamento civil, junto com o desmantelamento das Forças Armadas e a reestruturação das forças policiais civis e militares é o de implantar uma estrutura de governo mundial, acima dos Estados Nacionais, que os "donos do mundo" pretendem ver inviabilizados no contexto da "globalização". A liderança do movimento é do Viva Rio, cujo chefe aparente é o Sr. Rubem César Fernandes, que tinha como seu braço direito a Sra. Elisabeth Sussekind, atual secretária geral do ministério da Justiça. O Viva Rio foi fundado em NOV/93, no Rio de Janeiro, com a participação e o patrocínio de representantes das Fundações Rockefeller, Brascan, Kellog, Vitae e Roberto Marinho e a presença do então Chanceler FHC e do banqueiro David Rockefeller, fundador do Diálogo Interamericano, sendo filiada à IANSA-International Action Network of Small Arms, uma rede de 186 ONGs criada para atuar como uma central de coordenação da campanha internacional de desarmamento. O manifesto de fundação da IANSA exige: a) reduzir os gastos militares ao nível mais baixo possível; b) reduzir as disponibilidades de armas para civis em todas as sociedades; c) estabelecer sistemas políticos e legais para assegurar um efetivo controle e monitoramento das forças militares, polícia e outras instituições de aplicação da lei. Fica claro que este é o passo inicial. Depois, virão os outros. E o Brasil ficará indefeso, a mercê dos "donos do mundo". Este movimento atua em estreita coordenação com ONGs internacionais como a Human Rights Watch, que tem entre seus fundadores o megaespeculador George Soros, cujas fundações promovem a campanha de desarmamento e de legalização do uso de entorpecentes.
O relator do anteprojeto no Senado foi o Senador Renan Calheiros, oriundo da "República das Alagoas", tenaz seguidor do então presidente Collor, que acelerou o processo de desnacionalização do Brasil. As Organizações Globo empenham-se diariamente na campanha, chegando a transformar o RJ-TV em um órgão informativo do Viva Rio. Todos sabem que esta medida não vai resolver, nem amenizar o problema da insegurança. Mas vão coagindo e intimidando congressistas para fazer jus aos vultosos recursos recebidos do exterior para venda do país.
Na Inglaterra, após a proibição em 95, a criminalidade aumentou em 117%. Na Austrália, aumento de 39% no número de roubos à mão armada, entre 96 e 97. No Canadá, o índice de crimes violentos já subira 89% em 91. Em Orlando, Flórida, EUA, houve um problema sério de estupros. A polícia ofereceu um curso de treinamento para mulheres em armas de fogo. O número de estupros decresceu 76%. Em 82, em Kennesaw, Geórgia, EUA, foi aprovada uma lei exigindo que todo dono de casa tivesse uma arma. O número de roubos em residências caiu imediatamente.
Observando o massacre realizado pelos EUA na Iugoslávia, a adesão do Brasil ao TNP, a extinção de nossa indústria bélica, não é difícil prever quais são os planos dos "donos do mundo", em relação ao Brasil. Será que o Congresso vai permitir mais este crime de lesa-pátria? E o Judiciário? Bem, o consolo é o de que o povo brasileiro sempre foi perito em armas brancas. Ou vão bani-las também?
Artigo elaborado em 23.04.01 para o MM.
