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Irm Marcos Coimbra*
Todos
sabem que a principal fonte de arrecadação
do governo é originária dos tributos, os quais,
segundo o código tributário nacional, são:
impostas taxas e contribuição de melhoria.
Vários autores afirmam que no Brasil existem cerca
de 60 tributos, o que não é exato. Na verdade,
são em torno de sessenta tributos e contribuições
de todos os tipos, envolvendo desde os tradicionais impostos,
como IPI, ICMS, Imposto sobre a renda, até COFINS,
FINSOCIAL, CSSL e outras arrecadações que
compõem as chamadas outras receitas correntes do
governo. Além da carga tributária real no
Brasil ser elevada, algo em torno de 34 % do PIB ao ano,
caso não houvesse uma sonegação da
ordem de 100 % do valor arrecadado, ela seria o dobro. Assim,
quando as alíquotas são elevadas, aumenta
o estímulo à sonegação. O correto
seria a diminuição das alíquotas cobradas,
para aumentar o universo tributário e arrecadar mais,
cobrando menos de todos.
Contudo, é vital flagrarmos e denunciarmos os excessos
que ocorrem hodiernamente no país, constituindo praticamente
uma regra. Já no mês de janeiro, principia
a extorsão. Começando pela habitação,
onde o contribuinte pago um IPTU cada vez maior, mas baseado
num valor venal desprezado quando o referido imóvel
é vendido, pois as prefeituras arbitram um ITBI calcado
em valores que chegam a atingir três a quatro vezes
o valor estipulado no IPTU, bem acima do mercado. Quando
o imóvel é foreiro à União,
ainda paga o anacrônico foro e, em caso de venda,
o laudêmio além de todos pagarem a taxa de
prevenção de incêndio. Em Petrópolis,
deve pagar o laudêmio e o foro à família
imperial brasileira. Em outros locais, paga-se a entidades
de origem religiosa.
Caso possua um automóvel, é obrigado a pagar
o IPVA, bastante elevado, cujo objetivo principal é
a conservação das ruas, rodovias e estradas,
porém, ou as mesmas estão em péssimas
condições ou então são entregues
à exploração predatória de empresas
privadas. E ainda paga um seguro elevado, pois o governo
não garante a segurança, além de existirem
as indústrias das multas, onde empresas particulares
participam com generosos percentuais dos valores extorquidos,
transformando a filosofia do código brasileiro de
trânsito de educativo em repressivo, instrumento de
captação de recursos. E ainda há outras
indústrias: vistoria, controle de poluição
(ao invés de obrigarem as montadoras a resolver o
problema, penalizam o comprador que acaba de adquirir o
automóvel 0 km na revendedora), inspeções
de maus policiais procurando razões inexistentes
para multar, ISS, ICMS, Cide, IOF, Selo Verde etc.
Agora, querem voltar a cobrar taxa de luz (iluminação
pública) e taxa de lixo. A arrecadação
não para de crescer. E as despesas aumentam mais
do que proporcionalmente. Agora mesmo, o governo do Estado
do Rio não pagou o 13° salário ainda,
procurando a União para obter ajuda, enquanto paga
salários de marajás a servidores no executivo,
legislativo e judiciário. Por exemplo, o comandante
da PM acaba de solicitar aposentadoria por invalidez, objetivando
ganhar mais 20% de adicional, além de passar a não
descontar imposto de renda, passando assim a ganhar mais
do que um general.
O cidadão sente-se extorquido a cada instante e
cada vez mais, num paroxismo frenético. Seus rendimentos
reais vão diminuindo e seu poder de compra decrescendo.
É hora de um basta a esta covarde exploração
do cidadão brasileiro para garantir o pagamento de
juros internos e externos escorchantes. |