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Irm Gilson Boaventura
gilson@ilhanet.com.br
Na minha infância ainda estudante do primário, hoje fundamental, foi quando ouvi falar pela primeira vez da proposta feita pela Companhia de Cigarros Souza Cruz, ao Governo Brasileiro.
Ela pagaria a divida externa do Brasil que naquela época comentava-se um valor de aproximadamente U$ 7,5 bilhões de dólares; em troca, eles queriam apenas (10) dez anos de isenção de impostos do seu produto, claro o tabagismo.
De lá pra cá, o país passou por varias conturbações financeiras, inclusive com inflação galopante como aquela ocorrida também na Alemanha. E o povo ai sempre pagando o pato (pagando tudo) e esperando melhoras! Um verdadeiro descaso social pela vaidade política até porque o país, os estados e os próprios municípios passaram a ceder estas isenções com prazo de até 15 anos a posterior, como hoje são vistas em varias localidades da federação.
Mas para pagar a divida externa do país naquela época não servia! Olha que nestes meus 51 anos de idade já assisti quase de tudo e muitas coisas ignóbeis por parte do sistema que emana do povo.
Lamentavelmente uma hora dessas o povo se rebelará com certeza contra tudo isto, a não ser que o administrador da nação (o governo) seja inteligente o suficiente para conter ainda agora este besterol econômico, este abuso da política financeira com esta pratica de juros altos e com cobrança exagerada e desorientada dos impostos!
Afinal o Brasil mudou, conforme anuncia o próprio Site do Governo, site denominado “Em Questão” que diz: Brasil, pela primeira vez, passa a ser credor externo. A soma dos ativos brasileiros no exterior (constituídos fundamentalmente pelas reservas internacionais) superou o valor da dívida externa do país, pela primeira vez em sua história.
Segundo o relatório Focus, do Banco Central, em 2003, a dívida superava os ativos em US$ 165,2 bilhões. Em 2007, essa diferença, por estimativa, cai para US$ 4,3 bilhões. E, em janeiro deste ano, a posição se inverte e são os ativos que superam a dívida externa em mais de US$ 4 bilhões.
Agora vejamos eu e você: se uma empresa uma única empresa pedia 10 anos de isenção e quitava a divida externa do país naquela época imagine então a arrecadação do país? Considerando este coloquial dentro da ordem e procedimentos, existe ai o interesse alheio.
Portanto, Senhor Presidente, Senadores, Deputados, Governadores, Prefeitos, Vereadores, está na hora de derrubar esta cortina recessiva econômica que serviu até então para esta mudança que hoje reporta orgulhosamente o sistema como sendo de “de devedor para credor”.
O povo tem feito a sua parte, e mais uma vez ele se espremeu até quando apareceram aqueles ladrões de verbas públicas do caso Valéro e de outros, como também agora o Cartão Corporativo, sem contar outras falcatruas!
Mesmo assim está ai a vitória popular que paga imposto, que sonha com justiça, que deseja mais educação, que espera sua distribuição de renda em benfeitorias de infra-estrutura justas e perfeitas, e que sonha com um país de primeiro mundo até porque o seu povo já é de primeira! O que falta mesmo é vergonha na cara dos políticos que sempre sonegaram a verdade para o social! Alerta Brasil?
Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura. |