

Ententendo que na "farsa eleitoral" que ora vivemos, a grande perda será o pouco que nos resta de liberdade individual - pois ambos os candidatos, assim como os demais do primeiro turno, são favoráveis ao incremento ilimitado dos controles estatais totalitários sobre os cidadãos - que a própria estrutura do Judiciário e do Legislativo favorecem tais controles irmanados no objetivo de criar um estado onipotente, o Editor deste site acredita que a única contribuição cabível é dar aos seus leitores o exemplo de um homem que lutou toda a vida pela Liberdade e contra o Estado Onipotente. Autor da Constituição Argentina de 1853, a única Constituição liberal na história iberoamericana, que levou o país a ser uma das dez maiores economias do mundo até o início do século XX. .www.heitordepaola.org
PEQUENA BIOGRAFIA DE JUAN BAUTISTA ALBERDI Nasceu em Tucumán, Agentina, em 29 de agosto de 1810, ano da Revolução de 25 de maio que tornou o país independente da Espanha. Aos 15 anos vai para Buenos Aires e se matricula no Colégio de Ciências Morais, onde se vincula a outros jovens como Avellaneda,..
ARGENTINA: DE LA GRANDEZA A LA DECADENCIA Armando Ribas Decía George Orwell en “1984”: “El que controla el presente controla el pasado y el que controla el pasado controla el futuro”. Si hay un país en el que esta sagaz observación histórico-política tiene un valor determinante, ese es La Argentina...
A AMÉRICA LATINA ENTRE ALBERDI [1] E BOLÍVAR Armando Ribas No son los pueblos los que generan los gobiernos que se les parecen, sino las clases dirigentes las que determinan los comportamientos de los pueblos O fracasso histórico da América Latina é um fato incontroverso. O que é discutível são as razões do fracasso e lamentavelmente as teses em voga não fornecem explicações que propiciem mudar a situação...
AUSENCIA Y VIGENCIA DE ALBERDI Armando Ribas Mi amigo García Hamilton escribió una biografía de Alberdi que tituló: ”Historia de un Ausente”. Voy a tomar ventaja de ese título ilustrativo de una realidad de vida, para adoptarlo a una realidad de ideas. La ausencia de Alberdi durante su vida y su aparente soledad durante su auto exilio europeo que pudo y seguramente fue triste...
Além das obras já citadas devemos mencionar pelo menos as seguintes:
- La República Argentina treinta y três años después de su Revolución de Mayo
- Elementos de Derecho Público Provincial
- Sistema Económico y Rentístico de La Confederación Argentina según su Constituición de 1853
- La Vida y los Trabajos de William Wheelwright em La América Del Sud
- La República Argentina Consolidada
- Estudios Económicos
Suas mais de setenta obras foram reunidas nas ‘Obras Completas’ e nos ‘Escritos Póstumos’.
Juan Bautista Alberdi foi um Campeão da Liberdade. Não somente a defendeu e lutou por ela para si e para seus concidadãos, mas também forjou as instituições jurídicas que permitiram que a liberdade sobrevivesse por tanto tempo. Os pensamentos abaixo foram retirados de seu ‘Sistema Económico y Rentístico...’ e refletem a clareza do seu pensamento:
- ‘A liberdade econômica é, de todas as garantias constitucionais, a mais exposta aos atropelos da lei. Pode-se incluir entre elas: a liberdade de comércio e de navegação, o direito ao trabalho, a liberdade de locomoção e de trânsito, a de usar e dispor livremente de sua propriedade e de associação voluntária’.
- ‘Toda lei, todo decreto, todo ato que, de algum modo, restringe ou compromete o princípio da liberdade, é um ataque mais ou menos sério à riqueza do cidadão, ao Tesouro do Estado e ao progresso material do país. O despotismo e a tirania, sejam do poder, sejam das leis ou regulamentos, aniquilam o manancial de riqueza na sua origem – que é o trabalho livre – e são causas de miséria e escassez para o país e a origem das degradações inerentes ao estado de pobreza’.
- ‘A propriedade não tem valor nem atrativo, não é riqueza de verdade, quando não é inviolavel pela lei e pelos fatos. Sempre que a segurança da pessoa e da propriedade existe com um fato inviolável, a população se desenvolve por si mesma, sem nenhum outro estímulo além deste’.
- ‘O que exige a riqueza de parte da lei para ser criada e produzida? O que Diógenes exigia de Alexandre: que não lhe faça sombra!’
No discurso que se seguirá, escrito há mais de cem anos, o leitor perceberá a sua atualidade. Prestem atenção às palavras de advertência do Evangelista da Liberdade sobre a onipotência do Estado.
Juan F. Bendfeldt é Professor de Economia e Ética na Universidad Franciso
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El Evangelista de la Libertad |
APRESENTAÇÃO DE ALBERDI E SUA OBRA
Juan F. Bendfeldt
Editor
Tradução: Heitor De Paola
Alberdi nasceu na cidade de Tucumán, Argentina, em 29 de agosto de 1810. Neste mesmo ano sua pátria começava a luta pela emancipação da Espanha. Depois de ficar órfão aos quinze anos, viajou a pé para a cidade de Buenos Aires percorrendo o país de Norte a Sul, pelos pampas e desertos. Estes dois meses lhe permitiram conhecer o isolamento dos povos das províncias, o despovoamento e a pobreza do campo e a riqueza natural de seu país.
