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Irm Marcos
Coimbra
Hoje, dia 22 de dezembro, é um dia de luto para os brasileiros.
O presidente Lula assinará o famigerado "estatuto do
desarmamento", documento pró-bandidos, imposto pelos
"donos mundo" ao Brasil, por intermédio de ONGs
cúmplices, pelo império do mal e por congressistas
coniventes. Entrará para a História do Brasil como
a data da emasculação dos brasileiros honestos, da
capitulação definitiva. É o início da
preparação para a entrega, sem resistência,
dos vastos recursos naturais do país aos alienígenas,
que cobiçam nossas riquezas. As reformas impostas pelo FMI,
a previdenciária e a tributária, também foram
aprovadas. Tudo aquilo que a atual administração Lula
desejar, será aprovado pelo Congresso atual, submisso, pois
não há oposição, à exceção
do PRONA e do PDT, ao rolo compressor governamental.
As últimas administrações têm sido impostas
através do uso intenso da mídia amestrada, que só
expõe positivamente os candidatos patrocinados pelo sistema
financeiro, da manipulação dos resultados dos institutos
de pesquisa de opinião pública, de eleições
sem a devida fiscalização e, agora, da manipulação
da "urna eletrônica". A atual administração
continuou a adotar uma forma de inserção dependente
e não soberana no mercado internacional.
Na expressão política, não encontramos partidos
que possuam as mínimas condições para exercer
o seu papel principal de intermediários entre o povo e o
governo, com raras exceções. Não possuem ideário,
tábua de valores, doutrina, princípios programáticos
bem definidos. Na realidade, o seu verdadeiro objetivo é
assumir o poder, não como um meio para alcançar os
objetivos nacionais permanentes, mas sim como um fim para auferir
benesses e vantagens. A Nação foi dividida em "capitanias
hereditárias", onde cada região ou estado é
dominado por um "cacique" ou por uma plutocracia, combinando
não só o poder político, como o econômico
e o controle dos meios de comunicação de massa. Desta
forma, são imbatíveis eleitoralmente falando, perpetuando-se
no poder e transmitindo-o de pai para filho (a), neto (a), ao longo
dos tempos. O Poder Executivo legisla por intermédio de medidas
provisórias, usurpando a função do Poder Legislativo
e procurando controlar o Judiciário, configurando uma verdadeira
ditadura constitucional monolítica. Quem manda mesmo no país
é a Tri-Lateral e seu representante nas Américas,
o Diálogo Interamericano.
Na expressão econômica, as previsões mais otimistas,
de economistas ligados ao governo, apontam para uma estagnação
da economia, no corrente ano. Um crescimento de 0,3 % do PIB possui,
na prática, um significado pífio. Nossa infra-estrutura
econômico-social continua sendo destruída. As comunicações
já foram entregues. Os preços sobem progressivamente,
com tarifas atreladas ao IGP-DI e os serviços pioram. O transporte,
em grande parte sob o regime de concessão ou permissão,
é um setor onde os empresários privados atuam em cartéis,
dominando o mercado e livres de uma efetiva fiscalização.
As principais rodovias e estradas vão sendo privatizadas
e seus felizes concessionários cobram pedágios extorsivos,
como o caso da Via Lagos. Até os aeroportos estão
ameaçados de privatização. O problema é
que, continuando o mesmo padrão dos outros setores, vão
ocorrer falhas graves.
A diferença é que, ao invés do estrago de um
eletrodoméstico, vão começar a cair aviões,
com centenas de vidas em jogo. A energia foi, em grande parte, entregue.
A distribuição já foi. Agora, querem separar
a geração e transmissão dentro de Furnas, uma
das jóias da coroa. E os estrangeiros que, é lógico,
serão os beneficiários, não estão interessados
em investir. Querem comprar, com recursos do BNDES, o que está
pronto e lucrar, demitindo funcionários, aumentando preços
e deteriorando serviços. As conseqüências são
previsíveis. Falta de energia. "Apagões",
enfim o inferno que está ocorrendo nos outros setores privatizados.
Os combustíveis subiram de novo. A taxa de juros arbitrada
pelo Bacen continua alta, em imorais 16,5% ao ano. Os juros cobrados
pelo sistema financeiro aos cidadãos ultrapassam 150% ao
ano. O déficit público nominal supera 5% do PIB. Os
preços são continuamente elevados. Os índices
oficiais de inflação não refletem a realidade.
O IGP-M está um pouco abaixo de 10 % e o IPCA ultrapassa
a meta fixada com o FMI. É o preço da desnacionalização
de nossa economia.
Na expressão psicossocial, o desemprego continua elevado,
em torno de 19 % da população economicamente ativa
(PEA), segundo o DIEESE. O Brasil possui atualmente cerca de 15
milhões de trabalhadores desempregados ou parcialmente desocupados.
A saúde pública é sucateada ao paroxismo. Não
há dúvida de que é a preparação
para a privatização. Atualmente, quem não tem
um plano particular de saúde está condenado à
indigência. Está fadado à morte, sem assistência
médica adequada, sem dignidade. E quem tem, apenas passou
a ter aquilo que todos nós possuíamos anteriormente.
Assistência de razoável categoria. A educação
pública também está sendo sufocada, com verbas
cada vez menores, para permitir a expansão do ensino privado.
A insegurança cresce avassaladoramente. A previdência
pública está sendo aniquilada, para permitir o domínio
do setor pela iniciativa privada.
Na expressão militar, o sucateamento imposto às Forças
Armadas, os baixos salários e a crescente perda de sua capacidade
operacional, em conjunto com a criação do ministério
da Defesa, impossibilita-as, na prática, de cumprir suas
missões constitucionais, como a manutenção
da integridade do patrimônio nacional. A Amazônia corre
sério risco de internacionalização e nossas
Forças Armadas não têm condições
de, numa guerra convencional, mantê-las, segundo declarações
de um de seus ex-comandantes.
Infelizmente, esta é a análise possível de
ser feita, com um mínimo de critério, isenção
e imparcialidade. Contudo, nem tudo está perdido. O bravo
povo brasileiro cansou de dar provas concretas, no passado, da sua
capacidade de superar condições adversas, ultrapassá-las
e retomar o caminho inexorável do desenvolvimento e da segurança,
a fim de ser a potência do terceiro milênio.
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