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Irm Marcos
Coimbra
Soberania Nacional
caracteriza-se pela "manutenção da intangibilidade
da Nação, assegurada a capacidade de autodeterminação
e da convivência com as demais Nações em termos
de igualdade de direitos, não aceitando qualquer forma de
intervenção em seus assuntos internos, nem participação
em atos dessa natureza em relação a outras Nações,
significando também a supremacia da ordem jurídica
em todo o território nacional", de acordo com a doutrina
da Escola Superior de Guerra. De fato, infelizmente, não
é o que se presencia no Brasil de hoje. Em todos os setores
do país, as decisões são tomadas por imposição
do resto do mundo, principalmente através da perniciosa atuação
de algumas ONGs, meros instrumentos de ação dos Centros
de Poder Econômico, aos quais denominamos de "donos do
mundo"
Na Amazônia, procede-se à demarcação
de terras indígenas, que já abrangem 12% do território
nacional, financiadas inclusive por ONGs estrangeiras. Abre-se a
perspectiva de que, em curto prazo, sejam criadas "nações
indígenas", sob o comando de alienígenas, colocando
em risco a Integridade do Patrimônio Nacional. Iniciativas
destinadas a grandes projetos de infra-estrutura, necessários
ao desenvolvimento do Brasil são obstadas por ONGs sob o
comando do exterior, que chegam a comandar a política a ser
adotada por órgãos governamentais brasileiros. Ações
na área de Segurança são determinadas por ONGs
financiadas do exterior, as quais chegam a traçar as "políticas
de segurança pública", impondo aos brasileiros
um monstrengo de agressão à auto-estima dos "tupiniquins",
denominado de "estatuto do desarmamento". É tão
radical que traz a mente tristes recordações ocorridas
no passado, como as perpetradas por ditaduras sangrentas na antiga
URSS, na Alemanha, em Cuba, onde ditadores ferozes desarmaram a
população, para depois impor um regime de força.
Caso sancionada, como está, levará à ilegalidade
centenas de milhares de cidadãos honestos, dignos e de bons
costumes. Haja presídio! Não vão resolver o
problema e criarão milhares de outros. Dados confidenciais
em poder do Exército Brasileiro serão disponíveis
até a estrangeiros. Mais exemplos poderiam ser citados, mas
não cabem neste espaço.
O comum em todos eles é a conivência de um Legislativo
incapaz de agir com autonomia, que se curva a qualquer grito do
Executivo, bem como a cumplicidade de uma mídia amestrada,
regiamente paga para servir aos objetivos dos "donos do mundo".
A recente e desastrada agressão à liberdade de expressão
no Brasil, representada pela expulsão de um jornalista estrangeiro,
sem a devida apreciação pelo Judiciário de
suas responsabilidades acende a luz vermelha no painel de segurança
de todos nós. O grupo detentor do poder político no
país possui algum compromisso com a Democracia? Ou no momento
adequado vão partir para a adoção de medidas
autoritárias, a exemplo de seus ídolos? Está
mais do que explicada a pressão para o controle externo do
Poder Judiciário.
Existe claramente em ação a estratégia imposta
pelos "donos do mundo", líderes do sistema financeiro
internacional, para progressivamente implementar um governo mundial.
As etapas do processo estão claramente delimitadas. A adoção
da "globalização", nova denominação
do "neocolonialismo", partindo dos países centrais
para a periferia, com o domínio da expressão econômica
do Poder Nacional, através da imposição dos
ditames dos organismos internacionais: FMI, OMC, Banco Mundial,
BID e outros. Abertura da economia, com eliminação
de barreiras protecionistas, adoção da lei de patentes,
inclusive com efeito retroativo, privatização selvagem,
para transferir o patrimônio real das nações
menos desenvolvidas para os detentores do "papel pintado",
controle da inflação, para garantia do retorno das
suas aplicações de capital e outras. O total controle
dos meios de comunicação de massa, seja através
da colocação de pessoas de confiança, os "testas-de-ferro",
até a participação via indireta no comando
das empresas de jornalismo, ou emprestando-lhes moeda para mantê-los
dependentes ou simplesmente remunerando regiamente os principais
formadores de opinião e jornalistas famosos, montando a chamada
"mídia amestrada".
Em paralelo, atuam através da criação de inúmeras
ONGs, financiadas pelo exterior, sem qualquer controle, com dirigentes
percebendo salários invejáveis ,sem prestar contas
a ninguém e com recursos vultosos para colocar suas mensagens
na imprensa, objetivando fabricar a chamada "opinião
publicada". Falam em nome do povo (sociedade civil), sem procuração.
Trabalham incansavelmente para destruir as Instituições
Nacionais: Família, Igreja, Estado, Escola, Empresa. Procuram
demolir o Estado Nacional Soberano, minimizar a importância
da Igreja, desmoralizar os princípios e valores fundamentais
da Família, da Escola e da Empresa. Sucateam as Forças
Armadas, procurando subtrair-lhes quaisquer possibilidades de cumprir
suas missões constitucionais. Tudo isto é feito em
vários países simultaneamente, no mundo inteiro. Para
isto criam organizações para cooptar lideranças
políticas existentes, para propiciar-lhes meios de assumir
o Poder constitucionalmente e administrar segundo as suas determinações.
A Soberania Nacional corre cada vez mais risco. A ordem jurídica
não é mais respeitada no território nacional.
Burocratas de terceiro escalão do FMI regulam até
o volume de investimento na área social. Até a famigerada
Lei de Responsabilidade Fiscal foi adotada, por imposição
do FMI. Os incautos não perceberam que essa Lei limita as
despesas de custeio, justamente para propiciar superávit
fiscal primário, sem incluir o item juros. Por que não
criar também uma Lei de Responsabilidade Social, destinada
a limitar o pagamento dos juros internos e externos, de modo a assegurar
recursos para aplicação na infra-estrutura social.
E Soberania não possui meio termo. O país tem ou não
tem.
É a preparação para a entrega do território
nacional para os estrangeiros. É preciso reagir, enquanto
é tempo!
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