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Irm Marcos
Coimbra
Em um país que padece de problemas terríveis e insolúveis,
como a miséria, o desemprego, a carga tributária extorsiva,
a corrupção endêmica, o nepotismo alucinado,
a supressão de direitos sociais, a falta do atendimento às
necessidades básicas da população, em saúde,
educação, causa espécie a fixação
de alguns segmentos na tentativa de desarmar o cidadão honesto.
A maioria do povo brasileiro não conhece o assunto com profundidade,
deixando-se levar por campanhas levianas. A idéia do desarmamento
civil faz parte de um plano global de criação de um
governo mundial, comandado pelos "donos do mundo", com
a intenção de impor a constituição de
uma "força internacional de paz", sob a sua direção,
com o poder de intervir em qualquer região do mundo, extinguindo
o conceito de soberania nacional. As Forças Armadas dos países
periféricos seriam reduzidas à situação
de milícias com a missão apenas de contenção
social e de combate ao narcotráfico.
O Brasil,
devido à sua atual fragilidade, em todas as expressões
do Poder Nacional, e por causa de sua importância estratégica
foi escolhido como laboratório da experiência sinistra.
Conseguindo-se dobrar a resistência dos brasileiros e implantando-se
a medida ditatorial, a exemplo do realizado por Lênin, Stalin,
Hitler e outros, será, então, aproveitada como modelo
a ser seguido por outros países. De início, houve
a destruição da bem sucedida indústria bélica
nacional, com a derrubada da IMBEL, da ENGESA, da Avibrás
e a privatização da EMBRAER. Em paralelo, a proibição
do desenvolvimento da tecnologia nuclear, representada pela adesão
incondicional ao Tratado de Não Proliferação
de Armas Nucleares, o esvaziamento do programa nuclear da Marinha
e o enfraquecimento de nossas Forças Armadas, por meio da
alocação de recursos insuficientes para suas necessidades
básicas.
O objetivo
agora é terminar o serviço. A primeira meta é
proibir o porte legal de arma e aumentar a restrição
à posse. Atingida, as outras irão se sucedendo progressivamente
até desarmar completamente o povo brasileiro, inclusive as
Forças Armadas. As atuais empresas produtoras de armas e
munições como a Taurus, CBC, ROSSI, BOITO e outras,
sem o mercado interno, irão também à falência
ou serão compradas por empresas estrangeiras. Então,
os hoplófobos (pessoas possuidoras de aversão a armas
de fogo) ficarão satisfeitos, fazendo jus às verbas
recebidas do exterior, destinadas à consecução
deste desiderato. O Brasil ficará inteiramente dependente
do exterior, sendo obrigado até a importar um cartucho 22.
E a Amazônia, possuidora de vastos recursos naturais, da água
ao nióbio, ficará à mercê da vontade
das potências imperialistas. Por esta razão estratégica,
o Exército esclareceu o assunto junto a congressistas brasileiros.
Partindo-se
destas premissas, podemos entender aquilo que está acontecendo.A
campanha é chefiada pela IANSA, órgão filiado
ao governo britânico, possuidora de uma rede de mais de 200
ONGs no mundo, fundada com esta missão, a qual o Viva Rio,
principal promotor da medida ditatorial no Brasil, é subordinado.
Analisando-se o seu orçamento, segundo informações
colhidas em seu site, relativas ao ano de 2002, encontramos os seguintes
dados: de um valor declarado de cerca de R$ 18 milhões, 33,44%
são de governos e organismos internacionais (governo britânico,
CEE, Fundação Ford, BID, Banco Mundial, Organização
Soros, UNESCO etc.), 13,95% de empresas estrangeiras (Souza Cruz,
Icatú Holding, C&A, Light e outras), 15,21% do governo
brasileiro (PETROBRAS, BNDES, FURNAS, Ministério da Justiça
etc.), 10,38% do governo brasileiro (Secretaria de Estado da Fazenda
e da Justiça do Rio de Janeiro, FIA etc.), 16,28% de empresas
e associações brasileiras (CNI, CIPAN, Fundação
Roberto Marinho etc.), 10,80%, indeterminados, ou seja, cerca de
48% são recursos do exterior e 25,60% do governo do Rio e
da União. E esta organização é considerada
ONG. Só o governo britânico remeteu R$ 1 milhão
só para a passeata de novela e a "lavagem cerebral"
empreendida pelo "império do mal" não está
sendo feita graciosamente. Há muito dinheiro utilizado por
ela para comprar os sicários pagos para tapear os "inocentes
úteis". Estes são os fatos. O resto é
cortina de fumaça. Podemos apontar dezenas de argumentos
contra os hoplófobos, mas isto não seria importante.
A mentira muitas vezes repetida vale mais do que a verdade. |