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Geraldo Mendes dos Santos *
Na passagem desta data dedicada à água, consagro a ela a reflexão de hoje.
Faço isso em forma de prece, esperando que o sentimento nela contido ecoe em mentes e corações, induzindo a novos hábitos pessoais e atitudes cívicas capazes de contribuir para a freada desta tendência irresponsável e perigosa de transformar os rios em esgotos sanitários ou matá-los, simplesmente.
Água: berço da vida e elemento básico de todos os seres, te bendigo.
Por tua grandeza e onipresença são formados os oceanos, as torrentes, os rios, os mares e as geleiras.
Tu és bendita, por compor nossos corpos, matar nossa sede e distribuir os nutrientes de que nossos tecidos precisam.
Pela polivalência de teus átomos, apareces nas formas gasosa, líquida ou de gelo e em todas elas patrocinas a vida. Além disso, acionas motores, velas e turbinas, produzindo a energia indispensável ao lazer, aos serviços das casas e das indústrias.
Laboriosa que és, promoves incansavelmente a formação da crosta terrestre, a alimentação dos organismos e a manutenção da atmosfera. Além disso, umedeces os campos, limpas os ares e desinfectas as cidades.
Poderosa como sempre, compões rios, riachos, nascentes e filetes e não raro, te transformas em arco-íris, qual excêntrica brincadeira dos céus.
De modo igualmente maravilhoso, és capaz de penetrar nos solos e células, elevar-se aos céus e retornar à terra em forma de chuva benfazeja.
A seiva, o suor, as lágrimas e todos os humores corporais, são manifestações de tua magnânima vitalidade e delicadeza.
Bendigo tua nobre presença na irrigação, no banho, na torneira das casas, na pia da igreja.
Em todos os lugares e tempos, por tudo que representas para o homem e demais seres da terra, te bendigo, de corpo e alma.
Bendita sejas. |