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Irm.
Marcos Coimbra ( * )
Não
satisfeita em entregar nossas riquezas aos estrangeiros,
em desnacionalizar nossas empresas estatais, a preços
vis, inclusive com recursos do BNDES, em aniquilar nosso
parque produtivo, em destruir o Estado Nacional Soberano,
em pagar R$ 130 bilhões de juros da dívida
interna e US$ 18 bilhões da dívida externa
em um ano, em permitir a progressiva internacionalização
da Amazônia, sutilmente, sob vários pretextos,
a administração FHC parte agora, tirando definitivamente
a máscara, para tentar praticar a emasculação
dos brasileiros, com a imposição da "lei
do desarmamento", dificultando-lhes a possibilidade
de defesa. Como são covardes, pretendem que todos
o sejam. Na realidade, tal lei já é denominada
pelo povo como "lei dos marginais", pois destina-se
a proibir a comercialização e posse de armas
de fogo e munição pelos cidadãos honestos,
dignos e de bons costumes. Agora, os marginais podem continuar
armados com metralhadoras, lança-granadas, enfim,
armas de guerra nem possuídas pelo Exército
Brasileiro, sem serem incomodados pelas "autoridades"
da segurança pública, hoje sob a orientação
de entidades externas.
O atual ministro da Justiça, Sr. José Gregori,
amigo íntimo de FHC, já tinha anunciado que
a ONG Movimento Viva Rio seria encarregada de elaboração
de um projeto para orientar a nova política de segurança
pública do governo federal, "uma doutrina de
segurança cidadã para ocupar o vazio que existe
desde a doutrina da segurança nacional do governo
militar". Acontece que a ONG Viva Rio, patrocinada
pelas Fundações Rockefeller, Brascan, Kellog,
Vitae e Roberto Marinho, fundada em maio/93, com a presença,
dentre outros, do então chanceler FHC e do banqueiro
David Rockefeller, é filiada à IANSA - International
Action Network of Small Arms (Rede de Ação
Internacional de Armas Pequenas), um conjunto de 186 ONGs,
fundada em maio/99, criada com o objetivo de atuar como
uma central de coordenação da campanha internacional
de desarmamento, para permitir a implantação
de um governo mundial, que atuaria com a utilização
de uma força de paz das Nações Unidas,
sob o comando dos "donos do mundo". É importante
relembrar que, além do desarmamento da população
(não dos bandidos), o plano prevê o desmantelamento
das Forças Armadas Nacionais, bem como a proibição
de seu restabelecimento, a eliminação de todos
os armamentos dos arsenais nacionais e a proibição
da fabricação de armamentos. Os idealizadores
do plano fascista alertam ainda que "deve ser reconhecida
que mesmo com a eliminação completa de todas
as forças militares, restariam necessariamente forças
policiais internas substanciais, embora estritamente limitadas,
e que estas forças policiais, suplementadas por civis
armados com rifles esportivos e armas de caça, poderiam,
concebivelmente, constituir uma séria ameaça
a um país vizinho na ausência de uma polícia
mundial bem disciplinada e pesadamente armada".
É
este o verdadeiro objetivo dos formuladores de mais um plano
diabólico, com a cumplicidade de sicários
ou de inocentes úteis: desarmar o povo brasileiro,
para mais facilmente escravizá-lo. Eles não
estão preocupados com o controle da violência,
pelo contrário, pois advogam a tese do direito penal
mínimo, sendo partidários da tese da libertação
antecipada de criminosos, inclusive de autores de crimes
hediondos, como o terrorismo e o seqüestro. E a secretaria
geral do ministério da Justiça é,"
por coincidência", a Sra. Elisabeth Sussekind,
braço direito do Sr. Rubem César Fernandes,
aparente responsável pela ONG Viva Rio. A cena teatral
de entrega de outro abaixo-assinado ao presidente FHC pelo
Sr. Rubem é parte da farsa grotesca. Se este "documento"
for levado em consideração, que o anterior,
assinado por milhões de brasileiros, exigindo a renúncia
do presidente FHC seja atendido primeiro. Cuidado com o
precedente!
A primeira tentativa de FHC, enviada ao Congresso, era tão
ridícula que nem os amestrados integrantes da base
governamental ousaram tentar aprová-la. O próprio
relator manifestou-se inteiramente contrário à
sua aprovação, informando ainda que, no Brasil,
existiriam cerca de 1.500.000 armas legalizadas e 18.500.000
ilegais. Agora, através de Medida Provisória,
a administração FHC proibiu a comercialização
de armas até dezembro, porém a justiça
tem sistematicamente concedido o direito à venda
de armas de fogo a comerciantes legalmente estabelecidos
que têm recorrido aos tribunais. Por que não
aplicar a lei existente, procurando inicialmente desarmar
os bandidos, para depois legalizar as armas não registradas
pertencentes a cidadãos honestos, impondo medidas
mais severas para o controle do porte, como aliás
já é feito pela polícia federal? Segundo
o jurista Marcio Thomaz Bastos, ex-presidente da OAB, com
o desarmamento civil, o que se pretende é privar
a população do seu legítimo direito
à autodefesa, um verdadeiro atentado a um princípio
consagrado pela lei natural. Esta ação assume
um caráter mais grave em função da
crescente deterioração das condições
de vida e segurança pública nos grandes centros
urbanos do país, em função do caos
econômico-social produzido pelas políticas
globalizantes da administração FHC.
Conclamamos todos os cidadãos possuidores, legalmente,
de armas de fogo a entrar na Justiça com ação
cautelar contra esta tresloucada iniciativa, inclusive responsabilizando
individualmente os irresponsáveis autores do plano,
por qualquer dano a qualquer cidadão, em caso de
sua aprovação, por impossibilitá-los
do direito constitucional de legítima defesa, sem
prejuízo de outras ações a serem adotadas
posteriormente, de acordo com o desenrolar dos acontecimentos,
inclusive com a não entrega de suas armas aos agentes
do arbítrio. Será que a atual administração
FHC tem coragem de colocar na cadeia 1.500.000 proprietários
legais de armas de fogo? Até que seria bem o retrato
do atual governo. Colocar os cidadãos honestos na
cadeia e os marginais em liberdade, alguns até em
elevados cargos nos escalões da República.
Chega
de hipocrisia, cumplicidade e covardia! Temos o direito
e o dever de defender nossas vidas, nossas famílias
e nossa Pátria dos vendilhões e traidores.
Será que os integrantes da verdadeira oposição
vão ser iludidos com esta manobra grotesca e primária,
apoiando os marginais, que continuarão armados, e
não os direitos humanos dos cidadãos?
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