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Irm Marcos Coimbra
09/09/2009
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O anúncio do presidente Lula sobre a preferência brasileira pelos caças franceses incomodou o Comando da Aeronáutica e levou o Ministério da Defesa a divulgar nota negando o encerramento da discussão. A França pretende vender ao Brasil 35 aviões Rafale e um submarino nuclear. Em troca, adquiriria uma dúzia de aviões KC-390, fabricado pela Embraer.
O coordenador-executivo do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense (UFF), Eurico Figueiredo, prefere os caças franceses: "Os Estados Unidos proíbem transferência de tecnologia. A Suécia também. Seja no campo aéreo ou naval, é um passaporte para entrar no Primeiro Mundo", disse, acrescentando que a idéia está em linha com a estratégia nacional de defesa.
"Temos as maiores reservas de água, a maior área agricultável do planeta, somos auto-suficientes em petróleo, mas nossas forças armadas vêm sendo sucateadas, mais aceleradamente desde o governo Collor. O programa implica investimento científico e tecnológico que levará a um salto substantivo no âmbito nuclear, eletrônico, espacial, além de empregar mão-de-obra subutilizada há anos."
Para Marcos Coimbra, do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (Cebres), Lula quis criar um fato consumado antes da decisão da Aeronáutica: "O melhor caça é o russo (Sukhoi), mas não há chance de transferência de tecnologia. Depois vem o norte-americano F18", opinou. |