Samaúma
 


 







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Conselheiro Diretor do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES), Professor de Economia e Autor do Brasil Soberano.

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Sítio:
www.brasilsoberano.com.

 

 

 

DEMOCRACIA VERDADEIRA.


 

Irm Marcos Coimbra
Artigo escrito em 13 de julho de 2008
para o M.M
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O Brasil poderia vir a ser um dos países propulsores de um novo mundo, mais digno, justo e perfeito. Nossas dimensões continentais, nossas riquezas, as características de nosso maravilhoso povo, mestiço, pacífico, porém heróico quando a oportunidade exige, são ingredientes básicos para ocupar a posição de defesa da humanidade contra a exploração e a barbárie. Falta apenas que suas elites estejam em um patamar compatível com as bases, com a existência de uma administração patriótica, capaz de interpretar os verdadeiros anseios e aspirações da gente brasileira.

Democracia pode ser conceituada como “o regime político inspirado nos ideais de respeito à dignidade humana e na garantia de seus direitos fundamentais, na divisão e harmonia dos Poderes, na pluralidade partidária e na livre escolha dos representantes do povo”. Um regime democrático implica a noção da divisão de poderes em um regime de pesos e contrapesos através dos quais o Poder seja exercido e, paralelamente, fiscalizado, com rotatividade no Poder. O Executivo não pode excluir um Judiciário imparcial e um Legislativo dinâmico, capazes de exercer o controle político eficaz dos atos do Executivo. Nenhum poder pode imiscuir-se em assuntos da específica competência de outro e a sua atuação deve ser orientada para a consecução dos Objetivos Nacionais.

Nos últimos 50 anos, o Brasil tem sido dirigido, de fato, pelos “donos do mundo” (Grupo Bilderberg, Instituto Real de Assuntos Internacionais – RIIA, Comissão Trilateral e sus instrumentos como o Clube de Roma, o Diálogo Interamericano e outros). A ação é executada por sicários, a maioria nascida no Brasil, mas sem qualquer compromisso com a nossa Pátria e a nossa gente. São apátridas, internacionalistas, a soldo de quem lhes remunere melhor. Um dia dizem que são de “esquerda” e, noutro, renegam tudo aquilo que defenderam no passado, sendo fiéis vassalos dos “donos do mundo”.

O país, enquanto colônia de Portugal, foi dividido em capitânias hereditárias. A exemplo disto, atualmente está esquartejado entre oligarquias e plutocracias, inclusive com a entrada de ilustres membros da “nova classe”, a qual assumiu a administração federal em 2002. Se pesquisarmos o noticiário de nossos jornais no citado período, mesmo no denominado ciclo autoritário, verificamos que são as mesmas famílias, ou até os mesmos personagens, que comandam as expressões econômica, psicossocial e política do Poder Nacional. Cada grupo destes comanda uma região, um estado ou um município, perpetuando-se no poder e transmitindo-o para filhos, mães, amantes e familiares, representando os interesses dos grandes grupos financeiros internacionais e nacionais e de seus segmentos nos diversos setores econômicos (construtoras, empreiteiras etc.). Com seus vastos recursos dominam os meios de comunicação e impõem seus representantes nos Poderes Executivo, Legislativos e, indiretamente, no Judiciário, estabelecendo no país uma ditadura civil, uma falsa democracia, que lhes permite a continuidade no poder. É o oposto do que deveria caracterizar uma democracia verdadeira.

Por exemplo, nas eleições de 2010, os principais candidatos já estão comprometidos com as diretrizes dos “donos do mundo”. Qualquer um deles que seja eleito adotará a mesma prática econômica, como Lula faz. As principais diferenças residem no fato de que, com o candidato apoiado por Lula, o Brasil será mais influenciado por Castro e Chávez, com o risco de criação de uma “URSAL - União das Repúblicas Socialistas da América Latina”, com a grande possibilidade de mudanças na Constituição, como na Venezuela, para tomada efetiva do poder pelos petistas, com a clara intenção de instalação de uma ditadura de partido único, na prática, como o PRI mexicano. Com o PSDB, voltará a aumentar a influência dos EUA.

O pesadelo vivenciado por nós, ao longo dos últimos quatorze anos, parece não ter fim. Se, de fato, houvesse uma Justiça Eleitoral permanente, atuante e forte no país, não seria permitida a escandalosa propaganda antecipada da candidata de Lula. A máquina governamental praticamente garante a reeleição de qualquer governante. Após os sucessivos escândalos (privatarias, mensalões, sanguessugas, aparelhamento político-partidário das instituições, assassinatos obscuros, compra de apoio político para reeleição, aniquilamento das Forças Armadas, domínio do país pelo crime organizado, progressiva destruição do Estado etc.) resta pouco. Na política externa, estamos subordinados aos caprichos ideológicos do Foro de São Paulo, que nos obriga a sermos reféns da atual “administração” bolivariana. As urnas eletrônicas sem a emissão de comprovante não permitem a recontagem dos votos, tornando qualquer resultado suspeito, além de quebrar o sigilo do voto.

O cenário é aterrador. Ou uma ditadura branca com a continuação de um preposto de Lula, ou um Aécio “baixo Leblon”. Tudo continuará como antes. A corrupção dominando o país. Resta-nos lutar para que haja um segundo turno e, em havendo, votar no candidato contrário a isto que está ai, seja quem for, para evitar mal maior. Não acreditamos nos resultados apresentados pelos institutos de pesquisa. Até poucos dias antes do referendo, anunciavam a vitória do desarmamento por 2 a 1 e o resultado foi o contrário.