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Isa Musa de Noronha**
Publicada em: 22/07/2007
Artigo recomendado por
Irm Marcos Coimbra
Qual proprietário de uma grande empresa não ficaria assustado se, ao lançar um Programa de Aposentadoria Antecipada esperando atingir cerca de 3.000 empregados visse 7.000 sair em disparada? Sendo dono da empresa, imediatamente ele se perguntaria a razão de tantos preferirem a incerteza da vida lá fora à segurança de um emprego.
Enquanto outros países e suas grandes empresas lutam por preservar seu quadro de pessoal, o país de Lula e seu Banco do Brasil faz pouco caso de seu funcionalismo e implanta uma política de substituição de mão-de-obra sem critério técnico, sem avaliar os riscos. Dizem que na Diretoria de Gestão de Pessoas e na de Relações com Funcionários seus titulares abriram champagne e acenderam charutos para festejar o "sucesso" do pacote! Mas, de quem é o Banco do Brasil? A sociedade está aprovando esse desmonte arquitetado pelo Governo Lula? É esse o Banco do Brasil que Lula pretende entregar ao povo brasileiro?
Outros países e outras grandes empresas implantam ações de promoção social, educação e valorização dos empregados incluem treinamentos técnicos, bolsas de estudo para cursos superiores e plano de carreira baseado em cargos e salários dignos. A esses se somam o incentivo dos programas justos de Participação nos Resultados e gestão participativa, causando impacto positivo na elevação da qualidade de vida da sua comunidade de empregados. Há uma estratégia bem estruturada que revela o objetivo de reter seus empregados com habilidades críticas, experiência e comprometimento. Instituem aumentos por mérito como elemento diferenciador do desempenho. Criam incentivos a curto prazo como ferramenta de motivação, formatam programas de remuneração monetária e não monetária (em ações), pagamento de bonificações imediatas ou prêmios de reconhecimento em dinheiro.
No país de Lula e no Banco do Brasil do PT, ex-sindicalistas encastelados nas vice-presidências e diretorias festejam a saída dos melhores quadros, dos mais experientes e talvez, dos mais comprometidos com o nome e a história do BB.
Durante a campanha para a última eleição presidencial a mídia insistiu em contrapor a "sanha privativista" do Tucano contra a histórica defesa do BB feita pelos petistas. Passada a eleição, descobrimos que o Governo Lula e seus iluminados encontram uma fórmula simples de acabar com o BB... Mais do que privatizar o Banco, a atual administração tudo tem feito para destruí-lo. E não perguntaram nada a ninguém! Não perguntaram se é esse BB mesquinho, diminuído, sufocante, que não respeita o funcionalismo, que não se importa com sua história... Se é esse arremedo de Banco que pretende entregar à Nação ao fim do mandato.Pior! Para encastelar seus políticos derrotados, cria diretorias políticas que só reforçam a opinião dos adversários de que "esse Banco não tem mesmo jeito e o melhor é privatiza-lo". Engano. O Governo Lula tem sido tão incompetente, tão ruim, que nem para vender o Banco do Brasil está prestando! Afinal quem vai comprar um "tamborete" esmigalhado?
É urgente que setores organizados do funcionalismo do BB, ativos e aposentados, reabram a discussão na sociedade através do Senado e da Câmara, dos movimentos sociais, dos pequenos e médios produtores rurais para que perguntem a Lula e seus cúmplices, o que ele está fazendo com um Banco do Brasil cuja história se confunde com a história do país. |