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Generalidades
Col Irm José Francisco Rodrigues
Artigo encontrado no seguinte endereço
http://www.cancer25.hpg.ig.com.br/saude/10/index_int_8.html
Nome dado a todas as formas de tumores malignos.
A palavra vem do latim cancer, que significa caranguejo.
Esse nome deve-se à semelhança entre as pernas
do crustáceo e os tentáculos do tumor, que
se infiltram nos tecidos sadios do corpo.
Os tumores ocorrem quando determinadas células
de um organismo se multiplicam de maneira descontrolada,
devido a uma anormalidade nos genes. Forma-se então
um núcleo celular sólido e uma rede de vasos
sanguíneos para sustentá-lo. E é através
da corrente sanguínea ou linfática que as
células malignas atingem outros órgãos
e dão origem a novos tumores, num processo conhecido
como metástase. Na maior parte dos casos, o câncer
é uma doença de longa evolução.
Até atingir o tamanho aproximado de uma azeitona,
que é quando costuma ser diagnosticado, um tumor
pode levar alguns anos. Existem mais de cem tipos de câncer,
como o de pele, pulmão, mama, fígado, estômago,
rim, ovário, cérebro, próstata, pâncreas
e ossos. Cerca de 90% deles são curáveis se
diagnosticados precocemente(no começo) e tratados
de maneira correta.
O câncer causa a morte de mais de
4 milhões de pessoas por ano, em todo o mundo. E
o de pulmão, responsável por 30% dos casos
mundiais da doença. Os tumores responsáveis
pelas maiores taxas de incidência e mortalidade no
país são os de pulmão, estômago
e próstata para os homens; e os de mama, estômago
e colo do útero para as mulheres.
Causas – As causas do câncer
não são conhecidas, mas existem alguns fatores
que potencializam o risco de sua manifestação.
O fumo, por exemplo, aumenta as chances de câncer
no pulmão, assim como a exposição demasiada
ao Sol intensifica o risco de câncer de pele. O excesso
de bebidas alcoólicas pode favorecer o câncer
de boca. Já é provado que a propensão
a alguns tipos de câncer é transmitida hereditariamente.
Sintomas – Cada tipo de tumor tem
seus próprios sintomas. Emagrecimento sem causa aparente
pode ser um sintoma de câncer no intestino, pulmão
ou esôfago. Feridas que não se cicatrizam podem
ser sinais de câncer de pele ou de boca, assim como
nódulos nos seios podem indicar um câncer de
mama.
Tratamento – Há vários
tipos de tratamento contra o câncer, como a cirurgia,
a radioterapia, a quimioterapia e a hormonoterapia. A cirurgia
e a radioterapia consistem nas formas locais de tratamento
da doença. A cirurgia é usada para a retirada
dos tumores. Já a radioterapia mata a célula
maligna pelo efeito da irradiação. Porém,
pode atingir outros tecidos, provocando o aparecimento de
dermatite, cistite e retite no paciente. A quimioterapia,
tratamento à base de drogas, impede a reprodução
celular e conseqüentemente leva as células malignas
à morte. Mas atua também sobre as células
normais, causando efeitos colaterais temporários,
como queda de cabelo, vômito e diarréia. A
hormonoterapia é usada para combater os tumores que
são mais sensíveis à ação
dos hormônios, como o câncer de mama e o de
próstata.
A utilização de tratamentos
multidisciplinares que associam a cirurgia com a radioterapia
ou a quimioterapia tem mostrado resultados satisfatórios,
como nos dois tipos de tumores ósseos mais comuns,
o osteossarcoma e o sarcoma de Ewing, nos casos de câncer
de mama e do tumor de Wilms (tumor do rim de criança).
A terapia
gênica, aplicação da engenharia genética,
pesquisa a fabricação de cópias de
genes normais e sua implantação nas células
em que foram detectados os defeitos. A ciência investe
também na produção de drogas que interrompam
a fase na qual o tumor produz seus próprios vasos
sanguíneos para poder crescer. Em 1995, foram registrados
progressos nas pesquisas com o interferon, uma proteína
natural capaz de matar células cancerosas, e com
a interleucina, um grupo de moléculas produzido em
pequenas quantidades pelas células e considerado
eficaz para desencadear a ação do sistema
imunológico. O médico brasileiro Raul Maranhão
consegue nos EUA, em 1996, a patente da partícula
LDE, capaz de diminuir os efeitos colaterais da quimioterapia,
além de aumentar a eficácia do tratamento
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