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Irm. Marcos Coimbra
Existe
claramente em ação a estratégia imposta pelos
"donos do mundo", os detentores do capital transnacional,
líderes do sistema financeiro internacional, para progressivamente
implementar um governo mundial. As etapas do processo estão
claramente delimitadas, em linhas gerais. De início, a adoção
da "globalização", nova denominação
do "neocolonialismo", partindo dos países centrais
para a periferia, com o domínio da expressão econômica
do Poder Nacional, através da imposição dos
ditames dos organismos internacionais: FMI, OMC, Banco Mundial,
BID e outros. Abertura da economia, com eliminação
de barreiras protecionistas, adoção da lei de patentes,
inclusive com efeito retroativo, privatização selvagem,
para transferir o patrimônio real das nações
menos desenvolvidas para os detentores do "papel pintado",
controle da inflação, para garantia do retorno das
suas aplicações de capital e outras.
A
seguir, o total controle dos meios de comunicação
de massa, seja através da colocação de pessoas
de confiança, os "testas-de-ferro", até
a participação via indireta no comando das empresas
de jornalismo, ou emprestando-lhes moeda para mantê-los dependentes
ou simplesmente remunerando regiamente os principais formadores
de opinião e jornalistas famosos, montando a chamada "mídia
amestrada". Em paralelo, atuam através da criação
de inúmeras ONGs, financiadas pelo exterior, sem qualquer
controle, com dirigentes percebendo salários invejáveis,
sem prestar contas a ninguém e com recursos vultosos para
colocar suas mensagens na imprensa, objetivando fabricar a chamada
"opinião publicada". Algumas destas organizações
falam em nome do povo (agora alcunhado de sociedade civil), sem
procuração. Trabalham incansavelmente para destruir
as Instituições Nacionais: Família, Igreja,
Estado, Escola, Empresa. Procuram demolir o Estado Nacional Soberano,
minimizar a importância da Igreja, desmoralizar os princípios
e valores fundamentais da Família, da Escola e da Empresa.
Sucateam
as Forças Armadas, procurando eliminar delas quaisquer possibilidades
de cumprir suas missões constitucionais. A pretexto de escassez
de recursos, vão progressivamente subtraindo-lhes recursos
para adestramento e aprestamento, levando-as à obsolescência.
Concedem-lhes reajustes salariais ínfimos, com o objetivo
de tentar quebrar-lhes o ânimo. Ao mesmo tempo, criam novas
organizações, como, por exemplo, guardas nacionais,
com outra filosofia de atuação, com recrutamento,
seleção e treinamento adequado aos objetivos da administração
no exercício do poder, distintos dos interesses do país.
Tudo é feito em vários países simultaneamente,
no mundo inteiro. Para isto criam organizações para
cooptar lideranças existentes, para propiciar-lhes meios
de assumir o Poder constitucionalmente e administrar segundo as
suas determinações.
Nas Américas, foi criado em 1982 o Diálogo Interamericano,
cujo site pode ser pesquisado via Internet por qualquer interessado
(http://www.iadialog.org). Os inocentes úteis que persistem
em tentar ridicularizar o fato dizendo que "isto é bobagem,
fruto da teoria da conspiração", podem acessá-lo
e verificar inclusive seus integrantes e principais financiadores.
O famoso Consenso de Washington, de 1988, é apenas uma derivação
do Diálogo. Não é coincidência que a
mesma política neoliberal seja adotada por países
como o Brasil, Chile, Peru, Equador e outros. Em todos foi imposta
a criação do ministério da Defesa, para o "controle
civil dos militares", por exemplo, bem como a privatização
de setores estratégicos como comunicações,
energia, água, vitais para a sobrevivência no terceiro
milênio.
A conclusão lógica é a de que o Brasil, como
os demais países na alça de mira, deve preparar-se
para enfrentar os novos desafios, em todas as expressões
do Poder Nacional. Na expressão política, eleger governantes
comprometidos com as reais aspirações nacionais, que
possuam um Projeto Nacional de Desenvolvimento, bem como condições
de implementá-lo. Fortalecer o Estado Nacional Soberano,
tornando-o de novo superavitário para poder liderar o processo
de Desenvolvimento Nacional. Na expressão psicossocial, deve
o Estado investir maciçamente, com os novos recursos obtidos,
na infra-estrutura social (saúde, educação,
segurança) para melhorar a qualidade do atendimento às
necessidades básicas da população e eliminar
o oligopólio existente nos meios de comunicação.
Na
expressão econômica, proceder a uma verdadeira reforma
fiscal, diminuindo as alíquotas tributárias e percentuais
de contribuições, para aumento da base tributária,
de modo a obter uma melhor e mais justa arrecadação.
Uma diminuição urgente da taxa de juros SELIC, seguida
pela diminuição das demais. O controle de capitais
externos e a diminuição da absurda meta de superávit
primário impostos pelo acordo com o FMI, o qual não
deve ser renovado. A auditoria da dívida externa e a renegociação
da dívida interna são outras providências indispensáveis.
Na expressão científico-tecnológica a busca
da diminuição da dependência tecnológica,
com o aumento dos recursos investidos em pesquisa e desenvolvimento
e a expansão e proliferação dos centros de
excelência existentes produtores de tecnologia. Na expressão
militar, dominar a tecnologia nuclear, bem como a espacial, a fim
de ter poder dissuasório capaz de evitar problemas sérios
em futuro próximo. Procurar remunerar dignamente os integrantes
das três Forças Singulares, mantendo o serviço
militar obrigatório, em consonância com o aprimoramento
qualitativo da parcela profissional, expandindo-a significativamente.
Enfim,
fazer aquilo que não tem sido feito, e outros países,
como a China e a Índia, estão concretizando com muito
sucesso.
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