Samaúma
 

 

 

 

 

 

 

sim

 

 

Debater política em Loja?

 

 


Pedro Moacyr Mendes de Campos
pedrommcampos@gmail.com
Florianópolis, SC
sexta-feira, 27 de maio de 2011 17:29

 

 

 

“... A maçonaria pugna pelo aperfeiçoamento moral, intelectual e social da humanidade, por meio do cumprimento inflexível do dever, da prática desinteressada da beneficência e da investigação constante da verdade. Seus fins supremos são a Liberdade, a Igualdade e a Fraternidade.” (do Art. 1º da constituição do GOB)

Debater política em Loja?

Admitamos que sim ( ! ) é uma necessidade ( ! ), desde que saibamos o que venha a ser política. Política, como expressão, significa, não apenas a ação deliberada após convicções próprias ou de um grupo, mas também qualificação do conteúdo dessa ação.

Portanto, se considerarmos: tratar-se de uma atividade livre, sujeita ao debate e conclusiva conciliação, mesmo conflitante; tratar-se como um poder normativo de ações próprias e adequadas ao bem estar social, quando formalizada, através de normas próprias – jurídicas – que trata diretamente da perfeita distribuição social e de riqueza. E, ainda, quando orientada para a realização de fins adequados, nada há que se opor debater-se em loja se, e somente se, justaposta aos preceitos maçônicos estabelecidos no parágrafo primeiro da Constituição do GOB.

Evidente que todo esse tratado de condições está diretamente associado ao equilíbrio social democrático de direito, considerando-se democracia como um ideário de exercícios do poder político, quando o povo se faz representar pelos meios próprios de controle, orientação e decisão. Esses meios, bem o sabemos, estão na representação instituída por meio do voto.

Concluindo, considerando que a maçonaria tem como princípio fundamental o aperfeiçoamento da humanidade através da moral, tratar-se de política é uma necessidade de fundamental importância, pois, caso contrário, estaríamos nos contradizendo a nós próprios.

Política em loja, como meio de divulgação, como meio de concretização e formação de opiniões, nada mais que um fator na condução de uma idéia, transformada em ação obrigatória, tendo em vista os objetivos dominantes da instituição.

Para concluir, relato o que escutei de um irmão que Heitor Villa-Lobos, como professor, explicava pausadamente. Para ele a música é como o corpo humano, isto é, a cabeça é a melodia, o tronco a harmonia e os membros o ritmo.

Entendo que em política seja possível uma correlação ao afirmarmos que a cabeça é a voz do povo, o tronco a socialização democrática e os membros nossas metas ativas e plenas de vontade política a fim de podermos alcançar nossos objetivos.

*