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Col
do José Francisco Rodrigues

O conhecido psiquiatra Dr. William Glasser declara que muitos dos
problemas emocionais dos seres humanos têm como origem a frustração
de duas necessidades básicas da vida: amar e ser amado. Victor
Hugo também declarou "a suprema felicidade está
na convicção de que somos amados".
Acredito que
a maioria dos pais ame seus filhos mas... eles sabem disso? Gostaria
de colocar algumas formas práticas, através das quais,
podemos demonstrar que os amamos:
Dando exemplo
de nosso amor conjugal. Os filhos sentem-se seguros e aconchegados
quando percebem que seus pais se amam.
Amando com amor
incondicional. Amá-los sem levar em conta qualquer outra
consideração. Não devemos condicionar amor
a comportamento. Isso não é deixar de dar-lhes correção
e orientação, mas sim passar-lhes a segurança
de que nunca deixaremos de amá-los.
Amando através
do contato visual. Os filhos precisam do contato de nosso olhar.
"Olhos nos olhos" é uma forma eficiente de comunicar
amor a qualquer pessoa. Também pode ajudar os pais a avaliarem
se o filho passa por algum tipo de insatisfação emocional.
Nesse caso, a tendência do filho é olhar para baixo
ou dar as costas aos pais. Com crianças pequenas, é
importante que os pais se ajoelhem para olhá-las diretamente
nos olhos.
Amando através
do toque. Muitas pesquisas estão surgindo sobre a importância
de abraçar nossos filhos. Fisiologistas afirmam que os terminais
nervosos da pele estão associados a certas glândulas
vitais com centros no cérebro. Abraços (na hora certa!)
podem ser terapêuticos.
Amando através
da comunicação. Uma boa comunicação
com seu filho não implica somente em você falar. Ouça
o que ele tem a dizer. Procure ouvir sem julgar, deixando-o colocar
seu ponto de vista. Converse, oriente, mas não esmague a
forma dele encarar as situações.
Amando através
de uma disciplina coerente e firme. Há filhos que chegam
a provocar seus pais, em busca de disciplina. Há pais que
não percebem isso e "se fazem de surdos". Umas
varadinhas (não dadas com raiva) aplicadas no "lugar
certo", como corretivo ("Você vai precisar apanhar
porque fez isso e isso, depois do papai/mamãe ter dito que
você não poderia fazê-lo") podem evitar
excessos e ser exatamente o que seu filho está "pedindo".
Conheço casos em que após o momento da aplicação
da disciplina, os filhos agradeceram a seus pais. Já pensou
nisso?
Amando através
de seu tempo e atenção. Muitos pais estão ocupados
demais envolvendo-se totalmente no que diz respeito à realização
profissional, negligenciando assim as necessidades emocionais de
seus filhos. Quando foi a última vez que você levou
seus filhos para passear?
Quando estiver organizando sua agenda, lembre-se que seu filho também
precisa de você. Dê o passo em direção
a ele.
O espaço
para escrever é pouco, mas a importância é irrestrita.
Pai, mães, lembrem-se: nenhum sucesso profissional ou realização
pessoal pode compensar o fracasso do lar.
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