O NOVO PALADINO DOS HOPLÓFOBOS
Conforme publicamos neste jornal, em abril, o paladino dos hoplófobos (pessoas que possuem aversão às armas) era o ex-senador José Roberto Arruda. Agora, ele é substituído no Senado pelo "collorido" senador Renan Calheiros. No Estado do Rio de Janeiro, o representante é o governador Anthony Garotinho, candidato à presidência da República. Além de não governar o Estado a contento, pois reina o caos, em especial na infra-estrura social, de acordo com reportagem publicada em jornal de grande circulação, no dia 24.06, mostrando a triste situação da saúde pública, a exemplo do que ocorre na educação pública e na segurança pública, ainda lidera o triste episódio circense de destruição de quase 100.000 armas de fogo, no Aterro do Flamengo, no mesmo dia em que manda publicar no mesmo jornal um artigo com o título "Rio sem armas". No citado artigo declara que "a construção de uma sociedade melhor passa pelo fim da violência e o desarmamento dos cidadãos". Atira no alvo errado, pois deveria desarmar os marginais que assaltam, estupram e matam os cidadãos que pagam impostos e elegem seus representantes. Mas, pelo menos, tem a sinceridade de não enganar ninguém neste episódio. É o primeiro hoplófobo que declara publicamente desejar tirar do cidadão a possibilidade de defesa, seguindo a orientação do exterior, liderada aparentemente pela ONU, e no Brasil, pelo Viva Rio.
O povo até acreditaria nas boas intenções do Garotinho, caso ele e seus familiares não andassem sob a guarda de ferozes seguranças armados, em todos os instantes. E seus auxiliares, como o atual secretário de Segurança, também. É fácil dizer: "faça o que digo, mas não o que faço". Defendem a tese de que o cidadão é o otário, destinado a ser explorado não só pelos tributos extorsivos, como também pelos bandidos, sem direito à defesa. Inclusive um dirigente do Viva Rio afirma que a solução é não reagir e ficar a mercê dos marginais. Agora, eles podem continuar armados com metralhadoras, lança-granadas, enfim, armas de guerra nem possuídas pelo Exército Brasileiro, sem serem incomodados.
É importante relembrar que, além do desarmamento da população (não dos bandidos), o plano prevê o desmantelamento das Forças Armadas Nacionais, bem como a proibição de seu restabelecimento, a eliminação de todos os armamentos dos arsenais nacionais e a proibição da fabricação de armamentos. Os idealizadores do plano fascista alertam ainda que "deve ser reconhecida que mesmo com a eliminação completa de todas as forças militares, restariam necessariamente forças policiais internas substanciais, embora estritamente limitadas, e que estas forças policiais, suplementadas por civis armados com rifles esportivos e armas de caça, poderiam, concebivelmente, constituir uma séria ameaça a um país vizinho na ausência de uma polícia mundial bem disciplinada e pesadamente armada".
É este o verdadeiro objetivo dos formuladores de mais um plano diabólico, com a cumplicidade de sicários ou de inocentes úteis: desarmar o povo brasileiro, para mais facilmente escravizá-lo. Eles não estão preocupados com o controle da violência, pois advogam a tese do direito penal mínimo, sendo partidários da tese da libertação antecipada de criminosos, inclusive de autores de crimes hediondos, como o terrorismo e o seqüestro. A primeira tentativa de FHC, enviada ao Congresso, era tão ridícula que nem os amestrados integrantes da base governamental ousaram tentar aprová-la. O próprio relator manifestou-se inteiramente contrário à sua aprovação, informando ainda que, no Brasil, existiriam cerca de 2.500.000 armas legalizadas e 18.500.000 ilegais. Por que não aplicar a lei existente, procurando inicialmente desarmar os bandidos, para depois legalizar as armas não registradas pertencentes a cidadãos honestos, impondo medidas mais severas para o controle do porte, como aliás já é feito pela polícia federal? Segundo o jurista Marcio Thomaz Bastos, ex-presidente da OAB, com o desarmamento civil, o que se pretende é privar a população do seu legítimo direito à autodefesa, um verdadeiro atentado a um princípio consagrado pela lei natural. Esta ação assume um caráter mais grave em função da crescente deterioração das condições de vida e segurança pública nos grandes centros urbanos do país.
