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Irm.
Marcos Coimbra ( * )
O ministro
da Defesa do Brasil, Sr. Geraldo Quintão, realizou,
na semana de 26 a 30 de junho, uma significativa visita
ao secretário de Defesa dos EUA, Sr. William Cohen.
A assessoria do Sr. Quintão informa: "Nunca
na história Brasil e Estados Unidos tiveram relações
tão densas em vários campos de entendimento,
reforçadas pela facilidade de diálogo entre
os presidentes Bill Clinton e Fernando Henrique Cardoso.
É natural, portanto, que o estreitamento seja também
estendido ao campo da defesa". No último dia
02 de junho, a administração brasileira acabou
aceitando a assinatura do Protocolo 505, um acordo pelo
qual os EUA se comprometem a doar-nos material bélico
sucateado, tendo como contrapartida a abertura de nossos
quartéis para inspeções regulares (por
solicitação de militares nacionalistas, conseguiu-se
o favor de que as inspeções sejam feitas em
datas pré-agendadas com as Forças Singulares
brasileiras).
Representa
o retorno à situação anterior vivenciada
pelo Brasil, antes do Governo Geisel, quando este promoveu
o rompimento do então vigente acordo militar Brasil-EUA.
Além disto, logo depois da visita, em passado recente,
do mesmo Sr. Cohen ao país, foi criado o ministério
da Defesa no país, comandado ainda por um civil,
por imposição dos EUA, com a extinção
do EMFA e dos ministérios militares, reduzidos agora
a Comandos. Também foi implementada a Secretaria
Nacional Antidrogas (SENAD), diretamente subordinada à
Presidência da República, pois os americanos
exigem a intervenção direta do presidente
da República, no relativo ao combate às drogas,
bem como a campanha de desarmamento radical da população
digna e de bons costumes.
Outros
86 países já são signatários
do Protocolo 505, sendo o Brasil a 87ª nação.
Falta ainda a aprovação do Congresso, porém
como o atual Legislativo está sob controle total
do Executivo, não é difícil prever
que será aprovado. É óbvio que se cria
assim um incentivo à indústria bélica
dos EUA, pois o material doado será reparado, de
tempos em tempos, criando assim um mercado cativo para os
irmãos do Norte. Ainda fazem parte da pauta de reuniões,
além de operações de paz, o combate
a crimes transnacionais e cibernéticos e a formação
de quadros civis para compor a estrutura militar brasileira.
Agora entendemos melhor as razões da campanha pela
anulação da Escola Superior de Guerra (ESG).
Os futuros quadros civis brasileiros deverão ser
formados sob orientação do "National
Defense University".
Depois
do domínio econômico, vimos a crescente influência
da língua, da cultura, na expressão psicossocial
brasileira. Na Espanha, por exemplo, as palavras são
traduzidas para a língua pátria, até
no McDonald's. No Brasil é "drive thru"
mesmo. Na expressão política, o sistema financeiro
internacional continua a eleger e derrubar presidentes e
outros menos votados. Era de se prever que a influência
chegaria à expressão militar. E a mídia
amestrada silencia. Denunciam que, na época do regime
dito militar, o Brasil era colônia dos EUA. Agora,
quando os neoesquerdistas estão no poder, nunca houve
uma influência tão impositiva dos EUA sobre
o Brasil como no momento.
A solução principia em pressionar o Congresso
para evitar a aprovação de tal Protocolo e
lutar, passo a passo, pelo resgate da pátria perdida.
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