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Col Irm José Francisco
Rodrigues - Dia 02/03/2002

Esta é uma história
circulou que entre os principais especialistas Norte-americanos
em atendimento ao cliente.
Parece loucura, mas não é.
Ela começa quando o gerente da divisão de
carros "Pontiac", da General Motors dos EUA, recebe
uma curiosa carta de reclamação de um cliente.
Eis o que este cliente escreveu:
"Esta é a segunda vez que mando uma carta para
vocês e não os culpo por não me responder.
Eu posso parecer louco, mas o fato é que nós
temos uma tradição em nossa família,
que é a de tomar sorvete depois do jantar.
Repetimos este hábito todas as noites, variando apenas
o tipo de sorvete, e eu sou o encarregado de ir comprá-lo.
Recentemente, comprei um novo Pontiac, e desde então
minhas idas à sorveteria se transformaram num problema.
Sempre que eu compro sorvete de baunilha, quando volto da
sorveteria para casa, o carro não funciona.
Se comprar qualquer outro tipo de sorvete, o carro funciona
normalmente.
Os senhores devem achar que eu estou realmente louco, mas
não importa o quão tola possa parecer a minha
reclamação, o fato é que estou muito
irritado com o meu Pontiac modelo 99."
A carta gerou tantas piadas do pessoal da GM que o presidente
da empresa acabou recebendo uma cópia da reclamação.
Ele resolveu levar o assunto a sério e mandou um
engenheiro conversar com o autor da carta. O funcionário
e o reclamante, um senhor bem sucedido na vida e dono de
vários carros, foram juntos à sorveteria no
fatídico Pontiac.
O engenheiro sugeriu sabor baunilha, para testar a reclamação,
e o carro efetivamente não funcionou.
O funcionário da General Motors voltou nos dias seguintes,
à mesma hora, fez o mesmo trajeto, no mesmo carro,
e só variou o sabor do sorvete.
Mais uma vez, o carro só não pegava na volta
quando o sabor escolhido era baunilha.
O problema acabou virando uma obsessão para o engenheiro,
que passou a fazer experiências diárias anotando
todos os detalhes possíveis e, depois de 2 semanas,
chegou à primeira grande descoberta.
Quando escolhia baunilha, o comprador gastava menos tempo,
já que este tipo de sorvete estava bem na frente.
Examinando o carro, o engenheiro fez nova descoberta: Como
o tempo de compra era muito mais reduzido no caso da baunilha,
em comparação com o tempo dos outros sabores,
o motor não chegava a esfriar. Com isso os vapores
de combustível não se dissipavam, impedindo
que a nova partida fosse instantânea.
A partir desse episódio, a Pontiac mudou o sistema
de alimentação de combustível em todos
os modelos a partir da linha 99.
Mais do que isso, o autor da reclamação ganhou
um carro novo, além da reforma do carro que não
pegava com o sorvete de baunilha.
A General Motors distribuiu também um memorando interno,
exigindo que seus funcionários levem a sério
até as reclamações mais estapafúrdias.
Diz a carta da GM SOCIESC - Capacitação Empresarial:
"Por mais ridícula que possa ser a reclamação,
ela sempre deve ser levada em consideração,
pois pode ser que uma grande inovação esteja
por trás de um sorvete de baunilha."
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