Conclamamos todos os cidadãos possuidores, legalmente, de armas de fogo a entrar na Justiça com ação cautelar contra esta tresloucada iniciativa, inclusive responsabilizando individualmente os irresponsáveis autores do plano ,por qualquer dano a qualquer cidadão, em caso de sua aprovação, por impossibilitá-los do direito constitucional de legítima defesa, sem prejuízo de outras ações a serem adotadas posteriormente, de acordo com o desenrolar dos acontecimentos, inclusive com a não entrega de suas armas aos agentes do arbítrio. Será que a atual administração FHC tem coragem de colocar na cadeia 2.500.000 proprietários legais de armas de fogo?
Temos o direito e o dever de defender nossas vidas, nossas famílias e nossa Pátria dos vendilhões e traidores. Será que os integrantes da verdadeira oposição vão ser iludidos com esta manobra grotesca e primária, apoiando os marginais, que continuarão armados, e não os direitos humanos dos cidadãos?
Artigo escrito para o MM em 24.06.01.
O MAIS NOVO HOPLÓFOBO
Mais uma vez somos obrigados a retornar ao tema desarmamento, considerando que o atual senador Roberto Freire, do PPS-PE, acaba de voltar a apresentar ao Congresso como sugestão de PEC, para proibir a comercialização e a posse de armas de fogo e munição pela população, bem como a estatização da produção, tal qual um Hitler ou um Stálin reencarnado. O presidente FHC enviou ao Congresso um projeto de lei com esta intenção, porém o texto era tão absurdo que os próprios integrantes da base governamental sequer ousaram tentar aprová-lo.
O argumento falacioso de que um revólver é um "vetor de violência" não se sustenta. A violência está no coração e não no objeto. Preliminarmente, os marginais empregam armas de guerra, AR-15, M-16, lança-granadas, desprezando armas de pequeno porte. Quem quer ferir alguém, pode utilizar as mãos (especialistas em artes marciais), facas de cozinha, "cacos" de garrafa, pedaços de pau, pedras, arco e flecha, automóveis e outras. Então tudo isto terá de ser proibido. Na realidade, quem precisa ser controlada é a mídia, pois não há maior "vetor de violência" hoje, do que os programas, novelas e filmes violentos transmitidos pelos meios de comunicação, onde fazem apologia até do uso de drogas. E o triste é verificar a manipulação de pessoas inocentes, de boa fé, por "corsários" e sicários, que as levam a aderir ao que não. Um povo desarmado é muito mais fácil de ser escravizado, não tendo condições do direito constitucional de autodefesa.
A legislação atual é bem severa, tanto para os que compram arma (exigência de comprovação de domicílio, trabalho fixo, verificação policial etc.), como para aqueles que possuem porte (documentação idêntica à compra, certidões negativas até militar e eleitoral, psicotécnico, prova de tiro etc.). O único argumento levantado pelos inimigos de armas neste aspecto é o de que quem possui arma e reage aos bandidos é morto e sua arma vai engrossar o arsenal da marginalidade. Mais um argumento falacioso. Estudos realizados nos EUA(FBI- Uniform Crime Report) mostram que apenas 0,2% das armas produzidas e vendidas legalmente acabam sendo usadas em algum tipo de crime, durante sua vida útil. Segundo o porta voz do FBI, Sr. Paul Bresson: " muitas vezes o emprego defensivo das armas de fogo não é crime e, por isso, não são levados a nosso conhecimento, nem entram em nossos relatórios". Na maior parte dos casos, o portador, quando atacado, ameaça, engatilha ou apenas mostra a arma e o marginal foge. Se o portador agiu legalmente, nenhum crime foi cometido. Assim, a polícia registra homicídios, estupros, roubos e assaltos, não o morador que afugentou um marginal. Outras pesquisas do Prof. Gary Kleck, da Universidade da Flórida, mostram cerca de 2,5 milhões de usos defensivos a cada ano nos EUA. Esses dados reforçam o argumento de que o valor de proteção das armas de fogo, de longe ultrapassam o número de crimes com armas (232 mil, em 1997), segundo dados do Departamento de Justiça. Os grupos de direitos civis que apoiam o uso de armas nos EUA utilizam esses números para mostrar que mais restrições à posse de armas pode reduzir o número de vezes em que uma vida é salva ou um crime evitado.
