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Irm Marcos Coimbra *
Artigo escrito em 21 de setembro de 2010
para o M.M Artigo
mcoimbra@antares.com.br
www.brasilsoberano.com.br
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Causa espécie ao povo brasileiro, pelo menos da sua parcela mais esclarecida, a quase total ausência da discussão dos grandes temas nacionais por parte dos principais candidatos à presidência da República.
De início, nenhum dos três principais candidatos sequer apresentou uma proposta digna desta qualificação para a administração do país nos próximos quatro anos, consubstanciada em um Plano Nacional de Desenvolvimento. A discussão entre eles é pífia, de baixa qualidade, em nível rasteiro, orientada pelos respectivos “marqueteiros”, em busca de procurar falar aquilo que o eleitor quer ouvir, objetivando melhor colocação nas pesquisas quantitativas, em particular.
Aliás, pesquisas estas sob forte suspeita, em especial depois da denúncia do senador Papaléo Paes (PSDB-AP), explicitada na coluna do bem informado companheiro colunista S. Barreto Motta, na edição deste jornal do dia 21 do corrente. O fato é mais um exemplo da falta de confiabilidade dos institutos de pesquisa, corroborando inúmeros outros exemplos similares.
Iniciamos nossa carreira no magistério em 1971, na função de titular da disciplina “Mercadologia e Pesquisa de Opinião Pública”, com aprovação no Conselho Federal de Educação em 1972, na atual Universidade Estácio de Sá. Ora, ao longo do tempo, presenciamos derrotas anunciadas transformadas em vitórias “surpreendentes” e vice-versa, não só no Brasil como em outros países. É muita ingenuidade pensar que os resultados divulgados antes das eleições correspondem à realidade dos fatos. Na realidade, quem paga as pesquisas normalmente aparece bem posicionado.
E os resultados divulgados acabam por influenciar o resultado, pois os grandes financiadores de campanhas injetam mais recursos nas campanhas dos candidatos mais bem situados, além do fato dos eleitores mais sugestionáveis poderem ser afetados. Contudo, o exemplo de FHC sentando na cadeira de prefeito em São Paulo, com todos os institutos de pesquisa garantindo-lhe a vitória, para dois dias após perder para Jânio Quadros, é desmistificador.
Já as pesquisas qualitativas são mais bem elaboradas e poucas vezes difundidas para o público, com um maior grau de confiabilidade. Elas parecem apontar para um segundo turno, com um crescimento inesperado da candidata verde, com muita probabilidade de ultrapassar o atual segundo colocado, pois ela está subtraindo muitos votos dos dois. Caso isto de fato ocorra, será uma nova eleição, sem previsão de resultado.
Lembremos alguns exemplos de óbices à consecução dos Objetivos Nacionais Permanentes. Como ignorar a aceitação passiva da subordinação da cultura nacional à cultura "global", capaz de facilitar a destruição da nação soberana, ou do mais importante, a conquista de seus recursos naturais, que pode ser facilmente obtida sem a utilização do poder militar. A parcela de ricos de qualquer país tenderia a uma forma comum de pensar que, no limite, se ajustaria como classe, mantendo seus privilégios, independentemente do Estado-nação a que pertencesse. E o nível educacional do nosso povo é muito baixo. Quase metade da população é constituída de analfabetos e analfabetos funcionais.
E a questão da coesão territorial? Estão acelerando o processo de demarcação de terras indígenas, para depois preparar o terreno para o "direito dos índios à autodeterminação" e para aplicar o "direito de ingerência dos mais fortes". Isto lhes possibilitaria retalhar o território brasileiro, em especial a Região Amazônica, dividindo-a em quistos, protegidos por uma força internacional de paz. Sob o pretexto de defender os direitos dos índios, vão explorar nossas riquezas e recursos naturais.
Em 13 de setembro de 2007, a Declaração Universal dos Direitos dos Indígenas foi aprovada pela ONU, com o voto favorável da representação brasileira, por 143 a 4 (EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia) e 11 abstenções. A partir daí, a demarcação de terras indígenas assume o estágio de reservas indígenas (Ianomâmi e Raposa Serra do Sol), representando a última posição para transformação em nações indígenas. Ainda mais considerando que existe, no caso dos Ianomâmis, uma vasta região para eles, na faixa de fronteira contígua entre Venezuela e Brasil. Ou seja, abriu-se o caminho para perdermos parte do nosso rico e desejado território.
Os movimentos desagregadores em embrião no país também estão sendo apoiados via externa. Tentativas de guerrilha e de enquistamentos, como, por exemplo, a ação do MST, que já participou de reunião de cunho terrorista no México, com integrantes da chamada guerrilha zapatista, numa tentativa de coordenar o movimento subversivo no continente americano (México, Peru, Colômbia, etc.) serão incrementadas, visando a obter a secessão. No Brasil, interpretações absurdas e além da Constituição no relativo aos denominados “quilombolas”, subvertem o direito de propriedade, já ferido de morte pela ação de movimentos como via campesina, MLST e outros, que já começam a atacar, além do campo, a região urbana.
Para mantermos a Integridade do nosso Patrimônio Nacional é indispensável o urgente fortalecimento real de nossas Forças Armadas, além da existência de um governo apto a enfrentar o que será talvez um dos maiores desafios da nossa História. Preservar para os nossos filhos aquilo que foi tão duramente conquistado pelos nossos antepassados. Afinal, o Brasil é dos brasileiros! Caso permaneçamos indiferentes, ausentes, medrosos, nossos filhos terão o direito de cobrar-nos: Por que não fomos capazes de, além de doar nossas vidas em defesa do que recebemos, dar-lhes razão para continuarem a viver dignamente? É melhor morrer de pé do que viver ajoelhado. |