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Irm Gilson Boaventura.
Tenho acompanhado o sistema financeiro mentiroso deste país pelo índice de preços praticado em todos os produtos de bem de consumo.
Ontem por exemplo foi o dia derradeiro da busca insensata por comparações de preços principalmente quando comparamos um frasco de medicação animal que custava em setembro de 2004, R$ 17,00, e hoje custam 47,00, portanto, 176% de aumento real, e vocês acreditam nesta economia?
Agora comparem o preço dos demais produtos como, por exemplo, o pacote de leite embalado em sistema Pack (caixinhas de leite) que custava o preço variante de R$ 0,45 à R$ 0,65, que hoje custa R$ 1,65, o leite ninho que custava R$ 2,80, e hoje custa R$ 5,85, sem contar o hortifrutigranjeiro que está à beira do colapso de exploração como a batatinha que sempre custou em torno de R$ 0,36 o kg e hoje custa R$ 1,89 dependendo do lugar até mais caro.
Convido o senhor e a senhora a se certificar destes valores porque esta pratica econômica é mentirosa e egoísta, é a mesma formula anterior, mantendo todos os tributos na mercadoria; taxas de juros imperdoáveis.
Compare também os preços da gasolina e do álcool, e olha que somos auto-suficientes, e não esqueça que alem de pagarmos mais caro que países como a Argentina, que importa todo o nosso produto limpo e ainda pagam mais barato do que os brasileiros que usam combustível misturado com álcool e que estão sujeitos a prejuízos nos motores.
De que adianta dizer que o salário mínimo aumentou se ele não tem poder aquisitivo nem direito absoluto nos preços básicos; será que se esqueceram dos índices levantados pelos Institutos de Pesquisa que diz que o salário mínimo deveria ter hoje um valor equivalente à R$ 1.980,00, mas sem aumento de preços, sem imposto de renda, porque economia não se faz desta maneira grotesca, que agrega tributos altos nos preços, e quebra toda possibilidade de aumentar a produção pela conquista do trabalho e distribuição da rendas.
Infelizmente o Brasil incompetentemente copia formulas estrangeiras para obter mais tributos, e não copia a fórmula distributiva deles, ficando a nação como uma família sem pai nem mãe, comendo aquilo que se pode obter sem ordem e progresso.
Não sou político, mas com a caneta de ouro na mão, eu faria a diferença social, pois um governo é para governar para o povo, e não para grupo de interesse financeiro que dita às regras da economia.
O Brasil é dos brasileiros, assim como a vitoria financeira é o desejo de todo povo; vencer as barreiras inerentes ao nosso desejo por aquisições desejadas socialmente até vai lá, mas sermos explorados por canalhas que se julgam dignos do nosso respeito e admiração, não mesmo.
Avante povo varonil, este tipo de política nefasta vamos mandar para a ponta do pavio.
Água mole em pedra dura, tanto bata até que fura. |