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Irm Marcos Coimbra*
Uma
das normas impostas pelos "donos do mundo" trata
das Forças Armadas dos diversos países, prevendo
sua progressiva extinção como Instituição
responsável pela Segurança Nacional de cada
um. Esta determinação também consta
das recomendações elaboradas a partir do encontro
conhecido como "Consenso de Washington". O objetivo
final é a criação de um governo mundial,
a ser comandado pelos EUA, com a colaboração
de alguns aliados. A ONU deverá ser utilizada apenas
como cobertura para as ações deste reduzido
grupo de países.
O mundo foi dividido entre três grupos de países:
1º) o dos mais desenvolvidos (G-7), destinado a produzir
bens mais sofisticados e a gerar tecnologia, cada vez mais
prósperos (Ex: EUA); 2°) os países ditos
intermediários, possuidores de vastos recursos naturais,
que seriam dependentes da tecnologia dos primeiros, produzindo
os bens dependentes dos fatores de produção
trabalho e terra, abundantes, com seus efeitos poluidores
do meio ambiente (Ex; Brasil); 3°)) o dos países
simplesmente extratores, meros fornecedores de matérias
primas (Ex: Bolívia). Esta nova ordem internacional
deve vigorar a qualquer preço e as nações
perturbadoras (China, Índia) devem ser contidas,
por intermédio de ações econômicas,
políticas, psicossociais e até militares.
Daí
percebe-se que um dos requisitos impostos pelas nações
centrais às nações periféricas
é justamente o de abdicarem de suas respectivas soberanias
nacionais, aceitando a tese da soberania relativa. Para
isto é vital a extinção progressiva
das Forças Armadas dos demais países, em um
processo diabólico. De início, a mídia
amestrada procura desmoralizá-las e a seus integrantes,
sob qualquer pretexto. Em seguida, cortam os recursos orçamentários
destinados a elas, tirando-lhes as condições
de operação, progressivamente, fazendo-as
abdicar do domínio do ciclo de tecnologia nuclear,
para impedir o acesso a artefatos nucleares. Depois, extinguem
o serviço militar obrigatório, para cortar
os vínculos dos militares com o povo, sob o pretexto
de que bastam soldados profissionais nas Forças Singulares.
Depois, diminuem seus efetivos ao mínimo, impondo-lhes
uma formação eminentemente profissional, extirpando
os fundamentos cívicos, morais e éticos dos
seus currículos, colocando-os ainda sob o comando
de um civil. Em seguida, passam a empregá-las nas
chamadas ações complementares (construção
de estradas, entrega de alimentos, combate à fome
e outras), que deveriam ocupar somente 10% de seu tempo
e passam a ocupar cada vez mais seu espaço. Finalmente,
transformam-nas em meras milícias de combate ao narcotráfico
e de controle social, passando a responsabilidade da Segurança
Externa para uma "força internacional de paz",
constituída por tropas multinacionais, sob a chefia
da potência hegemônica, que passará a
ser a responsável pela Segurança Coletiva.
Em
paralelo, outras ações são implementadas,
tais como o esvaziamento das Forças Auxiliares (polícias
militares), a progressiva intimidação das
autoridades, em especial da polícia civil, o fortalecimento
de ONGs, em especial de direitos humanos, o desarmamento
da população civil, composta pelos cidadãos
dignos e de bons costumes, deixando a população
desprotegida, a mercê dos grupos organizados de criminosos,
tirando-lhes a capacidade de resistência. O plano
diabólico elaborado estará completo.
Será
muito mais fácil para os países mais ricos
exercer seu poder sobre as nações periféricas,
acelerando o processo de transferência de renda destas
últimas para as primeiras, com o emprego das leis
do comércio internacional e das taxas cambial e de
juros, aumentando cada vez mais as diferenças de
renda e de padrão de vida entre os dois grupos. Estará
cristalizada a disparidade entre ricos e miseráveis,
com suas graves implicações econômicas,
políticas e psicossociais, principalmente. Será
muito difícil para qualquer país menos desenvolvido
melhorar as condições de vida de seu povo,
ascendendo ao patamar das nações superiores.
É
imperioso iniciar o movimento de resistência, no âmbito
nacional, com a participação de todas as forças
vivas do Brasil, no sentido de obstar a concretização
deste plano maléfico.
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