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Irm Marcos
Coimbra
Nos
últimos tempos, infelizmente, presenciamos em nosso país
a imposição de um verdadeiro culto à covardia,
à subserviência, à submissão, principalmente
por parte da mídia amestrada.
Observamos, com admiração, o progresso em quase todos
as expressões do Poder Nacional da China e da Índia.
Crescem o PIB a expressivas taxas todos os anos, possuem poderio
militar, inclusive com capacidade nuclear e domínio da tecnologia
de ponta na área aeroespacial e são respeitadas no
contexto internacional. Há trinta anos atrás, nosso
Brasil estava em melhores condições para a "decolagem"
do que eles. Agora, descemos da situação de 8ª
posição para o 15° degrau, considerando-se o PIB.
Nossa taxa de crescimento em 2003 deverá ter ficado em torno
de 0,3%, representando na prática a estagnação.
Nunca a concentração de renda foi tão dramática.
Os banqueiros nacionais e internacionais aumentam sua remuneração,
brutalmente, a cada ano. Os salários, como percentual da
Renda Nacional, caem de mais de 60%, há 20 anos atrás,
para 31,5% no primeiro ano da administração Lula.
Parcelas cada vez maiores do território nacional são
demarcadas por pressão de organismos internacionais, criando
vastas extensões de terras para alguns poucos milhares de
"índios" já civilizados. Organismos externos
obrigam o Congresso a aprovar o famigerado estatuto do desarmamento,
para alegria dos marginais. Parte da imprensa, regiamente paga,
procura criar a cultura da não resistência no antes
bravo povo brasileiro. Em caso de assalto, "não resista,
fique a mercê do bandido drogado que está agredindo
o cidadão". Inúmeros casos de famílias
inteiras violentadas por psicopatas, soltos até por indulto
de natal, sequer são comunicadas à polícia,
por medo de represálias. As autoridades e suas famílias
(até os netos) que aprovaram o estatuto continuam a circular
em carros blindados, protegidos por seguranças públicos
ou de empresas privadas. E a nossa juventude é "educada"
desta forma, de acordo com as diretrizes impostas pelos defensores
dos direitos humanos dos bandidos. Um exemplo claro das conseqüências
desta ação é a postura da seleção
de futebol sub-23. Dispunha de excelentes jogadores, individualmente,
mas fracassou porque eles não tinham alma, fibra, raça,
espírito de equipe.
De nada adianta para um país desenvolver-se apenas na expressão
econômica, caso não evolua nas demais. Será
uma mesa desequilibrada, com seus pés, cada um de um tamanho
diferente. É o caso do Japão. Atingiu o desenvolvimento
econômico, mas não tem desenvolvimento militar. Já
os EUA são a potência mundial, de caráter hegemônico,
porque desenvolveram as cinco expressões do Poder Nacional.
O Brasil ainda não conseguiu obter o desenvolvimento em nenhuma.
Atingimos, tempos atrás, o crescimento econômico, mas
não o desenvolvimento econômico. Devemos alcançá-lo
para, então, partir para atingir o desenvolvimento das demais
expressões. É necessário fortalecer, e muito,
a expressão militar do Poder Nacional, a fim de que possamos
proteger nosso povo, nossas riquezas e nosso imenso território.
No dia 02 de junho de 2000, a administração brasileira
acabou aceitando a assinatura do Protocolo 505, um acordo pelo qual
os EUA se comprometem a doar-nos material bélico sucateado,
tendo como contrapartida a abertura de nossos quartéis para
inspeções regulares Revive o famigerado Acordo Militar
Brasil-EUA. Representa o retorno à situação
vivenciada pelo Brasil, antes do Governo Geisel, quando este promoveu
o rompimento do então vigente acordo militar Brasil-EUA.
Logo depois da visita, em passado recente, do Sr. William Cohen
ao país, foi criado o ministério da Defesa, comandado
por um civil, por imposição dos EUA, com a extinção
do EMFA e dos ministérios militares, reduzidos agora a Comandos.
O sistema financeiro internacional continua a eleger e derrubar
presidentes e outros menos votados. O Congresso demonstra, com os
últimos episódios, o grau de corrupção
acentuada e sua tibieza. Deputados mudam de partido em troca de
benesses diretas e indiretas. Os eleitos são perfeitos representantes
do nosso Legislativo.
A solução principia em lutar para resgatar a soberania
e o desenvolvimento da pátria, perdidos nos últimos
anos. Mudar o modelo selvagem ora adotado e dar um choque de competência
e dignidade nas atuais administrações. Renovar tudo.
Investir em infra-estrutura econômico-social. Recuperar a
auto-estima perdida e formar cidadãos livres, corajosos,
de bons costumes, honestos, dignos de nossos antepassados.
Na expressão militar, investir pesadamente no soerguimento
da indústria bélica do Brasil. A ENGESA, a IMBEL deverão
ser recuperadas. A EMBRAER, mantida sob controle nacional e estimulada.
Somente assim teremos um razoável nível de independência
tecnológica na área militar. O exemplo da Argentina
no triste episódio da guerra pelas Ilhas Malvinas é
esclarecedor. É vital investir na tecnologia nuclear, para
que possamos dominar o processo, hoje ao alcance de vários
países do mundo. Vamos dotar nossas Forças Armadas
de meios que lhes possibilitem defender efetivamente o Brasil, bem
como cumprir suas funções constitucionais.
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