Portal Maçônico Samaúma

 

 

 

 

 

 




As diferenças básicas do amor sábio e do amor comum

 

 

O amor é sábio quando libertador, curativo e impessoal, quando nos leva ao encontro dos semlhantes e do universo em que estamos inseridos

 

 

 

TRIGUEIRINHO
Publicado em: 31/08/2008
Escritor - www.trigueirinho.org.br
Recomendado Por Angela Magalhães

 

 

O amor é a capacidade de coesão, de união. Se não existisse, prevaleceriam as forças contrárias à unidade e o universo se desintegraria. O amor mantém os átomos reunidos e integrados e dinamiza o desenvolvimento da consciência em todos os graus de expressão.

Há consciências e pessoas que canalizam com pureza a energia do amor, manifestando-o impessoalmente. Mas, por enquanto, essa expressão mais límpida do amor é, em geral, misteriosa e desconhecida, pois a maioria o confunde com afeições pessoais, com possessividade, apego e dependência.

Devido ao ser humano comum ainda se polarizar no nível emocional e no instintivo, sua genuína necessidade de integração — em si mesmo e no universo — é por ele interpretada como necessidade de complementar-se com um semelhante. Busca, então, o amor fora e, por esse movimento, não estabelece contato com a fonte de amor, que se encontra no interior de si mesmo.

No caminho do descobrimento do amor universal e puro, podemos ficar estacionados em uma de suas etapas, apegados a pessoas ou a situações. Por não o compreendermos como uma energia cósmica, infinita, desconhecemos que encontramos uma expressão dele mais profunda e abrangente toda vez que renunciamos aos nossos objetos de amor.

É a sabedoria que traz essa compreensão e dissolve ilusões emocionais e mentais. Como aspecto mais elevado do amor, traz a sensibilidade interior, o conhecimento da real necessidade dos demais seres. Portanto, dá-nos a capacidade de ajudar sem interferir.

A sabedoria indica a direção correta a ser seguida. Pertence ao coração e não à mente analítica e discriminadora. O amor-sabedoria traz a compreensão sem requerer pensamentos lógicos e nele não há enganos nem ilusões.

Se nos perguntarem como chegamos ao amor-sabedoria, responderemos que se trata de caminho misterioso, trilhado pela renúncia ao que já foi conseguido e pela oferta incondicional do melhor que existe em nosso ser.

O amor é sábio quando libertador, curativo e impessoal, quando nos leva ao encontro das necessidades dos semelhantes e do universo em que estamos inseridos. Movidos por ele, estabelecemos metas em consonância com a evolução da vida. O amor sábio nos impulsiona a buscar o essencial e não as aparências, sempre efêmeras. Faz-nos ver o que há de positivo em cada circunstância, sem nos deixar limitar por nada.

O amor sábio não se restringe ao reino humano. Transfigura e aperfeiçoa tudo o que toca. Assim, o que está limitado se expande e se integra no que é a sua mais interna essência. O amor sábio torna o ser humano compassivo e disponível para tudo e para todos. Devotado à consumação de propósitos elevados, é irradiado por fontes cósmicas.

O amor comum, por sua vez, leva o ser a identificar-se com as formas externas, a iludir-se com aparências e circunstâncias, sujeito ao ritmo da evolução natural, que tem avanços e recuos. É, portanto, incerto e sofre influências de forças antagônicas, que restringem a pessoa a resolver problemas de subsistência no plano físico, a satisfazer carências várias no emocional e a manter preconceitos no mental. O engano dos que são movidos pelo amor comum está em considerar esses planos o único instrumento de ação e de vida existente.

As decepções do amor humano levam o ser a descobrir as infinitas possibilidades do amor-sabedoria e a necessidade de vivê-lo. Com o brotar da sabedoria, sua consciência é atraída para níveis internos e o alimento que dali flui transforma-o inteiramente.