Samaúma
 


 

 

 

 

 

 

 

Não seja você um dos que contamina o próprio ambiente em que você precisa viver.

 

 

 

tibério sá maia

 

 

 

Aracaju, a capital do estado de Sergipe é uma cidade mimosa. Ela é o cartão de visita dessa Unidade  da Federação. Possui pelo censo de 2010, quase seiscentos mil habitantes.  Esse número deve ser associado ao das populações dos municípios que formam a Grande Aracaju:- Nossa Senhora do Socorro, Barra dos Coqueiros, Laranjeiras e São Cristóvão, e atinge oitocentos mil habitantes (IBGE).

Os que moram ali caracterizam-se por hábitos de vida saudáveis. É capital com menor índice de fumantes do país. Consoante o Ministério correspondente.

Por outro lado, "Aracaju" deriva da expressão indígena "ará acaiú", tupi-guarani significando "cajueiro dos papagaios". Ará naquela língua refere-se às aves lindas que possuem plumagem de coloração verde, com variações de cores na cabeça e em algumas partes do corpo (Enciclopédia Wiki)

Ela é composta de orlas de belezas singelas formadas pela presença dos rios Vaza Barris, Sergipe e Poxim que nessa região encontram o mar e formam uma moldura atraente para uma inesquecível visão de por do Sol.

Em todos os verões, esse conjunto de beleza conquista a atenção, a admiração, o encanto das pessoas, empolgando e seduzindo mais e mais turistas e curiosos.

Malgrado tanto deslumbramento natural, intimamente ligado a índole de seu povo afeito às condições saudáveis de vida, esta, como tantas e tantas outras metrópoles brasileiras deixa a desejar, pelo triste e elevado índice de poluição que se vê.

Não devemos aceitar comparações com outras cidades do país e também com outros momentos registrados. Revelamos que somos testemunhos de que não foi necessário, na beira do mar, buscar sobras de qualquer substância; elas vinham até a gente que procurava as retirar dali.

Assim, eram resíduos, resto orgânico ou inorgânico de alguma matéria ou pedaços de tecido para todo uso; retalhos de gazes ou de algodão usados em para fins de higiene corporal, ou ainda frutas ou parte destas, animais em processo de desintegração; ou cascas de caranguejos. Embalagens diversas de plástico ou de papel; todos boiavam e bailavam no vai e vem das ondas mansas de suas praias. Todos vinham em certos momentos e se colocavam ao alcance de nossas mãos.

Imundícies, porcarias, sujeiras é mancha que enodoa qualquer população. Não importa a época, tampouco o grau em que se apresenta.

Nada em haver com Planos Diretores sempre, prodigiosamente empregados por administradores desse e outros locais.

Sem o envolvimento dos seus moradores não existe condições de asseios bem sucedidos. É a participação efetiva da população que determina o grau de qualidade do que é benfeito; esmerado, caprichado; tratado com primor em qualquer ambiente. É deprimente, é triste que se aguarde dos que governam a iniciativa pelas campanhas antipoluidoras. Eles estão preocupados apenas com posições políticas e fatos eleitorais. Pouco importa se o seu agrupamento humano se sujeita a conviver ou não, em parte, ou no todo com lixo exposto. Não têm por que não merecer a designação de ralé de verdadeiras arraias miúdas, de mais vulgarmente, de zé-povinhos, independente das riquezas naturais que por ventura a região ostente. E Aracaju é uma dessas partes privilegiadas pela natureza. Não obstante, é sobejamente sabido que os políticos desta nação pouco se tocam com tais depreciações.

A sujeira contamina o mau e o bom; o pobre e o rico; governados e governantes. Esses cada vez mais, em quantidade maior, respaldando em maior grau de degradação, pois no meio dos nossos políticos dificilmente surge alguém na condição de líder que se preza para conduzir um movimento que beneficie de verdade a sociedade.

São geralmente componentes de grupos de pequeno valor e pouca qualidade sem a liberdade indispensável para comandar.

Mas para a questão de que tratamos, todos são responsáveis. Sejam executivos legisladores ou juízes, sem esse negócio de oposição. Somos limpos ou sujos. Se por acaso algum se julga no direito de maldizer o insucesso de um suposto "responsável", pela limpeza, ou sei lá, se pela sujeira, deve antes, tomar para si, a pecha que também lhe cabe. Não tem lógica determinado congressista bradar que uma bela praia como a de Atalaia se transformou em um grande "penico",  sem que se imagine que esse vazo esplêndido contém antes de tudo os componentes das câmaras e do executivo da cidade.

Aracaju é uma cidade que cresce verticalmente, apesar de todo o espaço que possui. Seu povo parece não ter noção de que faz parte de uma grande nação. O Brasil, airoso, imenso e hospitaleiro. Esta cidade, certamente, merece mais parques ambientais, contendo uma série de lagos artificial ligados a canais marinhos marcados de inúmeros pontos turísticos intrincados, interdependentes, entre si. 

Sabemos bem, o que torna uma cidade poluída. É óbvio: a sujeira. Mas não essencialmente sabemos o que é necessário para despoluí-la. Não é basicamente a limpeza, mas, sim, que não a emporcalhe.

Com a palavra os planejadores imobiliários com seus projetos ditados por interesses não muito higienizados.

Os industriais, com suas potentes unidades geradoras de detritos muitos chamados, erradamente de resíduos. Tambem são lançadores, nos rios dos dos mortíferos poluentes químicos.

Populações ribeirinhas do interior do estado que, principalmente desmatam as margens dos rios. Tirando delas a proteção natural.

Os comerciantes, vendedores ambulantes e barraqueiros...
As donas de casas; Os donos de autos e os autos dos donos; O pai, o filho que apóiam o espírito de porco, aquele poluidor nato dos nossos meios.

Os banhistas animais; Os animais dos banhistas será que os incluo também?

Todos, por que não, todos devem se educar, têm que se motivar com algo relativo a restringência da poluição. Sugerimos a sua participação, no projeto Tamar. Iniciando pela visita ao Oceanário de Aracaju.

Finalmente, é bom lembrar:
Sujeira atrai sujeira, na razão direta das massas (quanto mais sujeira ...)

Não seja você um dos que contamina o próprio ambiente em que você precisa viver.