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Irm Marcos
Coimbra
O
saudoso jornalista Barbosa Lima Sobrinho, eterno presidente da ABI,
dizia que no Brasil havia apenas dois partidos: o de Tiradentes
e o de Joaquim Silvério dos Reis. O restante não era
digno mais de registro. E reconhecemos, hoje, que ele estava com
a razão. O principal problema é o aumento diário
dos adeptos de Silvério, dos traidores da Pátria.
Agora mesmo, no bojo da discussão sobre o emprego de tropas
federais no Rio de Janeiro, surge a surpreendente notícia
de que tramita no Senado, já tendo sido aprovada pela Câmara
Federal, emenda à Constituição Federal, proposta
pela administração federal, propondo que o Brasil
se submeta a sanção do Tribunal Penal Internacional
(TPI). Com isto, e mais as mudanças indicadas para o Código
Penal Militar, serão considerados crimes de guerra, inclusive
os confrontos por ocasião de "graves perturbações
da ordem interna em que haja emprego duradouro de forças
militares", situação em que estarão enquadrados
oficiais e praças. O grupo (ir)responsável pela criação
do anteprojeto foi criado pela Portaria 1036, de 2001, para definir
crimes considerados de genocídio, contra a humanidade e de
guerra. Cria no artigo 109 da Constituição, o parágrafo
6°, determinando que "o Brasil se submete à jurisdição
do TPI, a cuja criação tenha manifestado adesão".
No artigo 10 do anteprojeto determina que responderá por
responsabilidade penal e pelos crimes previstos na lei "o comandante
militar ou a pessoa que atue efetivamente como comandante militar,
pelos crimes cometidos por agentes sob o seu comando e controle
efetivo". O douto promotor da Justiça Militar, Dr. João
Arruda, integrante do Centro de Estudos de Direito Militar, afirma:
"Não é difícil deduzir que qualquer projeto
de grande envergadura, ou mesmo pequena iniciativa governamental
que possa contrariar interesses das grandes potências, será
de imediato considerado como crime contra a humanidade e sujeito
às sanções do TPI". A atual procuradora-geral
da Justiça Militar, Dra. Maria Ester Henriques Tavares, já
havia opinado que apenas em um contexto de decretação
de estado de sítio, de intervenção federal,
ou de estado de defesa seria possível, considerando a legislação
atual, a utilização de tropas federais em qualquer
unidade da Federação.
Depois desta informação, fica evidente que não
é conveniente o emprego das Forças Armadas diretamente
no combate à verdadeira guerrilha urbana travada no Rio de
Janeiro. Será uma grande armadilha. Imaginem a hipótese
de seu emprego.
Surgirão os primeiros conflitos. Mortes ocorrerão
de militares, marginais e pessoas inocentes. E aí? Como ficarão
as responsabilidades? Em um país que antigos terroristas
são anistiados, recebem polpudas indenizações
e pensões, além de alguns ocuparem postos de relevo
na República, pensem nas conseqüências. Será
um sem número de ações reivindicando reparações,
indenizações etc. A solução consiste
em fortalecer as diversas polícias já existentes,
dando-lhes meios de enfrentar o problema, livres dos palpites da
turma de "direitos humanos" e dos "ongueiros"
de plantão.
Depois do triste episódio do roubo ocorrido na madrugada
do dia 03 de maio do Depósito de Aeronáutica do Rio
de Janeiro (DARJ), em Bonsucesso(RJ), onde os narcotraficantes levaram
22 fuzis HK-33, 1 pistola 9 mm municiada com 15 cartuchos, 4 carregadores
de fuzil HK-33, carregados cada um com 40 cartuchos e uma Kombi,
fica a certeza de que o principal auxílio que as Forças
Armadas podem dar, na presente conjuntura, é impedir que
continue este cruel processo de desfalque e roubo de armas e munições
de suas instalações. Somos da época em que
valia o lema: "A guarda morre, mas não se rende".
Como explicar a fragilidade de segurança de um quartel invadido
com sucesso, sem que um disparo de reação tenha havido?
Somente é explicável pelo desprezo que as últimas
administrações federais, inclusive a atual, devotam
às Forças Armadas, negando-lhes reajuste digno para
seus integrantes, verbas suficientes para seu adestramento e aprestamento,
além de permitirem uma sórdida campanha empreendida
pela "mídia amestrada", de ataque sistemático
e inconseqüente a tudo aquilo capaz de representar lei, ordem,
disciplina e força capaz de resistir a um processo revolucionário
violento de tomada de poder.
Diariamente a imprensa denuncia atos que expõem a fragilidade
de nosso sistema de segurança, federal, estadual e municipal.
A chacina do território Roosevelt dificilmente ocasionará
a punição dos criminosos e torturadores. Já
se anuncia nova tragédia agora em Roraima, com a demarcação
da reserva indígena na Raposa/Serra do Sol. Outro massacre
ocorre na FIOCRUZ, com a morte de dois policiais militares e dois
vigias. No Rio, nem guarda municipal existe, muito menos armada.
Há a EMUVIG (Empresa Municipal de Vigilância) ainda
sem ser institucionalizada, que se especializou na guerra diária
contra os ambulantes. O presidente do Supremo Tribunal Federal declara
que; "As CPIs são conversa fiada", "quem tem
dado governabilidade a Lula é o presidente do Senado, José
Sarney", "A administração está desfocada.
Lula teria de assumir uma posição. As instituições
consolidadas da democracia se ressentem da tibieza do governo"
e "No Congresso, fui e sustentei o risco a que estavam querendo
submeter a Justiça Brasileira".
Existem claramente ministros de Estado que são provenientes
de ONGs e continuam a seu serviço, ao invés de cumprirem
seu dever para com o Brasil. Eles não são ministros.
Estão ministros. Quando saírem da administração
federal, vão voltar a servir a seus verdadeiros patrões.
Conclamamos a todos os brasileiros do partido de Tiradentes à
união para combate aos adeptos de Joaquim Silvério
dos Reis.
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