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Ivan Lessa
A Quaresma
continua implacável. Precisamos todos melhorar de vida interior
e exterior. Precisamos de penitência e tomar tenência.
Não basta torcer para chegar logo no Brasil, ou no Reino
Unido, o filme do Mel Gibson sobre as últimas 12 horas de
Cristo. Não. De jeito nenhum.
Vamos tomar jeito. Vamos – e mais uma campanha teve início
aqui por estas bandas – parar de fumar.
10 de março é o dia de não fumar oficial. Atenção:
não vale parar de fumar apenas por 24 horas. Tem que ser
para valer.
Já começaram os anúncios nos jornais e na televisão.
Há um vasto sítio na Net inteiramente dedicado à
ocasião, com tradução inclusive em várias
línguas.
Confiram. É o www.nosmokingday.org.uk/. Nele, os 13 milhões
de fumantes do Reino Unido encontrarão todas as dicas necessárias
para abandonar o nefando hábito.
Resumo alguns pontos essenciais:
Escolha um dia para deixar o tabagismo. Não aja impulsivamente.
Peça uma mãozinha (pode ser pesada) aos amigos e parentes.
Escreva numa folha de papel as razões por que você
quer parar de fumar. Leve sempre a folha no bolso.
Discuta com seu médico o uso ou não de medicamentos
(o controvertido Zyban, por exemplo) e aqueles esparadrapos empapados
em nicotina.
Inaugure um diário e anote suas impressões por mais
deprimentes que sejam.
Jogue fora ou dê para um inimigo todos os cinzeiros de sua
casa.
Diga mentalmente, várias vezes por dia, a frase "Não,
obrigado. Eu não fumo".
Evite ser um fumante passivo. Eles, além de estarem na moda,
são rancorosos e brigões.
Parabenize-se por todas as horas e dias que conseguiu ficar sem
acender um cigarrinho.
E, finalmente, quando sucumbir à tentação e
voltar a fumar, não desespere.
Comece tudo outra vez. Faça como George Bernard Shaw que
achava que parar de fumar era a coisa mais fácil do mundo,
uma vez que já parara mais de 100 vezes na vida.
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