No Reino Unido, após o banimento das armas curtas, a própria polícia reconhece que isto em nada contribuiu para melhorar a situação, existindo ainda de 400 mil a 1 milhão de armas de fogo ilegais. O próprio Comitê de Assuntos Internos está planejando uma revisão na legislação de armas de fogo, em futuro próximo e o Sr. Bill Harriman, membro do Comitê Consultivo em armas de fogo afirma que: " a legislação focou o cidadão honesto que participa de clubes de tiro, quando deveria ser direcionada a armas possuídas ilegalmente".
Ninguém tem moral, capacidade, direito ou legitimidade para rasgar a Constituição, impedindo o direito natural à autodefesa do cidadão. Caso este ato fascista seja aprovado, as autoridades irão colocar na cadeia os 1.500.000 possuidores de armas legais e soltar os bandidos que estão trancafiados? E quantas armas continuarão a existir no país, computando-se as ilegais já existentes? Queremos direitos iguais às "autoridades", que ,além de portar armas, possuem carros blindados, seguranças até estrangeiros, com armamento de guerra.
Artigo escrito ,em 29.07.2003
" DESARMAMENTO E SUAS FALÁCIAS"
Em um país que padece de problemas terríveis e insolúveis, como a miséria, o desemprego, a carga tributária extorsiva, a corrupção endêmica, o nepotismo alucinado, a supressão de direitos sociais, a falta do atendimento às necessidades básicas da população, em saúde, educação, causa espécie a fixação de alguns segmentos na tentativa de desarmar o cidadão honesto. A maioria do povo brasileiro não conhece o assunto com profundidade, deixando-se levar por campanhas levianas. A idéia do desarmamento civil faz parte de um plano global de criação de um governo mundial, comandado pelos "donos do mundo", com a intenção de impor a constituição de uma "força internacional de paz", sob a sua direção, com o poder de intervir em qualquer região do mundo, extinguindo o conceito de soberania nacional. As Forças Armadas dos países periféricos seriam reduzidas à situação de milícias com a missão apenas de contenção social e de combate ao narcotráfico.
O Brasil, devido à sua atual fragilidade, em todas as expressões do Poder Nacional, e por causa de sua importância estratégica foi escolhido como laboratório da experiência sinistra. Conseguindo-se dobrar a resistência dos brasileiros e implantando-se a medida ditatorial, a exemplo do realizado por Lênin, Stalin, Hitler e outros, será, então, aproveitada como modelo a ser seguido por outros países. De início, houve a destruição da bem sucedida indústria bélica nacional, com a derrubada da IMBEL, da ENGESA, da Avibrás e a privatização da EMBRAER. Em paralelo, a proibição do desenvolvimento da tecnologia nuclear, representada pela adesão incondicional ao Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, o esvaziamento do programa nuclear da Marinha e o enfraquecimento de nossas Forças Armadas, por meio da alocação de recursos insuficientes para suas necessidades básicas.
O objetivo agora é terminar o serviço. A primeira meta é proibir o porte legal de arma e aumentar a restrição à posse. Atingida, as outras irão se sucedendo progressivamente até desarmar completamente o povo brasileiro, inclusive as Forças Armadas. As atuais empresas produtoras de armas e munições como a Taurus, CBC, ROSSI, BOITO e outras, sem o mercado interno, irão também à falência ou serão compradas por empresas estrangeiras. Então, os hoplófobos (pessoas possuidoras de aversão a armas de fogo) ficarão satisfeitos, fazendo jus às verbas recebidas do exterior, destinadas à consecução deste desiderato.
