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Arquétipos da Simbologia Astrológica.
simbolo
1ª Parte
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"O céu estrelado sobre mim é a Lei Moral dentro de mim. Ali estão as estrelas e as vejo e as conecto imediatamente com a consciência de minha existência". Emanuel Kant

O termo, planeta, significa errante e designa o modo como muitos astros parecem mover-se sem rumo pela céu, por vezes dando a impressão de que estão voltando atrás em seu curso por dias ou semanas.

Antigos filósofos, incluindo Sêneca, são representados perfeitamente alinhados com o poder cósmico de vários corpos celestes nesta iluminura de um manuscrito do século XIV.





















































 

 

 

 

 

 

 

O grande selo de Salomão ou triângulo duplo de Salomão, que revela a consciência do mago quanto a dualidade de todas as coisas, revela a crença que cada homem tem do universo (o macrocosmo) refletido em si mesmo (o microcosmo)




Arquétipos da Simbologia Astrológica.
Parte II

 

 

Irmão Ubirajara Gasatelli
Grande Tesoureiro da GLESP
Loja Arca da Aliança, 262 - São Paulo
A Verdade.
Janeiro e Fevereiro 1987

 

A visão psicológica e a visão astrológica.

No Zodíaco se manifesta a idéia do Ser Humano, ou sua figura ideal, em doze aspectos enfeixados em um círculo dividido em doze regiões. A distribuição geocêntrica dos planetas nas regiões deste círculo, no momento do nascimento do Ser Humano, decide quais serão as cores básicas que influenciarão o recém nascido. E assim que o zodíaco e os planetas formam a figura do homem, que a partir deste momento (nascimento) tomará forma na Terra, sempre levando em consideração os aspectos Kármicos e Re-encarnatórios. Mas é a própria superfície terráquea de projeção que brinda à figura humana irradiada dobre ela, desde as vastidões celestes até dispô-las de acordo com seu Ser. Em certo sentido e em uma escala de doze graduações, determinando repartição e irradiação conjunta da figura humana, ou seja, das esferas celestes em dois grupos de seis regiões cada uma. Seis regiões acima do horizonte e seis regiões abaixo do horizonte, a que chamamos de casas terrestres, entre as quais se interpõe o maciço do globo terrestre como um imenso filtro. E desta segunda transformação da irradiação cósmica em que estão incluídas as funções zodiacais e também a função planetária, que emerge a figura do homem de todos os dias.

Do que acabamos de expor, resulta, de imediato, as diferenças entre si da análise psicológica e da análise astrológica do caráter do Ser Humano. A Psicologia só trata da fase crítica final de um processo formativo e a Astrologia trata de captar toda a Universalidade do Ser, desde seu princípio cósmico até sua formação mais densa, que é o físico. A Astrologia acompanha a história evolutiva da sombra projetada, observa o principio cósmico e a manifestação dos elementos reunidos para caracterizar o conjunto do Ser Humano, pois, o verdadeiro "Eu" do homem, como dizia Buda, Está Muito Além de Maya.

Por isso, o resultado a que se pode chegar com a análise astrológica do Ser Humano é o seguinte: O núcleo do homem, seu núcleo divino (a mônada), está além do Horóscopo e é inacessível ao homem, pelo menos nesta fase evolutiva sua manifestação (como embrião de Deus) e sua fase evolutiva (caráter do homem). Apresenta três características conhecidas, que podem comparar-se a uma árvore cujas raízes estão no zodíaco, cujo tronco forma o mundo planetário e cuja copa toca e se mistura com a Terra.

O céu (onde estão as raízes) é representado pelos quatro elementos (triplicados) do zodíaco, o tronco pelos dez planetas (agora também Quiron) e a copa a ramificação pela Terra, pelas doze correspondências terrestres dos signos do zodíaco, chamadas Casas. Com isto o homem obtém aí as forças ou as razões de conhecer-se a si próprio, que permitirá corrigir-se e continuar na sua evolução.

Lembremos que "a alma humana é como a água, do céu vem e ao céu toma, e novamente volta à terra, num ir e vir eterno" e, ainda, que "quando um homem se ilumina ria terra, apaga-se uma estrela no céu”.

O céu estrelado e a lei moral, uma coisa só.

As dores e os sofrimentos do indivíduo são sintomas do seu despertar e quanto mais intensos os sofrimentos, mais rápido será o seu despertar. Mas quando o homem desperta o seu dever moral, reconhece também o sentido cósmico desta força do dever, ganhando com ela a força de penetrar com poder transformador nas relações cósmicas, pois, as forças que no cosmos vibram com poder, como expressão da mesma lei, é que, no interior do Ser Humano, determinam a força moral deste. A Lei Moral é a lei suprema da evolução.universal (Esta não é uma lei moral dos homens, mas a moral que faz com que o Ser Humano se descubra divino. Como dizia Santo Agostinho: Deuses fomos e nos temos esquecido").

A participação moral do homem no envolvimento cósmico, por menor que possa ser, coloca-o dentro do Todo Universal (ou recoloca-o) como força motriz e a doutrina esotérica do emprego desta força é ,uma das três partes da doutrina oculta e se chama Magia. A Astrologia, a Alquimia e a Magia configuram o patrimônio da doutrina oculta.

A Astrologia é a doutrina da inserção do homem na totalidade do Universo. A Alquimia é a doutrina da transformação do inferior em superior e a Magia é a doutrina do emprego e a direção das forças que guiam a evolução, o que vale dizer que a Astrologia é a doutrina natural oculta, a Alquimia a doutrina evolutiva oculta e a Magia é a Ética oculta.

Para o pensamento exotérico a lei natural e a ética não têm nada a ver entre si. Representam duas formas de legitimidades separadas, não unidas por nenhum w ponte e,entre ambas as formas, como um elemento estranho (absurdo), se tem o calvário da evolução do Ser Humano, sem ponto de partida e sem nenhuma meta.

Em sua obra Crítica da razão pura, Kant dizia: "O céu estrelado sobre mim é a Lei Moral dentro de mim. Ali estão as estrelas e as vejo e as conecto imediatamente com a consciência de minha existência". Kant compreendeu o sentido desta dualidade. O abismo que separa o mundo exterior do mundo interior deve ser aproximado pelo conhecimento esotérico. Só ao abrirem-se as fontes do conhecimento esotérico, das quais também Kant deve ter bebido, de forma sábia, se abre o caminho da Astrologia; não de uma Astrologia meramente mercantil, para satisfazer profanos e supersticiosos, mas uma Cosmo-visão em que o céu estrelado e a Lei Moral se unem ao Todo.

"A lei moral, dentro de mim, guia o meu olhar ao céu e me permite intuir uma relação que se plasma em saber, enquanto se reconhece duas coisas: O céu estrelado dentro de mim é a Lei Moral sobre mim, sendo ambas uma só coisa".

Assim dizia Kant.