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Irm José Francisco Rodrigues -

Fonte: folha online
Os habitantes do planeta consomem mais recursos naturais
da Terra do que realmente necessitam e neste ritmo, seu
nível de vida e de desenvolvimento pode começar
a sofrer uma deterioração a partir de 2030.
A descoberta foi divulgada pela organização
ecológica WWF International, em um informe publicado
hoje em Gland (Suíça). A cada ano, a utilização
de recursos naturais supera em 20% a capacidade do planeta
para regenerá-los e esta cifra continua crescendo,
acrescenta WWF. Segundo as projeções, em 2050
a população mundial consumirá entre
180% e 220% de seu potencial biológico do globo.
Em seu informe "Planeta vivente", publicado a
cada dois anos, a WWF International assinala que cada um
dos 6 bilhões de habitantes do planeta poderia dispor
de 1,9 hectare de terra e de mar produtores de recursos.
Mas o consumo de recursos naturais exige em média
2,3 hectares por habitante, ou seja, 0,4 hectare a mais.
O consumo de um africano ou de um asiático não
é mais de 1,4 hectare em média, enquanto os
de um europeu do Oeste chega a 5 e os de um norte-americano
a 9,6. O índice "Planeta Vivente" é
uma análise das variações da população
de centenas de espécies animais e mostra uma redução
de 35% nos últimos 30 anos. Esta redução
chega nas espécies de água doce a 54%, das
quais 195 que vivem em rios ou em zonas úmidas. "Isto
é o resultado do que a humanidade faz à biosfera",
declarou Claude Martin, diretor geral de WWF Internacional
Excesso
de trabalho pode levar à morte
LONDRES
- Dormir menos de 5 horas, duas vezes por semana, dobra risco
de infarto Trabalhar longas horas e ter pouco tempo de sono
ou de descanso é um atalho para uma morte prematura.
A conclusão é de um estudo feito por pesquisadores
ingleses e japoneses. Trabalhar 60 horas ou mais por semana
e dormir pouco dobra o risco de ter um infarto, diz a pesquisa.
Cinco ou menos horas de sono, duas noites na semana, foi associada
ao dobro ou mesmo o triplo do risco de ter um ataque cardíaco.
O estudo, feito entre 1996 e 1998, observou 260 homens entre
40 e 79 anos que sobreviveram a um ataque cardíaco,
comparando-os com 445 homens sem histórico de paradas
cardíacas. Todos responderam perguntas sobre seu trabalho,
seu modo de relaxar e os padrões de sono, e foram avaliados
peso, dieta, pressão sangüínea, taxa de
colesterol e de glicose. O estudo descobriu que, enquanto
os participantes tinham os mesmos estilos de vida e condições
médicas, o grupo de cardíacos trabalhou mais
horas, dificilmente relaxava e dormia menos que cinco horas
mais freqüentemente que o outro grupo. Os autores do
estudo Suminori Kono, da Universidade de Kyushu, no
Japão, e David Snashall, do Hospital Guys &
St. Thomas, em Londres disseram que a privação
do sono leva a aumento da pressão sangüínea,
e estresse crônico causa anomalias nas funções
do coração. As duas condições
são causadores potenciais de infarto. Os autores recomendam
uma semana de trabalho com no máximo 40 horas e uma
boa semana de sono. E aconselharam aqueles que trabalham mais
para também dormir mais e ter períodos maiores
de descanso.
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