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Dr.Geraldo Mendes dos Santos
Aproxima-se
o Natal e com ele desencadeiam-se as manifestações
de simpatia, a troca de presentes, a preparação
de banquetes, as festas de confraternização,
os gestos de cortesia. Por essa e tantas outras agradáveis
influências, o fenômeno natalino é algo
extraordinariamente belo e louvável, dotado de extrema
maestria. O mundo atual continua sendo tocado pelas leis
da competição, a sociedade moderna tem obsessão
pela produtividade e os regimes políticos estão
dominados pelas regras de mercado, pelos ditames tirânicos
da economia, mas o Natal sempre irrompe com a velha/nova
proposta redentora da fraternidade, da caridade, do amor
e da harmonia. Visto pela essência do evento, Natal
não é comemoração da magna data
cristã, regada a comes e bebes, mas um chamamento
para a espiritualidade, um convite à elevação,
um espaço de total abertura para próximo,
uma oportunidade para o pedido de desculpas e a concessão
do perdão.
Estejamos dispostos à confraternização
universal, participando ativamente de toda sorte de atos,
cultos, ritos e mitos, mas acima de tudo, profundamente
irmanados pela essência natalina, atentos ao exemplo
e às exortações do grande profeta Jesus
Cristo. Venha o Natal com as árvorescoloridas, os
piscas-piscas multicores e presentes de luxo, mas que a
essência da bondade triunfe, os mais carentes tenham
mais compreensão e tolerância e os mais aquinhoados
aprendam a compartilhar suas benesses,
seus bens e seus lucros.Venha o Natal com as saudações
efusivas, sacolas cheias e mesas generosas, mas que os mais
sábios e talentosos se apercebam da necessidade de
comungar seus dons, dotes e posses;
Venha o Natal e que todos os ricos e pobres, cultos e incultos,
gente de todas as pátrias e classes se conscientizem
da missão transcendental e cristalina do ser humano
que é saber transformar em luz redentora e sagrada,
o brilho bonito mas fortuito das festas natalinas.
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