Partindo-se destas premissas, podemos entender aquilo que está acontecendo. A campanha é chefiada pela IANSA, órgão filiado ao governo britânico, possuidora de uma rede de mais de 200 ONGs no mundo, fundada com esta missão, a qual o Viva Rio, principal promotor da medida ditatorial no Brasil, é subordinado. Analisando-se o seu orçamento, segundo informações colhidas em seu site, relativas ao ano de 2002, encontramos os seguintes dados: de um valor declarado de cerca de R$ 18 milhões, 33,44% são de governos e organismos internacionais (governo britânico, CEE, Fundação Ford, BID, Banco Mundial, Organização Soros, UNESCO etc.), 13,95% de empresas estrangeiras (Souza Cruz, Icatú Holding, C&A, Light e outras), 15,21% do governo brasileiro (PETROBRAS, BNDES, FURNAS, Ministério da Justiça etc.), 10,38% do governo brasileiro (Secretaria de Estado da Fazenda e da Justiça do Rio de Janeiro, FIA etc.), 16,28% de empresas e associações brasileiras (CNI, CIPAN, Fundação Roberto Marinho etc.), 10,80%, indeterminados, ou seja, cerca de 48% são recursos do exterior e 25,60% do governo do Rio e da União. E esta organização é considerada ONG. Só o governo britânico remeteu R$ 1 milhão só para a passeata de novela e a "lavagem cerebral" empreendida pelo "império do mal" não está sendo feita graciosamente. Há muito dinheiro utilizado por ela para comprar os sicários pagos para tapear os "inocentes úteis". Estes são os fatos. O resto é cortina de fumaça. Podemos apontar dezenas de argumentos contra os hoplófobos, mas isto não seria importante. A mentira muitas vezes repetida vale mais do que a verdade.
Artigo escrito em 16.10.2003 para o jornal Vila em Foco.
A FACE OCULTA DO DESARMAMENTO
Segundo a publicação oficial do movimento de Solidariedade Ibero-Americana nº 23, primeira quinzena de junho, em artigo assinado pelos jornalistas Silvia Palácios e Geraldo Luís Lino, intitulado “Desarmamento, Estratégia do Governo Mundial”, a campanha de desarmamento civil no Brasil não é proveniente de uma iniciativa própria, mas sim do resultado de um esforço internacional realizado por uma rede de instituições ligadas ao establishment oligárquico, em especial o seu componente anglo-americano-canadense, objetivando implantar uma estrutura de governo mundial, acima dos Estados Nacionais, que os “donos do mundo” pretendem ver inviabilizados no contexto da “globalização”.
De acordo com a mesma fonte, o desarmamento da população se segue a uma série de medidas visando o desmantelamento das Forças Armadas e a reestruturação das forças policiais civis e militares, elementos cruciais do plano de dominação externo. Esta ação assume um caráter ainda mais grave em função da crescente deterioração das condições de vida e segurança pública nos grandes centros urbanos do país, em função do caos econômico-social produzido pelas políticas econômicas “globalizantes” do governo FHC, que drenaram a maior parte dos recursos financeiros para a especulação e a usura do pagamento de juros.
O financiamento de toda esta campanha, da ordem de dezenas de milhões de dólares, provém de fundações como o Ploughshares Fund e a Winstom Foundation For World Peace. Uma das ONGs mais importantes da campanha é o British American Security (Basic), que tem como principal financiadora a Fundação Ford, e a rede Iansa, fundada em maio de 1999 e composta por mais de 186 ONGs.
O verdadeiro objetivo dos idealizadores da atual campanha do desarmamento é mais abrangente. Surgiu logo depois do final da Guerra Mundial, como o plano Baruch (entrega de todos os suprimentos de minérios radioativos a uma autoridade central mundial) para estabelecer um governo mundial. Tais idéias originaram o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP), bem como a proposta apresentada pelo Departamento de Estado dos EUA, no plenário das Nações Unidas, em 1961, sob o título: Freedom from War-The United States Program for General and Complete Disarmament in a Peaceful World (Libertação da Guerra: Programa dos EUA para o Desarmamento Geral e Completo num Mundo Pacífico).
