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Irm. Marcos
Coimbra
Na presente conjuntura
nacional, é vital voltarmos a pensar no Desenvolvimento Nacional.
Este assunto foi objeto de discussão em Painel, realizado
na ESG, no dia 12 do corrente, pela manhã, do qual participamos.
Abaixo, transcrevemos um resumo de nossa apresentação,
no relativo a proposta de políticas e estratégias
de curto prazo:
A) Eleger como
variável meta, o pleno emprego dos fatores de produção
(trabalho), com digna remuneração.
Estratégias
correlatas:
A1) Estimular o "agribusiness", eliminando a capacidade
ociosa da economia e procurando fortalecer o setor terciário:
I) Criar incentivos para acoplar o setor secundário ao setor
primário;
II) Investir em Ciência e Tecnologia, produtividade e qualidade:
III) Aplicar recursos vultosos em educação básica
e no ensino profissionalizante;
A2) Colocar o Brasil num patamar mais avançado de sua industrialização,
com relativo domínio das tecnologias de ponta, capacidade
de exportação de manufaturados, assegurada por sua
inserção competitiva no mercado internacional e garantia
de atendimento, com produção nacional, da maior parte
da demanda interna, por manufaturas:
IV) Empreender programas setoriais integrados prioritários
não só no que concerne a segmentos industriais, que
permitem crescente domínio das tecnologias industriais avançadas,
como também os voltados para o consumo interno, em larga
escala;
V) Dar ênfase para as indústrias extrativas minerais
onde o país tenha vantagens comparativas ou das quais depender
a autonomia energética nacional;
VI) Executar ações que mantenham a indústria
como atividade mais dinâmica da economia;
A3) Priorizar as atividades dos setores secundário e terciário
capazes de criar emprego, com o retomo do BNDES às suas verdadeiras
funções: qualificação de mão-de-obra,
turismo, construção civil, micro, pequenas e médias
empresas e outras;
A4) Diminuir expressivamente a taxa de juros, colocando-a em níveis
adequados à realidade internacional;
B) Recuperar a capacidade nacional de investimento, com rigorosa
seletividade da alocação dos recursos (acréscimo
de 10% na formação bruta de capital fixo), mais integração
de propostas com a iniciativa privada e reformulação
de políticas sociais em vigor.
Estratégias
correlatas:
B1) Executar política fiscal capaz de propiciar ao setor
público, condições de aumentar o nível
de investimentos para retomada do desenvolvimento (6% do PIB) fazendo
com que a receita tributária bruta seja no mínimo
30% do PIB, diminuindo as alíquotas tributárias, combatendo
a sonegação fiscal (no mínimo, 100% da arrecadação),
diminuindo o grau de informalidade da economia (40% do PIB) e as
despesas correntes do governo reduzindo-se para 24% diminuindo subsídios,
incentivos fiscais transferência de recursos para Estados
e Municípios e, principalmente, diminuindo o pagamento de
juros dívida;
B2) Utilizar reservas financeiras das empresas (cerca de 4% do PIB);
B3) Obter o reingresso dos recursos adicionais emigrados para o
exterior;
B4) Manter poupanças externas de risco para empreendimentos
específicos (reequipamento, reaparelhamento, setores de ponta
etc.) pelos menos em 2% do PIB;
B5) Tornar o setor público cada vez mais superavitário
mobilizando capital privado para investimentos nos setores básicos
da economia;
C) Implementar Política Cambial, de Comércio Exterior
de Administração da Dívida Externa, destinada
a inserir o Brasil na Economia Internacional, de modo favorável
aos interesses nacionais:
Estratégias
correlatas:
C1) Assegurar a expressividade da taxa de câmbio;
C2) Supervisionar administrativamente o orçamento cambial;
C3) Acompanhar oficialmente o comércio exterior;
C4) Fixar o nível de proteção aduaneira à
produção interna sem prejuízo da política
antiinflacionária;
C5) Estimular o ingresso de capital de risco estrangeiro no país
e o reingresso de capital que tiver saído, em especial com
residentes;
C6) Adotar solução racional para renegociação
da dívida externa, com redução do seu montante
(cerca de 50%), na realidade retirando parcela substancial não
utilizada efetivamente;
C7) Não renovar acordo vigente com o Fundo Monetário
Internacional (FMI), altamente lesivo aos interesses nacionais,
procurando uma saída que não ofenda a soberania nacional.
No próximo
número, apresentaremos as sugestões de médio
e longo prazo.
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