Em Buenos Aires estudou como bolsista no Colégio de Ciências Morais, porém de forma descontinuada em função de sua necessidade de trabalhar para o sustento. Mais tarde, prosseguiu seus estudos na Universidade, na carreira de Direito. Começou seu prolífico trabalho como escritor aos 24 anos com a publicação de ‘Memoria Descriptiva de Tucumán’. Em 1837 escreveu o ‘Fragmento Preliminar ao Estudo do Direito’. Durante cinqüenta anos publicou um número tão grande de obras, estudos e artigos que uma colação completa ocuparia mais de um metro de estante. Alberdi terminou seus estudos de jurisprudência em 1838, em plena ditadura do General Juan Manuel de Rosas. Para receber seu título de Doutor em Leis lhe foi exigido um juramento que repugnava seu espírito livre, razão pela qual se recusou, sendo impedido de obter o grau acadêmico.
Sua resistência e oposição à ditadura estabelecida após a independência, marcaram seu futuro. Censurado e perseguido em seu trabalho literário e jornalístico, viajou para Montevidéu em 1838, onde terminou seus estudos. Posteriormente foi para a Europa e, quando retornou de lá, optou por viver no Chile. Dos seus 74 anos de vida, 40 esteve longe de sua pátria num desterro voluntário. No ensaio ‘Palabras de um Ausente’ explica: ‘Deixei meu país em busca da liberdade de atacar a política do governo, que considerava o exercício de qualquer liberdade como crime de traição à pátria. Do exílio sua aguda pena assinalou os abusos do Estado que, segundo disse em ‘Patria, Estado y Libertad’ de 1878 ‘...convertida em nação livre e soberana conservou, entretanto, em sua nova condição, a onipotência orgânica de sua origem como um precedente da história. O Estado ficou livre, certamente a pátria se tornou independente desde que não dependeu do poder da Espanha nem de outro poder estrangeiro porém o filho desta pátria, o indivíduo, o cidadão, continuou sujeito à onipotência do Estado livre, da mesma forma, mais ou menos, que estivera ao Estado colonial onipotente’.
Em 1852 a ditadura de Rosas foi derrotada militarmente. Ao saber disto Alberdi se entregou completamente ao que seria sua contribuição mais importante para a defesa da liberdade no continente. Suas ‘Bases y Puntos de Partida para La Organización de La Confederación Nacional’, foi publicada em 1º de maio do mesmo ano. Seu aparecimento foi oportuno, pois havia sido convocado um Congresso Geral Constituinte. Alberdi tinha estudado o fracasso das tentativas constitucionais em muitos países, e o êxito em outros. Sua proposta foi uma solução adequada à realidade e à necessidade argentinas baseada em princípios universais. Para defendê-la escreveu: ‘A Constituição deve reconhecer, entre seus principais fins, a inviolabilidade do direito de propriedade e a completa liberdade de trabalho e de iniciativa’.
Grande parte das Bases foi dedicada a explicar os princípios da organização do Estado como um instrumento de defesa dos direitos individuais que todas as pessoas têm em comum. Alberdi pretendia um modelo de governo republicano com uma Constituição para garantira máxima proteção da liberdade dos cidadãos. Acrescentou às Bases um ‘Projeto de Constituição’. Em maio de 1853 a República Argentina promulgou sua Constituição Nacional, virtualmente adotando o modelo de Alberdi. A Constituição de Alberdi se destaca por sua congruência e clareza de princípios, o que a tornou duradoura. É um exemplo para os latino-americanos que ainda não compreenderam a mensagem deste campeão da liberdade. E por isto já mudaram 262 constituições em seus países.
Juan Bautista Alberdi serviu posteriormente como Embaixador na Europa de onde regressou em 1879 por ter sido eleito Deputado ao Congresso Nacional. Velho e doente, já não se sentia atraído pelo trabalho legislativo. Aceitou pronunciar o discurso de formatura dos advogados de sua antiga Faculdade de Direito da Universidade de Buenos Aires, em maio de 1880. O jornalista argentino, Don José Santos Golián, no seu pequeno livro ‘Evangelista da Liberdade’, relata o ocorrido nesta ocasião: ‘Conseguiu ler somente algumas palavras sua voz se apagava. Um jovem – Enrique García Merou – leu o discurso preparado pelo Evangelista da Liberdade. A peça era uma reiterada e última mensagem de liberdade....que ainda nos dias de hoje deve ser lida com proveito pelos jovens e os velhos de toda América e do mundo inteiro’. Alberdi intitulou este discurso ‘La Omnipotencia del Estado es La Negación de La Libertad Individual’.
Em 1881 Alberdi deixou a Argentina e retornou a Paris onde faleceu em 18 de junho de 1884, esquecido e na miséria. Sua obra mais importante, no entanto, não foram nem seus escritos, nem suas contribuições ao Direito: foi a própria Argentina que chegou a ocupar um dos primeiros lugares no concerto das nações. Nas primeiras décadas do século XX, chegou a ser o país mais próspero da América Latina. Em sua ‘Autobiografia’ e nas suas obras, o eminente Pai da Constituição Argentina cita os autores que contribuíram para a formação de suas idéias: Adam Smith, Jean Baptiste Say, Fredéric Bastiat, Benjamin Constant, Alexis de Tocqueville, Jeremy Bantham, John Locke, Condillas e Chateaubriand, entre outros grandes liberais. |
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