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Irm Marcos Coimbra
Artigo escrito em 12 de maio de 2008
para o M.M
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Os jornais noticiaram que a Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira (Anvfeb) iria encerrar suas atividades no final da semana passada, em virtude de falta de recursos e de apoio. Seu presidente, o honrado Cel Hélio Mendes, espera somente uma resposta final das autoridades ao seu apelo derradeiro de ajuda.
Em todo o mundo, os veteranos de guerra são cultuados e apoiados de todas as formas. Aqui, no Brasil de hoje, onde nossos heróis são vilipendiados por infâmias e calúnias proferidas por apátridas que se dizem brasileiros, não é de estranhar esta vergonha. Existem recursos vastos de inúmeras fontes, principalmente públicas, com destaque para estatais, que doam a custo zero vultosos recursos, sob a desculpa de “apoio cultural” para ações sem qualquer valor cultural, muitas sequer concretizadas, como vários filmes, com o objetivo de transferir recursos escassos para meia dúzia de apaniguados pertencentes à “esquerda escocesa”.
E o Brasil está sendo entregue a alienígenas, em especial a Amazônia, sem a devida reação da sociedade brasileira. A demarcação de “áreas indígenas”, tal como está sendo feita, representa um atentado grave aos Objetivos Nacionais Permanentes do Brasil, configurando um verdadeiro crime de lesa pátria. O que nossos heróis da FEB pensam a respeito?
Aproveitamos este espaço para divulgar um breve extrato do importante pronunciamento feito pelo Cel Amerino Raposo Filho, de 86 anos, vice-presidente do CEBRES, no dia 25.04.08, em Barueri, em cerimônia que ocorre todos os anos, homenageando nossos heróis de guerra, no tocante ao feito inesquecível, único em toda a Campanha da Artilharia Divisionária da FEB, em particular do 3º GO105.
“Após as operações iniciais vitoriosas da Artilharia no Vale do Arno e na Campanha do Reno, ocorre a exemplar atuação da Artilharia centralizada (4 Grupos), com crédito de 100.000 granadas, na ofensiva contra as posições defensivas alemães, nos Apeninos. E aí estão, fulgurantes, em sucessivos e violentos ataques, todos vitoriosos, Monte Castello, La Serra, Castelnuovo e Montese, de 21 Fev a 18 Abr 45; isolando-se Monte Castello e Montese como os mais sangrentos, com pesadas perdas. A partir de Montese, a FEB inicia o aproveitamento do êxito (Zocca e Parano); descentraliza-se a Artilharia para melhor apoiar a Infantaria.
Nosso Grupo ultimara deslocamento de uma jornada, atingindo a Cidade de Bibiano ao anoitecer de 27 Abr; acantonando e cedendo viaturas para a Infantaria. E quando tudo parecia findar, nossa Bateria recebe missão excepcional, para atuar descentralizada do Grupo e apoiar o 2º Btl/6º-RI, que iria reduzir, segundo informes, 200 alemães, desarmados, num bosque.
Em 28 Abr, iniciamos o Deslocamento noturno, de 70 milhas, rebocados por tratores do Grupo 155, com apenas 136 granadas e uma Carta Rv 1:100.000, ignorando a localização das tropas alemãs, valor, possibilidades operacionais.
Atingimos Collechio, apenas com a LF. Durante a manhã, evolui a situação; informes indicam a presença de 1.200 Infantes, com armamento individual. Enviado ultimato para rendição, os alemães recusam e o Comandante do 6º RI ordena localizar e atacar o inimigo, sob forte temporal em toda a área.
Situação dramática: nossa LF, inicialmente com pouca munição; tudo absolutamente improvisado; sem prancheta, nenhum tiro observado, ajustado, chuva torrencial; munição adicional trazida, às pressas, de Bibiano.
Alemães contra-atacavam com patrulhas envolvendo uma Companhia, com trajetórias traçantes, de Metralhadoras, que atingiam o bosque junto à nossa Posição. Nenhuma idéia sobre a LC, das tropas alemães e das Companhias do Batalhão. Única referência: a Trajetória das Metralhadoras. Enfim, tudo Improvisado, o Comandante da LF determinando que cada peça atirasse num alvo fixo, formando um quadrilátero.
Recrudesce o Combate. Risco de as patrulhas abordarem nossa posição. Surpresa para todos nós. Ao final de uma jornada de intenso, duro combate, com muitas baixas, de oficiais e praças, os alemães se rendem, propondo evacuação imediata de mais de 800 feridos, a maioria grave, sem recursos médicos. Surpresa mais Impressionante: éramos uns 500 homens; dos 200 soldados Alemães desarmados, aos 1.200 com armamento individual, Rendem-se 2 Divisões Reduzidas (148 PzGr e 95 Bersaq. Itália), 3 Generais, copioso armamento e Equipamento; 16.452 homens.
Não sabíamos que eles eram tantos; nem eles, que éramos tão poucos! E vencemos o melhor soldado do Mundo! Esse o cenário apoteótico do final da Guerra na Itália! Encerrado com brilho excepcional, a notável participação da 2ª BO. Qual o Significado Plural desta Solenidade?
Relembrar os feitos notáveis do Grupo Souza Carvalho; sobretudo, a Última Missão de Tiro da Artilharia, na Campanha da Itália; incorporá-los à História e às glórias da Unidade; Inspirar, Indicar um Futuro Auspicioso para o Exército de Caxias. Como os Bandeirantes, que deste Planalto Paulista se lançaram para triplicar o Espaço do Brasil Colonial, os “Novos Bandeirantes” desta Região Igualmente saíram em 1944, para Lutar e Vencer; e, se Necessário, Morrer pelo Brasil!
E, como eles, Vós estareis – Jovens Integrantes do 20º GAC Leve – sempre prontos, como as Forças Armadas, à Defesa da Pátria, da Honra, da Soberania Nacional – Impedindo e Repelindo qualquer tentativa de Relativização; mantendo Intocáveis e Substantivos os Conceitos. Reafirmando, neste Simbolismo, os mesmos propósitos, os mesmos ideais, o mesmo juramento; agora integrando, juntamente com o Heróico Batalhão de Caçapava, a Brigada Aero-Móvel, como Força de Ação Rápida. prontos para defender, como já vem fazendo em inúmeras operações, a Amazônia Brasileira, principal Teatro de Operações para a Defesa Nacional.
Sempre inspirados nos Exemplos de Pedro Teixeira, Raposo Tavares, Rondon.
Sempre Lembrados das Advertências históricas:
“Esta Terra Tem Dono! Vamos Defendê-la!” (Raposo Tavares – 1617). Estareis Sempre Prontos, como as Forças Armadas, para fulminar tentativas de balcanização da Soberania e do Espaço Territorial da Amazônia.
Eis, enfim, a Saga Heróica, dignificante, desta Bateria, deste Grupo e da nossa Artilharia. Esta a nossa Glória, dignos, bravos integrantes do Grupo Bandeirante! “Glória que Fica, Honra, Elevada e Consola!” Glória de Dever Cumprido!
“Ontem, na Campanha da FEB na Itália; Hoje, principalmente Vigilante na Defesa da Amazônia. Sempre verticalizada, indicando o destino em Grande do Brasil!”. |