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Col
Irm José Francisco Rodrigues
Estudar
de madrugada, caindo de sono, com uma garrafa de café
ao lado, é uma situação que, apesar
de comum, não é nada produtiva. Trocar uma
boa noite de sono por uma jornada de estudo não ajudará
no desempenho em um exame vestibular.
Isso
porque é justamente no sono profundo, quando normalmente
ocorrem os sonhos, que as informações adquiridas
durante o dia são consolidadas na chamada memória
de longo prazo. E é nela que os dados devem ser registrados
para que sejam lembrados pelo vestibulando meses depois
na hora de fazer o exame.
Caso
durma pouco e não chegue ao chamado sono REM (sigla
em inglês de movimento rápido dos olhos), etapa
em que as informações se fixam, dificilmente
o estudante se lembrará de algo além do dia
seguinte.
A falta
de sono pode ainda agravar a ansiedade e a irritabilidade
do vestibulando, que normalmente já sofre com esses
problemas. "Quando durmo mal, não quero falar
com ninguém.
Todos
os que conversam comigo logo percebem que não tive
uma boa noite de sono", disse Verônica Oliveira,
21, que pretende cursar história na USP ou jornalismo
na Unesp. Ela acorda às 5h30 para trabalhar e dorme
depois da 1h.
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