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Irm Marcos
Coimbra
SEM LEI E SEM ORDEM - VI
Prof. Marcos Coimbra
A sucessão de escândalos não finda. Cada dia
é um novo e mais agressivo. O mais recente atinge a ONG Associação
para Projetos de Combate à Fome- Ágora, acusada de
emitir 54 notas "frias" ou "irregulares" no
valor de R$ 800 mil, dentre outras fraudes. Ela é mantida
pelo empresário e amigo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, o Sr. Mauro Dutra, também feliz possuidor
da empresa de informática Novadata, que já faturou
mais de R$ 200 milhões, desde o início da atual administração.
Na citada ONG participaram figuras expressivas do PT do Distrito
Federal, como o deputado Sigmaringa Seixas (PT-DF), o secretário-executivo
da Casa Civil, Sr. Swedenberger Barbosa, que foi integrante do Conselho
Fiscal da entidade entre 2001 e 2003, quando se afastou para assumir
sua elevada função na administração
federal e outras elevadas autoridades da administração
atual.
A Operação Vampiro desencadeada pela Polícia
Federal descobre uma quadrilha que fraudava licitações
da administração federal para a compra de remédios
com o objetivo de vender medicamentos superaturados à União.
Em apenas dois meses, a quadrilha reservou R$ 1,070 milhões
de propinas milionárias pagas a servidores do ministério
da Saúde, inclusive ao coordenador geral de recursos logísticos
do ministério da Saúde, Sr. Luiz Cláudio Gomes
da Silva. O Sr. da Silva foi subordinado ao ministro da Saúde,
Sr. Humberto Costa, quando o mesmo era prefeito de Recife e cuidava
de todas as compras milionárias da administração
federal na área de saúde. Em sua casa foram encontrados
R$ 120 mil, além de R$ 60 mil em dólares e R$ 25,9
mil em euros. Vários empresários e "lobistas"
encontram-se presos, sendo o último a se apresentar o empresário
Lourenço Rommel Pontes Peixoto, um dos donos do "Jornal
de Brasília". Encontra-se ainda foragido o empresário
Marcos Jorge Chaim. A polícia descobriu que a quadrilha agia
não apenas nas licitações de hemoderivados,
como também nas compras "emergenciais" do ministério,
como medicamentos de vários tipos, equipamentos cirúrgicos
e material de consumo. O esquema também funcionava em compras
de Estados e municípios, incriminando, até o momento,
17 pessoas, podendo alcançar o número de 30.
Para culminar, documentos apreendidos pelo FBI, a polícia
federal americana, mostram que a Fundação Nacional
do índio (FUNAI) abastecia o contrabandista de origem tcheca
Milan Hrabovsky, preso nos EUA no fim do ano passado, vendendo partes
de animais silvestres vindos do Brasil. A documentação
inclui notas fiscais da FUNAI enviando material diretamente para
o contrabandista. Segundo o delegado Jorge Pontes, chefe da Divisão
de Repressão a Crimes contra o Meio Ambiente, o contrabando
envolvendo a FUNAI representou um dos maiores estragos na biodiversidade
do país. Ele exibiu um colar de dentes caninos que pode ter
levado à morte de pelo menos 11 onças pintadas. Os
índios recebiam, no máximo, R$ 10 por presa de onça,
enquanto no exterior uma peça destas custa mais de US$ 5
mil. Agora, até os leitores mais desavisados entendem as
razões de ONGs, financiadas do exterior, exigirem a demarcação
de terras indígenas, bem como a proibição da
entrada de autoridades brasileiras, até das Forças
Armadas nestes territórios, a exceção, é
óbvio da FUNAI.
De acordo com o senador Mozarildo Cavalcanti (PPS-RR), as organizações
não-governamentais estão funcionando no país
sem controle de qualquer órgão público federal,
estadual ou municipal, mas recebem proporcionalmente mais verbas
do que estes. Em 2003, o governo repassou R$ 1,3 bilhão para
as ONGs, o equivalente a 41,4% da verba federal transferida de forma
voluntária para os 5.560 municípios do Brasil. O valor
representa 44,8% do que o governo encaminhou para os Estados, excluídas
as transferências obrigatórias. Pelos dados apresentados,
existe uma clara tendência em se priorizar a ação
destas organizações em detrimento das políticas
públicas, pelas quais pagamos uma carga tributária
de cerca de 40% do PIB. O senador ainda acrescentou que "este
tipo de atitude enfraquece estados e municípios e fortalece
as ONGs, muitas delas funcionando de forma irregular e sem qualquer
controle dos tribunais de contas".
Desta forma, constata-se a nefasta influência exercida por
muitas ONGs, pois na realidade muitas são meros instrumentos
de ação empregados pelos "donos do mundo"
para viabilizar seus propósitos. Como contam com a cumplicidade
de muitas autoridades governamentais e da mídia amestrada,
já agem no Brasil como verdadeiras autoridades, ditando políticas
e estratégias a serem seguidas pelas diversas administrações.
Chegam a possuir programas de TV e emissoras de rádio, ocupando
todos os espaços vazios, intitulando-se representantes da
"sociedade civil", termo gramscista cunhado e de utilização
mundial, repetido infantilmente por quem não sabe sobre o
que está dizendo. Falam em nome da "opinião pública",
quando de fato representam a "opinião publicada",
pois dominam a mídia. Os maiores absurdos da História
do Brasil têm sido cometidos por iniciativa destas organizações,
como, por exemplo, o inaplicável "estatuto do desarmamento".
Até quando o povo brasileiro será obrigado a aturar
esta verdadeira inversão de valores, processo pérfido
e servil de traidores da pátria, que está levando
o nosso rico país a uma situação de caos, anarquia
e desespero, onde não há lugar mais nem para a esperança?
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