O documento propunha o estabelecimento de uma Força de Paz das Nações Unidas e um plano de desarmamento mundial que incluía:
a) o desarmamento de todas as Forças Armadas Nacionais e a proibição do seu restabelecimento sob qualquer forma, exceto as requeridas para preservar a ordem interna e para contribuições para uma Força de Paz das Nações Unidas;
b) a eliminação de todos os armamentos dos arsenais nacionais, inclusive todas as armas de destruição em massa e os seus meios de lançamento, exceto aquelas requeridas por uma Força de paz das Nações Unidas e para a manutenção da ordem interna;
c) a fabricação de armamentos seria proibida, exceto no tocante aos tipos e quantidades aprovadas para uso da Força de Paz das Nações Unidas e aos necessários para manter a ordem interna. Todos os outros armamentos seriam destruídos ou convertidos a fins pacíficos.
Seus idealizadores afirmam ainda que “em nossa era moderna, a obtusa aderência à soberania nacional e às Forças Armadas Nacionais representa uma forma de insanidade que, entretanto, pode ser curada por uma espécie de tratamento de choque”. Um bom exemplo disto foi a recente ação nos Balcãs.
Afinal, quem está no poder? Continua FHC ou Lula já assumiu?
Artigo escrito em 22.10.2003 para o Monitor Mercantil.
A ARMADILHA DO DESARMAMENTO
Recentemente a imprensa publicou dados apresentados pela Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla) e pelo governo com a conclusão de que o desarmamento da população brasileira, realizado em 2003, trouxe como conseqüência a “queda no número de assassinatos no Brasil”. É oportuno salientar que o diretor-executivo da Ritla é o argentino Sr. Jorge Werthein, antes dirigente da Unesco no Brasil, ferrenho hoplófobo, autor de diversos artigos e iniciativas com o objetivo de desarmar a nossa população.
Contudo, analisando-se os referidos números, chegamos à conclusão diametralmente oposta. Segundo a pesquisa apresentada, os números totais de homicídios no Brasil e os de homicídios com armas de fogo foram, respectivamente: em 2003; 51.043 e 36.081 (70,6%); em 2004: 48.374 e 34.117 (70,6%); em 2005: 47.578 e 33.419 (70,2%); em 2006: 46.660 e 33.214 (71,3%). Ora, isto mostra que houve um aumento de 70,6% para 71,3% na participação dos homicídios com arma de fogo em relação ao total, comparando-se o início do período com seu final. É curioso também salientar que a pesquisa mostra percentuais diferentes, ou seja, 2003 (77,9%), 2004 (76,2%), 2005 (74,4%) e 2006 (74,4%). Ou os dados estão errados, ou alguém não sabe fazer conta ou a interpretação foi, no mínimo, falsa.
A arma de fogo precisa de alguém que a dispare para provocar efeito. Como uma navalha, ou uma foice, ou uma faca tem de ser manuseada por uma pessoa para provocar algum efeito. Elas sozinhas não podem provocar qualquer dano. São simples objetos. Um ser humano é que pode.
A população expressou claramente sua posição no referendo sobre a proibição da fabricação e comercialização de armas de fogo, quando rejeitou a absurda proposta por quase 2/3 dos votantes. Na realidade, o que deveria ter sido votado era o próprio estatuto do desarmamento, aprovado por acordo de lideranças, não em plenário, em campanha comandada entre outros pelo senador Renan Calheiros. É claro que seria rejeitado, tal o grau de absurdos lá contidos por imposições externas e de pessoas, algumas ingênuas, outras de má fé, a soldo de ONGs internacionais e de suas representantes no Brasil.
Há muito dinheiro utilizado proveniente do resto do mundo para comprar os sicários com o objetivo de tapear a população. Podemos apontar dezenas de argumentos contra os hoplófobos, mas isto não seria importante. Afinal a mentira muitas vezes repetida vale mais do que a verdade.
Artigo escrito em 19.02.2008 para o MM |