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Irm.
Marcos Coimbra ( * )
A
situação econômica brasileira é
grave, devido ao elevado grau de dependência ao exterior.
A cotação do dólar atinge mais de R$2,60.
A taxa de juros imposta pelo BACEN permanece em 19%. A taxa
de desemprego anunciada pelo DIEESE-SP atinge cerca de 17%
da população economicamente ativa (PEA).Os
bancos, em sua grande maioria (60% do setor), controlados
por estrangeiros, atingem lucros astronômicos no 1°
semestre de 2001. Hoje, um percentual de 20% do Produto
Interno Bruto nacional é produzido por empresas estrangeiras
(devido ao elevado grau de desnacionalização),
muito maior do que o verificado nos EUA, Alemanha, França,
Japão e México, todos situados entre 10 e
15%.
O Sr. Armínio Fraga Neto, ex-colaborador do Sr. George
Soros, defensor de um governo mundial e da legalização
do uso de drogas, conforme pode ser visualizado nos sites
da INTERNET, www.lindesmith.org e www.soros.org (Open Society
Institute), continua na presidência do BACEN, operando
como o principal formulador das medidas econômicas
adotadas pela atual administração. O presidente
FHC procura destruir as candidaturas de oposição
existentes, impedindo, de início, a candidatura do
Governador Itamar Franco, pelo PMDB, em vergonhosa convenção,
onde ministros intimidaram convencionais, para continuar
no poder, usufruindo as benesses governamentais. Continua
a criminosa entrega do país aos alienígenas.
A área de Alcântara está sendo "vendida"
aos irmãos do norte. Três ministros de Estado
defendem a quebra da soberania nacional, rotulando o negócio
de proveitoso para o Brasil. Isto é crime de lesa-pátria.
E o povo brasileiro sabe que é inimigo da Pátria
quem atenta contra os Objetivos Nacionais Permanentes: Democracia,
Integração Nacional, Integridade do Patrimônio
Nacional, Paz Social, Progresso e Soberania. O artigo quarto
da Constituição Federal é bem claro:
"A República Federativa do Brasil rege-se nas
suas relações internacionais pelos seguintes
princípios: I- Independência Nacional...".
Basta analisar o comportamento dos protagonistas dos tristes
episódios, ocorridos nos últimos anos, para
concluir quem são os seguidores de Tiradentes e os
que seguem Joaquim Silvério dos Reis. É traidor
da pátria quem entrega os recursos naturais do Brasil
aos estrangeiros , por qualquer valor.
E com uma inflação admitida pelo governo FHC
em suas metas de ajuste com o FMI de, no mínimo 6
% em 2001, é evidente que deverá haver a reindexação.
E vamos deixar de hipocrisia. A indexação
já existe. O governo, em seus três níveis,
reajusta seus créditos, corrigindo-os monetariamente.
Por exemplo, quem paga o Imposto de Renda, conhece, na prática,
o reajuste mensal das contribuições, pela
taxa referencial SELIC. E, agora, a administração
FHC admite-a, sem desfaçatez, no sistema imobiliário,
ao impor, por medida provisória, o reajuste mensal
dos financiamentos à casa própria, em contratos
com período superior a três anos. O segmento
empresarial eleva seus preços, até preventivamente,
sem qualquer controle. Todos os preços estão
indexados. Só a remuneração da mercadoria
trabalho, os salários, não. De fato, só
quem não tem sua remuneração corrigida
justamente são os trabalhadores, pensionistas e aposentados
civis. Exemplificando, imaginem a situação
de um servidor público civil, recebendo hoje o mesmo,
em valores nominais, do que percebia em 1994. Computando-se
o "confisco" da URV, sofreu uma perda de poder
aquisitivo, neste período, de cerca de 75%. Pressupondo-se
uma inflação acima de 6 %, no corrente ano,
é evidente que apenas sobreviverá, acomodando-se
à pobreza. E a "generosa" administração
FHC propõe uma correção salarial irrisória,
humilhante mesmo, inferior a 4%, a ser concedida ao longo
do tempo. E o número de desempregados e terceirizados
é crescente e avassalador. Todos nós somos
testemunhas das tragédias individuais e coletivas
ocorridas ao nosso redor. A miséria é terrível!
Representa a fome sem esperança. Assim, quem é
contra a reindexação, é contrário
à correção dos estipêndios dos
detentores de renda fixa. E é inevitável que
ela ocorra, nesta conjuntura. Pensar o oposto é desumano.
Enquanto isto, o governo FHC continua indiferente a tudo,
preocupado apenas em brigar com os governadores, fechando
acordos, como o realizado com o FMI, danosos ao Brasil.
As ordens dos "donos do mundo" são claras.
Querem privatizar o restante das empresas estatais rentáveis
e estratégicas brasileiras : PETROBRAS, Banco do
Brasil, Caixa Econômica Federal, setor elétrico,
até a água. Quando não podem vender
a empresa, "doam" seus segmentos mais lucrativos
aos alienígenas, como refinarias, dutos, gasodutos,
BR-Distribuidora, na PETROBRAS. E a oposição
formal é tíbia, não reage adequadamente.
Parece conivente. E é substituída por outras
Instituições como o MST, a CNBB, a OAB, a
ABI e outras.
O governo estadual não sai de cima do muro e preocupa-se
com o "desarmamento" dos cidadãos, enquanto
os criminosos ostentam armamento com poder de fogo superior
ao armamento leve das Forças Armadas. Ninguém
impede os traficantes de continuar a mandar em suas "áreas
liberadas". Assim, vão facilitar o trabalho
dos assaltantes. Daqui a pouco vão proibir os cidadãos
até de terem aulas de artes marciais ou de possuir
facas de cozinha. Também podem matar! E os criminosos,
coitados, podem correr risco. Para fazer isto o governo
tem de garantir o que é incapaz: segurança
pública. O governo municipal continua com obras que
infernizam a vida do contribuinte, tornando os engarrafamentos
insuportáveis e aumentando as razões de insegurança
das comunidades atingidas, não terminando-as. Mas,
fazem a alegria das empreiteiras. Ficam abandonadas sem
qualquer esperança de conclusão. A sobrevivência
começa a ficar impossível.
Urge que todas as forças vivas do país unam-se
para dar fim a este calamitoso estado de coisas, promovendo
a Reconstrução Nacional. Devemos elaborar
um Projeto Alternativo de Desenvolvimento com este objetivo,
alterando o atual processo de perda de independência,
de soberania, de desenvolvimento e de dignidade.
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