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Irm Marcos
Coimbra
Desde
a administração FHC, existe a reivindicação
das autoridades brasileiras, no sentido de obter um assento permanente
no Conselho de Segurança da ONU. A atual administração
Lula persiste na idéia. E nós, brasileiros, perguntamos
as razões de tal desejo, considerando a conjuntura internacional
e nacional. Um país, ao assumir tal posição,
passa a ter direitos e deveres. Parece que as autoridades governamentais
só desejam o bônus e não o ônus. No momento
atual, o país, na qualidade de signatário do tratado
de não proliferação de armas nucleares (TNP,
abdicou do direito de realizar pesquisas nucleares, com finalidades
militares. Todos os países (cinco) que possuem o poder de
veto na ONU são detentores de Poder Nuclear. Não é
coincidência. Eles detêm o que é denominado Poder
de Dissuasão. Nenhum país vai tentar ferir-lhes a
Soberania, pois temem a retaliação. O preço
a ser pago será alto demais.
O Brasil, infelizmente, não possui sequer
um submarino movido a propulsão nuclear. As pesquisas na
área não progridem, devido a falta de recursos. Mas
há R$ 150 bilhões para pagar juros da dívida
interna e US$ 15 bilhões para pagar juros e lucros, com referência
ao setor externo, em 2003. As nossas Forças Armadas nunca
estiveram tão abandonadas, sem recursos para manterem-se
adestradas e aprestadas. As verbas previstas para o orçamento
de 2004 são inferiores as já minguadas executadas
no ano corrente. O meio expediente já passou a ser rotina
nos quartéis, para poupar o modesto "rancho". Os
recrutas são desincorporados antes do tempo previsto. Até
quadrilhas organizadas possuem armamento mais moderno e sofisticados,
bem como munição farta. A falsa democracia propicia
o aumento do desvio de armas, munições e até
granadas de quartéis, com a perigosa corrupção
de graduados e alguns oficiais. Praças criam uma Associação
com a finalidade de questionar na Justiça decisões
de seus superiores. Ora, todos sabem que as Forças Armadas
estão baseadas na hierarquia e disciplina. Em 1964, a gota
de água para a decisão de partir para a contra-revolução
partiu justamente da ameaça à integridade física
dos oficiais, ocasionada pela crescente indisciplina, estimulada
pelos "generais do povo", pelos sindicatos e por políticos
ambiciosos e sem escrúpulos.
O Exército conta com metade de suas viaturas
com mais de 20 anos de uso. A Marinha, no corrente ano, deu baixa
em 13 navios. Um navio leva, no mínimo, 5 anos para ser construído.
A Aeronáutica possui mais da metade de seus aviões
no solo, por falta de peça de reposição ou
de combustível. As Forças Armadas vão sendo
progressivamente enfraquecidas, para serem transformadas em meras
milícias de combate ao narcotráfico ou de controle
social. O famigerado estatuto do desarmamento é imposto pela
IANSA ao Congresso Nacional. É aprovado e a legislação
é tão drástica que supera até a previsão
dos mais pessimistas. Aprovaram a emasculação do povo
brasileiro. Caso ela seja colocada em vigor, o cidadão honesto,
digno e de bons costumes estará proibido de possuir uma arma
de fogo. Só os marginais continuarão a possuí-las.
Até os militares e os policiais, fora de serviço,
estarão impedidos de portá-las. As ordens dos "donos
do mundo" foram fielmente cumpridas pelas ONGs de fachada,
pelo império do mal, pelos sicários contratados a
peso de ouro, por inocentes úteis e por congressistas coniventes
ou ignorantes. Este é o passo inicial. As próximas
etapas são previsíveis. O referendo a ser realizado
em 2005 somente terá propaganda contra a posse de armas pelos
cidadãos cumpridores de seus deveres e pagadores de impostos.
As armas serão banidas para os homens de bem. Então
o Nirvana dos capitulacionistas terá sido alcançado.
Passo a passo, irão desarmando os atiradores, os colecionadores
e até os militares e os policiais. Apenas bandidos serão
possuidores de armas de fogo. Quem irá desarmá-los?
Será necessário apelar ao presidente reeleito Bush
para trazer os seus fuzileiros navais? Só nos resta o recurso
à Justiça. Vamos ver se ainda existem juízes
no Brasil.
Até a indústria bélica nacional
já foi destruída. A ENGESA, a IMBEL, a AVIBRÁS
foram destroçadas. A EMBRAER hoje é dominada pelos
franceses. Com a aprovação do estatuto que faz a alegria
dos bandidos ou irão a falência ou sairão do
país o restante: TAURUS, CBC, BOITO e outras. Será
a realização dos entreguistas de plantão. O
Brasil inteiramente a mercê do armamento e da munição
(até de um cartucho 22) do exterior. Como proteger a Região
Amazônica desta maneira? A cobiça mundial está
de olhos voltados para a rica Amazônia.
A propósito, lugar no Conselho de Segurança?
Quem não tem competência não se estabelece.
É piada? |