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COLUNISTAS
Amílca Silva Júnior
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Divalte Garcia Figueira
Erivaldo Cavalcanti
Geraldo Mendes dos Santos
José Francisco Rodrigues
Marcos Coimbra
Maria da Glória Sá Rosa


Situação Difícil


Irm Marcos Coimbra

O Brasil atravessa momentos difíceis de sua História. A implantação das idéias neoliberais, sob o pretexto da globalização, vendida como verdade absoluta pela mídia amestrada, provocou conseqüências danosas ao nosso país. A administração política foi entregue a meros representantes do capital transnacional, apátrida. Antigas autoridades, ao abandonar seus cargos, já começaram a usufruir benesses no exterior. FMI, Banco Mundial e bancos particulares são destinos naturais de quem se acostumou a colocar os interesses externos e particulares acima dos interesses nacionais.
A expressão econômica do poder nacional está sendo destruída, passo a passo. A economia, em processo de estagnação, vai se desnacionalizando, a cada momento. A cada ano, é motivo de preocupação o aumento do endividamento público interno e externo, a ponto de até o atual presidente do Senado, Sr. José Sarney, em declaração do final do ano passado, sonegada pela grande mídia, ter afirmado que seria necessário uma renegociação do seu valor. Em 2004, a Nação pagará cerca de US$ 45 bilhões de juros da dívida externa e de amortização da dívida externa. Cada vez mais aumenta a remessa de lucros e dividendos. O patrimônio nacional diminui, “doado” a empresas estrangeiras. Na infra-estrutura econômica, perdemos o estratégico setor de comunicações. Na energia, já fomos forçados, em passado recente, com a possibilidade de tornar a ocorrer novamente, a aceitar um ridículo racionamento, no terceiro milênio, em um país que é detentor da maior reserva de água doce do mundo, dentre outros recursos energéticos abundantes. O setor transportes ou está deteriorado ou entregue ao apetite voraz de grandes empresas privadas e empreiteiras. O empresário privado nacional é uma espécie em extinção. Os banqueiros, cada vez ganhando mais, alcançando os maiores bancos do país cerca de 17 bilhões de reais de lucro, no ano de 2003. O país pagou, nos últimos doze meses, cerca de R$ 150 bilhões de juros da dívida interna.

Investem em saúde em torno de 20% deste valor. Menos ainda em educação. A segurança pública inexiste. Crescem as razões de insegurança em toda a Nação. Estouram crimes hediondos em todo o país. O MST invade terras produtivas, a Justiça concede a reintegração de posse e nada acontece. Autoridades estaduais pertencentes ao PT impedem que as ordens judiciais sejam cumpridas. A taxa de desemprego chega a mais de 18% da população economicamente ativa, de acordo com o DIEESE. Os salários reais diminuem a cada período de tempo. A concentração de renda, medida pelo coeficiente de Gini, alcança 0,60, indicando uma das maiores concentrações de renda do mundo. Os indicadores de desenvolvimento humano apontam o Brasil nivelado aos países mais miseráveis da Terra. Cresce a ocupação real da Amazônia pelos estrangeiros. As Forças Armadas não estão equipadas de acordo com a estatura político-estratégica do país.

De fato, o Brasil está ameaçado de não atingir os objetivos fixados por nossos antepassados. Os de alcançar o patamar das nações mais desenvolvidas do mundo, oferecendo condições dignas de vida ao seu povo. Para isto, é necessário reverter o atual quadro, voltando a ter como referência os Objetivos Nacionais Permanentes, elaborando um Plano Nacional de Desenvolvimento e implementando-o, através de técnicos nacionais competentes. Analisando o atual quadro, o panorama é preocupante. Os “donos do mundo” continuam no poder no país, mesmo após a eleição de Lula, utilizando seu avassalador poder econômico e o domínio da mídia amestrada.

Chega a ser assustador o grau de apatia das elites dirigentes e a manipulação do povo brasileiro como massa de manobra, iludido por utopias diversionistas. Nunca o povo brasileiro foi tão explorado e humilhado. Com o escândalo Waldomiro, e a negativa da administração Lula em permitir a instalação sequer da CPI dos Bingos, diminuem muito as possibilidades de sua reeleição. Novos escândalos vão surgindo e sendo devidamente abafados. Mas o cidadão brasileiro não é burro. A partir de agora, a omissão será cobrada dia a dia, representando uma verdadeira vitória de Pirro. As eleições municipais de 2004 já deverão mostrar o novo panorama. Já voltam a falar na hipótese de o ex-presidente FHC ser de novo candidato, em 2006. Bem, no Brasil de hoje, tudo é possível. Agora, o que não é possível é a manutenção da atual situação de extrema vulnerabilidade da economia brasileira, sujeita a abalos, em função de avaliações feitas por agências de risco estrangeiras, apenas interessadas em especular e ganhar dinheiro fácil.






( * ) O Irm Marcos Coimbra - é Professor Titular de Economia junto à Universidade Cândido Mendes
Professor na UERJ
Conselheiro da ESG
Correio eletrônico: mcoimbra@antares.com.br
Site:
www.brasilsoberano.com.br