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Irm Marcos Coimbra
Artigo escrito em 4.dez.2007
para o M.M.
As operações psicológicas incluem as ações psicológicas e a guerra psicológica. Compreendem as ações políticas, econômicas, psicossociais e militares, planejadas e conduzidas para criar num grupo (inimigo, hostil, neutro ou amigo) emoções, atitudes ou comportamentos favoráveis à consecução dos objetivos nacionais. A ação psicológica é a ação que congrega um conjunto de recursos e técnicas para gerar emoções, atitudes, predisposições e comportamentos em indivíduos ou coletividades, favoráveis à obtenção de um resultado desejado. A guerra psicológica caracteriza-se pelo emprego planejado da propaganda e da exploração em outras ações, com o intuito de influenciar opiniões, emoções, atitudes e comportamento de grupos adversos ou neutros, de modo a apoiar a consecução dos objetivos nacionais.
O objetivo da ação psicológica é o de elevar o moral da população, dirigida ao universo amigo, interno ou externo, antecipando-se a qualquer trabalho de solapamento do moral por parte do inimigo. Suas ações características são: motivação, baseada em crenças, aspirações e até ressentimentos, desenvolvidas por meio de apelos, configurados em idéias-força, devendo tomar por base um determinado tema, considerado próprio, gerando "slogans", representado por símbolos; objetivos inatacáveis como honestidade, veracidade, justiça, positividade; apresentação de idéias afirmativas; continuidade indispensável em vista da constante transformação por que passa a conjuntura; responsabilidade: necessidade de basear todas as informações divulgadas na verdade e de se cumprir os compromissos assumidos; onipresença: espírito que deve impregnar os colaboradores de forma a contagiar, pelo contato, as pessoas com as quais deve ser mantido um relacionamento; informação, persuasão com apelo à razão, sugestão com apelo aos sentimentos, pesquisas de opinião, de interesse, de atitudes.
O propósito da guerra psicológica é desmoralizar o adversário ou inimigo, dando-lhe uma sensação de insegurança, de impotência e de descrença no seu êxito, que o leve a rendição, se possível, obtendo sua posterior colaboração ativa, usando propaganda e contra-propaganda, com respeito aos aspectos éticos. Seu público-alvo consta de grupos inimigos, de conformidade com as hipóteses de conflito e de guerra, constituído por indivíduos ou grupos que reconhecidamente não compartilham das aspirações nacionais e se contraponham à consecução dos objetivos nacionais, estejam ou não a serviço de grupos estrangeiros e aos neutros, aí incluídos os que o são por conveniência pessoal.
Deve ser empregada de modo a diminuir a capacidade combativa do adversário, explorando todas as vulnerabilidades políticas, econômicas, psicossociais e militares, a impedir ou desencorajar ações contrárias aos interesses nacionais, através de uma propaganda bem organizada ou de demonstrações ostensivas, produzindo efeitos depressivos no moral adversário. Sua propaganda caracteriza-se pela disseminação de informação para influenciar a opinião pública, observados os princípios: dinâmica, ofensiva, afirmação, existência, original.
Pensando nestas idéias, entendemos o que está ocorrendo no Brasil e no mundo. Em nosso país, verificamos como os meios de comunicação, dominados por seis famílias, em conluio com institutos de pesquisa, pagos pelos "donos do mundo", são capazes de conduzir a população brasileira, seja elegendo, seja apeando do poder quem desejam. Agora, Lula inaugura a “TV pública” com o objetivo de ter sob seu controle direto o processo, hoje dependendo de gastos com propaganda, seja diretamente, através de verbas orçamentárias, ou indiretamente, por intermédio das estatais e sociedades de economia mista. Inclusive, uma das principais razões de sua atual popularidade, além das óbvias conseqüências do pagamento das diversas “bolsas esmolas” existentes, reside justamente na exposição positiva diária veiculada do Sr. Lula nos diversos veículos de comunicação.
Caso o leitor faça uma pesquisa superficial, vai notar que ele aparece todos os dias em quase todos os noticiários de TV, falando para platéias simpáticas, de um modo geral, identificadas com as baboseiras pronunciadas. O importante não é o que ele fala, em geral sem nexo, demonstrando profundo desconhecimento da língua portuguesa ou de noções primárias de matemática, geografia, história etc. Mas, sim como ele fala. Enfático, com muita empatia, falando a linguagem das camadas mais pobres da população, dialogando e usando metáforas simples, principalmente futebolísticas, de modo a identificar-se com a massa, “vendendo” a falsa idéia de que ainda é um deles.
Brigar
No mundo, há o controle dos meios de comunicação também por parte do sistema financeiro internacional, que chega ao cúmulo de restringir direitos constitucionais de cidadãos de alguns países, preservados ao longo dos tempos, obrigando ainda outros países a somente veicular aquilo que desejam, censurando a todos, até a uma pequena rede de TV de um minúsculo país.
É preciso uma severa análise crítica do que está sendo comunicado, para não sermos vítimas inocentes das operações psicológicas, capazes de influenciar nossos corações e mentes, transformando o réu em vítima e vice-versa. |