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( * ) tibério sá maia
é nosso colaborador

 

 

Religião e Fé .

 

 

 

 

tibério sá maia

 

 

 

 

Mais do que rebatemos: - A Ordem Maçônica não é religião como alguns dizem. Ela procura preservar a Religião de todas maneiras, recomendando aos seus adeptos que se empenhem em promovê-la indistintamente, pelo seus princípios que tanto e sempre fortalecem o caráter humano.

A Religião esteve presente em todas fases da história da humanidade visando a libertação do homem de suas tormentas tornando as pessoas melhores mais fortes, prudentes e experientes na vida. Procurando sempre transmitir bom senso e equilíbrio. É recomendável que ela não deixe de ser inspirada nas crianças da mais mimosa fase da vida.

A religião marcou, muito mais, de modo positivo e de forma indelevel a vida de todos os povos que nos antecederam.

Para a nossa ordem não importa que ela assuma qualquer forma de devoção. Quais são as suas doutrinas e princípios éticos. Como cada crença vê o sentido da vida e a proeminência da morte, não é importante para a maçonaria.

Sabemos que cada uma tem suas particularidades. Sabemos também que, sempre que se fala em religião é lembrado os seus erros muita vez procurando dirimir sua importância.

Henry Kissinger ressaltou que:“... a democracia não resultara de uma simples decisão, e sim de uma evolução que se estendeu por séculos. As caraterísticas únicas da evolução pluralista do Ocidente começaram com a igreja católica que, embora muito pouco democrática em sua organização interna, criou as bases para essa evolução ao insistir em seu próprio e distinto controle, e na definição da prevalência da ordem moral sobre o Estado. Ainda segundo Kissinger, a separação da autoridade entre Deus e César levou ao primeiro passo para o pluralismo político e para a limitação do poder do Estado.” E prossegue, a Igreja Católica não pode ser lembrada apenas pelos seus erros passados, em especial pela tenebrosa Inquisição. O Papa João Paulo ll ao dar o assoprão final no desmonte dos regimes da Europa Oriental, merece a gratidão da humanidade. Reacendeu as luzes naquele canto escuro do mundo.

O seu reconhecimento, a aceitação de sua legitimidade, parte de raiz comum, muito humana e, por isso mesmo, divina.

Devemos aceitar as instituições religiosas ainda que passando por um dilema de um Emille de Jean Jaques Rousseau. “Para ele a religião era apenas a máscara do interesse e o culto sagrado, a salvaguarda da hipocrisia, o paraíso e o inferno eram, na subtileza das vãs disputas, simples jogo de palavras. Via a sublime e primitiva idéia da divindade desfigurada pelas caprichosas imaginações dos homens e convencido de que para crer em DEUS era mister renunciar ao raciocínio que ele nos deu, sentia o mesmo desdém pelas nossas ridículas fantasias e pelo seu objeto”.

Para a maçonaria o valor da religião tem base na confiança absoluta do homem nos seus superiores Como pregava nosso confrade Leon Tolstoi. "A fé é a força da vida. Se o homem vive é porque acredita em alguma coisa".

Ela se faz necessária. Sua busca de confirmação deve ser suplantada por um sentimento de segurança diante do supremo poder do Criador do Universo