Samaúma
 








 

Dia do Aviador- 23 de outubro de 2007

 

Irm Carlos Alberto
carlosalberto@ciclodagua.com.br

 

Aos que voam, a poesia de John Gillespie Magee, piloto americano de 22 anos servindo na RAF durante a Batalha da Grã Bretanha. Ele a escreveu após subir pela primeira vez a 30000 pés em seu novo Spitfire Mk5 e a remeteu para seus pais. Três meses depois morreu numa colisão durante um treinamento.

Abaixo o original em inglês e uma tradução feita por mim. Desculpem qualquer erro.

 

High Flight
Oh! I have slipped the surly bonds of Earth
And danced the skies on laughter-silvered wings;
Sunward I’ve climbed, and joined the tumbling mirth
Of sun-split clouds, — and done a hundred things
You have not dreamed of—wheeled and soared and swung
High in the sunlit silence. Hov’ring there,
I’ve chased the shouting wind along, and flung
My eager craft through footless halls of air....
Up, up the long, delirious, burning blue
I’ve topped the wind-swept heights with easy grace
Where never lark nor even eagle flew—
And, while with silent lifting mind I’ve trod
The high untrespassed sanctity of Space,
Put out my hand, and touched the face of God.

tradução de Irm Carlos Alberto.

Oh, eu fugi dos incômodos laços da Terra
E dancei nos céus em prateadas e risonhas asas
Em direção ao Sol eu subi e me juntei à alegria rolante
Das nuvens cortadas pelo Sol - E fiz centenas de coisas
Que vocês jamais sonharam - girei e planei e oscilei
Alto, no silêncio iluminado do Sol. Lá pairando
Eu persegui o vento gritante, e arremessei
Minha ávida máquina através dos impalpáveis salões de ar
Alto, lá no alto, no longo, interminável, ardente azul
Eu venci, com fácil graça, as alturas varridas pelos ventos
Onde nunca a cotovia e nem mesmo a águia voaram
E, enquanto, com a mente em silencioso enlevo, Eu pisei
A alta e intransponível santidade do espaço
Pus minha mão para fora e toquei a face de Deus.