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Sobr Maria Lúcia M Ribas*
Sei
que “consumir” é um prazer para muitos. O duro
é “pagar” depois. Um dia desses conversando com
uma amiga, estávamos falando sobre as datas de aniversário
da família dela, que coincidentemente são todas no
meio do ano. Falei brincando: você poupa seis meses e gasta
em dezembro (Natal); depois poupa mais seis meses e gasta, em julho
(aniversários). Ela me disse rindo: ou gasto em dezembro
e pago em seis meses, gasto em julho e pago nos outros seis meses.
Que ingenuidade a minha! Num mundo capitalista, onde existem inúmeras
maquiadas facilidades de pagamento, como cartões, empréstimos,
fiado e etc. Sinto ansiedade de compartilhar um conselho que ouvi
o João receber nesse fim de semana:- Pedro, na roda de amigos,
disse a João: João, você precisa de uma cirurgia
plástica.
João, apreensivo, respondeu: o que tenho de tão errado?
Pedro concluiu: cortar os plásticos da sua vida. Entre as
gargalhadas, pensei se todos entenderam a sábia definição
para essa cirurgia.
Muitos de nós precisam cair na real e fazer uma cirurgia
plástica gratuita em nós mesmos. Cortar todos os plásticos
excessivos e prejudiciais a nossa vida profissional, familiar e
social. Deixar de consumir para pagar em seis meses, para então
poupar, em seis meses e pagar, com tranqüilidade o que desejamos,
um dia.
Um
filme chamado “Save the last dance” diz que as coisas
que queremos depende só de nós mesmos e da nossa atitude.
Parece bonito falar, mas difícil de fazer, então aí
vai uma dica: não tente aplicar todas as dicas no seu dia-a-dia.
Escolha uma e trabalhe em cima.
É possível! Boa sorte.
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