Samaúma

 

 

 



Enchente no Hospício


”Os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas tem alguma deficiência mental. Fique de olho em três dos seus amigos. Se eles parecerem normais, o doido é você”.

Autor: Andrei Pleshu, filósofo romeno.

“No Brasil, ninguém tem a obrigação de ser normal. Se fosse só isso, estaria bem. Esse é o Brasil tolerante, bonachão, que prefere o desleixo moral ao risco da severidade injusta. Mas há no fundo dele um Brasil temível, o Brasil do caos obrigatório, que rejeita a ordem, a clareza e a verdade como se fossem pecados capitais. O Brasil onde ser normal não é só desnecessário: é proibido. O Brasil onde você pode dizer que dois mais dois são cinco, sete ou nove e meio, mas, se diz que são quatro, sente nos olhares em torno o fogo do rancor ou o gelo do desprezo. Sobretudo se insiste que pode provar”

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No Psiquiatra
- Doutor, - diz o sujeito ao psiquiatra - estou com um problema. Toda vez que eu vou dormir, acho que tem alguém debaixo da cama. Vou para baixo da cama, e acho que tem alguém em cima. Cima, baixo, cima, baixo... Estou ficando maluco. Ajude-me!
- Vamos fazer um tratamento de dois anos - diz o psiquiatra - Venha três vezes por semana, e acabarei com essa sua neurose.
- E quanto o senhor cobra?
- 200 reais a sessão
- Bem, assim, vou pensar - diz o sujeito.
Seis meses depois eles se encontram na rua.
- Por que você não me procurou mais? - pergunta o psiquiatra.
- Por 200 reais a sessão? - retruca o cidadão - Um garçom me curou por dez reais.
- Só? - espanta-se o psiquiatra - E como foi?
- Ele me disse para cortar os pés da cama.

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Exame de rotina no hospício, para ver se havia algum louco que poderia ser liberado. Assim que foi dado o sinal, todos os funcionários saíram gritando:
- O hospício está inundando... o hospício está inundando!
Imediatamente os loucos se atiraram no chão e começaram a nadar freneticamente.
Ao ver um que continuava sentado num banco, com ar sossegado, um dos médicos se aproximou dele e perguntou:
- Por que você não está nadando?
- Tá pensando que eu sou bobo?
"Esse daí já deve estar curado!", pensou o médico.
Ao que o louco emendou:
- Vou esperar a lancha!