cabe Samaúma
 






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Inglaterra, 4/8/2001 - 17:45
da revista New Scientist

( * ) Irm. Jose Francisco Rodrigues
Gr.'. Or.'. Paulista -
Sorocaba, SP,
11 de outubro de 2.001
É também colaborador do
“O Calhau”

Incenso pode ser cancerígeno

 

Col do Irm Jose Francisco Rodrigues ( * )



A fumaça do incenso, substância aromática utilizada pelos hindus, budistas, lojas maçônicas e cristãos, em lugares de culto, é muito perigosa para a saúde devido à presença de elementos cancerígenos, segundo estudo publicado na última edição da revista New Scientist.

O nível de um componente químico considerado causador do câncer de pulmão, segundo o estudo, era 40 vezes mais alto em um templo de Londres mal ventilado do que em lugares onde se fuma cigarros.

Além disso, o incenso causa mais poluição que a passagem de carros num cruzamento, segundo os pesquisadores.

"Com toda sinceridade, queríamos que o fato de se queimar incenso só trouxesse bem-estar espiritual (...) mas existe risco potencial de câncer, ainda que não sejamos capazes de quantificá-lo no momento", disse à revista o pesquisador Ta Chang Lin, da Universidade nacional Cheng Kung de Taiwan.

Sua equipe de trabalho recolheu amostras no interior e exterior de um templo maçônico de Taipei e também num cruzamento da capital.

No interior do templo, encontram-se concentrações muito fortes de hidrocarbonetos aromatizantes policíclicos (PAHs), grupo de componentes químicos altamente cancerígenos que se desprendem durante a combustão de certas substâncias.

O nível de PAHs dentro do templo era 19 vezes mais alto que fora dele e também superior ao registrado no cruzamento estudado.

Em especial o benzopireno, um PAH muito cancerígeno, estava presente em grande quantidade no interior do templo. Os pesquisadores mediram níveis 45 vezes mais elevados que nas moradias dos fumantes e 118 vezes maior que nas casas onde não se queima incenso ou fuma.

"No decorrer de certas cerimônias, dezenas ou até centenas de bastões de incenso são queimados por fiéis simultaneamente. Às vezes, mal se consegue ver o que se passa do outro lado do recinto". "Preocupamo-nos com a saúde dos que cuidam e limpam os templos", declararam os pesquisadores à publicação britânica.

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